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Jogos são tendência inovadora na educação

09/06/2014 -

Atualmente, os jogos online são considerados os grandes aliados da procrastinação. Com a massificação de todo o tipo de game pelas redes sociais, temos crianças fugindo da lição de casa, adultos empurrando tarefas para mais tarde e muito tempo perdido cultivando cenourinhas em hortas cibernéticas e destruindo fileiras de doces. No entanto, em sua essência, o jogo tem uma função pedagógica muito definida, e seu uso no aprendizado, tanto em salas de aula físicas como digitais, é uma nova tendência na área da educação. O jogador costuma ter um nível de atenção muito elevado durante uma partida, e é muito interessante para o professor e para o gestor saber utilizar essa boa disposição do estudante em prol de seu aprendizado.

Os amantes de games podem comemorar, pois já há a possibilidade de aprender e se divertir ao mesmo tempo.  Fonte: Info Tales

Os amantes de games podem comemorar, pois já há a possibilidade de aprender e se divertir ao mesmo tempo.
Fonte: Info Tales

O fenômeno conhecido como gamification pode ser considerado uma forma eficaz de gerar empoderamento por parte do aluno e de tornar o aprendizado mais interessante. Além disso, é uma inovação capaz de alterar a dinâmica entre o aprendiz e o conhecimento. Essas características, sabemos, também estão presentes na premissa da educação a distância. Afinal, na EAD, o aluno tem maior autonomia para gerir seus estudos. A inovação é palavra-chave e todo o sistema pré-estabelecido para o ensino tradicional, oriundo da sala de aula, é repensado, passando por constante transformação. Ou seja, a EAD parece o cenário perfeito para a utilização de jogos tanto para a apresentação quanto para a revisão de conteúdos.

Alguns estudos sobre o benefício dos games, mesmo os que não estão diretamente ligados ao ensino, trouxeram resultados surpreendentes, tais como:
- o uso de jogos na sala de aula pode incrementar o aprendizado em 20%;
- cirurgiões têm melhores performances na mesa de cirurgia quando são jogadores regulares de videogames
- muitos professores concordam que jogos na sala de aula podem aumentar a motivação e o envolvimento dos alunos;
- o uso de jogos ajuda a personalizar o ensino; e
- o desenvolvimento de habilidades para resolver problemas é incentivado com o uso de jogos

Mesmo os jogos que aparentemente não têm ligação com o ensino podem ser educativos. Fonte: ABC News

Mesmo os jogos que aparentemente não têm ligação com o ensino podem ser educativos.
Fonte: ABC News

Existem diversas plataformas e aplicativos que são moldadas para o aprendizado de determinado conteúdo, utilizando modelos no estilo quiz, com perguntas e respostas rápidas. Esse método é ideal para a revisão de conteúdo e estudo antes das provas. No entanto, outros tipos de jogos não precisam e nem devem ser muito didáticos, pois podem levar ao desinteresse por parte dos alunos, uma vez que o formato desgasta-se facilmente. Alguns jogos podem inclusive emular as características de games populares (como os de guerra, ação, exploração, estratégia e os jogos em primeira pessoa), porém com uma nova finalidade. O professor de Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco, Luciano Meira, cita o exemplo do jogo de tiro no qual o aluno, em vez de atacar seus inimigos, atira em bactérias. “É um jogo de guerra, só que dentro do organismo. O aluno faz uma imersão pelos sistemas, como o circulatório e o nervoso, e isso inspira e familiariza o estudante com imagens da representação científica.” Já Gilson Schwartz, professor da Universidade de São Paulo e diretor da Games for a Change América Latina destaca que muitos jogos testam a memória e outras competências cognitivas e, por isso, “não só existem jogos desenhados para ajudar em processos de ensino e aprendizagem como alguns títulos aparentemente fora do universo educacional podem ser criativamente adotados por professores e alunos”.

O jogo termina, mas o conhecimento permanece. Fonte: Red Orbit

O jogo termina, mas o conhecimento permanece.
Fonte: Red Orbit

Alguns exemplos interessantes de jogos na área das humanas são o Civilization, game de aventura no qual o jogador constrói civilizações e é uma ferramenta muito interessante para o aprendizado das dinâmicas históricas, e o Global Conflicts, jogo educacional que fala de política, direitos humanos, globalização, meio ambiente e outros tantos temas atuais. Para quem é da área das ciências biológicas, há desde a já citada opção de destruir bactérias até o desafio de fazer transcrição de DNA. Já a Socrative é uma espécie de “plataforma adaptativa gamificada” com conteúdos que podem ser customizados pelos professores e que oferece diversas estruturas de jogos, de acordo com o estilo do aluno. Por fim, o famoso jogo de videogame World of Warcraft tem entre seus fãs muitos professores, que acreditam que, durante a partida, longa e intrincada, o aluno se depara com diversos tipo de aprendizado, especialmente os que dizem respeito à leitura e à interpretação de texto.

E você? Acha que os jogos vieram para ficar na área da educação? Compartilhe suas ideias conosco e não deixe de assinar a nossa newsletter.

 

 

 

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