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É preciso superar paradigmas no uso da tecnologia em sala de aula

25/08/2015 -

Estudante

Novas formas de aprendizagem são necessárias para a transformação do ensino e aumento da qualidade esperada para a América Latina.

Superar o paradigma da formação de professores, favorecendo o uso de tecnologias combinadas com novas formas de aprendizagem são necessárias para a transformação do ensino e aumento da qualidade esperada para a América Latina, segundo afirmou ao EFE Escola, Ana Elena Schalk, consultora sênior de TICs em educação, que atuou como consultora de projetos da Unesco.

“Devemos lembrar que os futuros professores que hoje estão começando a dar aulas fazem parte da geração Z, logo, são nativos digitais e podem atender às características destas novas gerações para desenhar e implementar estratégias pedagógicas pertinentes e significativas para elas”, explicou Schalk.

A especialista ressalta que nos últimos cinco anos começaram a surgir propostas “interessantes” em diversos países que apresentaram uma tendência positiva ao valor que passou a ser dado às tecnologias voltadas à educação e afirmou que esta tendência está relacionada com a criação de estratégias pedagógicas, que de forma integrada, promovem uma “aprendizagem ativa”, onde as tecnologias são utilizadas para conduzir as novas gerações por caminhos de “construção de conhecimento” mais de acordo com suas características, potenciais e necessidades.

“Isto, necessariamente, está relacionado a uma transformação não somente no contexto da sala de aula, mas também da valorização do conteúdo, das metodologias de trabalho e da forma de avaliação”, assinalou a consultora.

Pavlos Dias, gerente nacional de operações empresa de tecnologia que produz diversos tipos de softwares para educação e aplicativos como o Blackboard, defende o ensino atrelado ao uso de novas tecnologias e diz acreditar que a partir delas a educação poderá se tornar “global”, “mais centrada no aluno” e “online”

“Temos hoje uma educação que é um processo para ser replicado em massa e cada vez mais irão surgir técnicas e tecnologias para que possamos atender o aluno de forma individualizada e ir de encontro às suas reais necessidades; o aluno de hoje está totalmente ligado a tecnologias mobile, já faz tudo no mobile e com a internet, e espera essa experiência na educação também”, assinalou Dias.

Escolas públicas

A consultora da Unesco afirmou que as pesquisas disponíveis na América Latina refletem de forma “preocupante” que, o “domínio das competências no uso de tecnologias repete a desigualdade produzida pelo modelo atual de educação”, em que os estudantes de escolas privadas têm oportunidades de desenvolvimento das suas competências digitais significativamente maiores que aqueles estudantes que pertencem a escolas públicas.

“As tecnologias nas escolas por si só não promovem nem qualidade nem democratização. Isso é tarefa dos responsáveis da política pública, dos líderes das organizações educativas e das organizações que têm algum tipo de relação com o desenvolvimento da educação em um país”, destacou Schalk.

Para ela, assim como todos os desafios relacionados com a educação “de hoje”, este não é um desafio simples, e está repleto de “complexidades necessárias” na abordagem estratégica para poder produzir uma mudança ordenada, “mas rápida para que seja de acordo com o ritmo em que estamos vivendo”.

A especialista esteve presente no evento Desafios da Educação, que se encerrou na última semana em São Paulo e foi promovido pela Blackboard em parceria com o Grupo A Educação, que discutiu as dinâmicas de aprendizagem do aluno.

Agora é a hora para uma nova experiência de aprendizagem

10/08/2015 -

Jay Bhatt*

O Blackboard passou por diversas mudanças desde que ingressei na empresa, há quase três anos. Entre essas mudanças estão: a reorganização da empresa para trabalhar melhor com os mercados em que atuamos; aquisições de empresas e novas tecnologias; e, talvez o mais importante, uma mudança transformadora colocando o foco maior no aluno.

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Mas a maior mudança está acontecendo hoje. Estou compartilhando uma nova abordagem para a educação, e isso vai desencadear uma nova maneira de pensar no nosso “ecossistema educacional”. Estamos chamando-o de Nova Experiência de Aprendizagem: uma maneira transformadora para criar maior envolvimento, interação e qualidade de aprendizagem através da tecnologia, serviços integrados e capacidades de dados.

Ela começa com uma análise da atual sistema educacional. Precisamos ser honestos sobre o que funciona e o que não funciona. E tudo começa com o aluno.

Há uma “desconexão” entre o que os alunos de hoje querem e como o sistema educacional apresentado a eles. A indústria não mudou nos últimos anos. Os alunos de hoje têm um conjunto diferente de desejos, necessidades e preferências. Os alunos de todas as idades e em todos os pontos do ciclo de vida de aprendizagem exigem algo diferente. Eles querem e esperam que a tecnologia desempenhe um papel importante em sua educação. E eles querem tecnologia na educação, que é tão conveniente que eles já se acostumaram com empresas como Apple e Amazon. Eles querem ser “móveis”. Eles querem ser capazes de se conectar com seus pares. E eles querem tudo rápido, de maneira simples e intuitiva.

Além disso, os alunos estão aprendendo de uma forma totalmente diferente. Uma estatística frequentemente citada é que 85% dos estudantes do ensino superior na América do Norte são “não-tradicionais.” Estes são os alunos que não passam quatro anos no campus “físico” das universidades. São alunos a distância. São aprendizes em tempo parcial que ganham um certificado de competência em vez de um “grau”. São alunos adultos que buscam uma nova carreira através de programas online.

Começando com este foco sobre o novo aluno, a nova experiência de aprendizagem também será totalmente integrada aos fluxos de trabalho – com uma experiência totalmente nova, intuitiva e agradável – acessível, móvel e com dados e capacidades analíticas. Estamos começando nossa jornada em direção a Nova Experiência de Aprendizagem com novas versões do nosso sistema de gestão de aprendizagem Blackboard Learn ™, Blackboard Collaborate ™ e o novo Bb Student App ™.

Este é o momento para nós, como uma empresa de educação, de garantir que vamos colocar o aluno em primeiro lugar, reimaginar como a educação acontece e inspirar o mundo para aprender.

*Jay Bhatt é presidente, diretor executivo e membro do conselho da Blackboard Inc., líder global em tecnologia e serviços que ajudam a tornar a educação mais imediata, direta e personalizada para os alunos em todos os lugares. Jay é um ex-professor tem como “paixão” a missão da Blackboard: reimaginar a educação.

Matt Small, Vice-Presidente de Negócios Internacionais da Blackboard, estará presente no Fórum de Lideranças – Desafios da Educação, dia 12 de agosto, para falar mais sobre a nova experiência de aprendizagem.

Quatro maneiras de transmitir sua mensagem de forma mais clara

03/08/2015 -

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Lisa Nielsen
Lisa Nielsen considerava a escola um local “chato”. Autora do blog The Innovative Educator, Lisa escreve sobre educação e compartilha ideias para tornar o ensino algo divertido e desafiador.

Ultimamente, tenho ouvido muito do que as pessoas estão tentando, mas não conseguindo, transmitir aos outros. Eles se queixam: “Eu tentei dizer a ele …”. E, acham que a culpa é da pessoa a quem tentaram dizer algo, por simplesmente não ouvir. No entanto, quando eu pergunto como eles tentaram transmitir sua mensagem, acho que às vezes o problema não era com o público. Em vez disso, pode ser com a pessoa que “tenta” transmitir sua mensagem, ideia, aviso ou lição.

Você já viu isso se já assistiu ou tentou ensinar uma pessoa ou turma e não conseguir. Você pode detectar quando e onde o interlocutor perdeu seu público. Talvez eles tenham dito uma coisa, mas queriam dizer outra. Talvez eles tenham ido muito rápido e as pessoas não conseguiram acompanhar. Talvez a turma não tenha “pego” o que estava sendo transmitido ou não tenha a base para entender o conceito ou idéia. Talvez o interlocutor simplesmente não explicou claramento o conteúdo ou não esperou até que o público estivesse focado e pronto para receber as informações.

Se você quiser ser entendido, é preciso mais trabalho do que apenas “falar” com seu público. Existem algumas maneiras em que você pode transmitir sua mensagem de forma mais clara. Isso é importante em geral, mas especialmente importante para que os professores o façam de maneira eficaz. Aqui estão quatro estratégias para sempre lembrar:

Dê um exemplo
Quando você explica algo, é muito mais fácil de entender com um exemplo. Partilhe a sua mensagem e dê um exemplo.

Consulte a fonte
Se você está falando de um capítulo, artigo, papel, vídeo, etc., dê a seu público a fonte para que eles acompanhem. Isso garante que vocês estejam na mesma página.

Verifique a compreensão
Se você quer ter certeza de que as pessoas estão lhe entendendo, peça-lhes para que expliquem o conceito de volta para você. Se eles fazem isso corretamente, ótimo – eles entenderam. Se não, você pode esclarecer.

Peça um feedback
Será que aqueles com quem você está falando concordam, discordam ou tem questões diferentes? Descubra e discuta.

O que você faz para garantir que transmita claramente sua mensagem, ideia ou lição? Já experimentou uma situação em que alguém tenha tentado dizer algo, mas não se fez entender? O que poderia ter sido feito diferente para transmitir de forma mais clara a mensagem?

Com mudança pedagógica, celular é aliado

20/07/2015 -

No modelo de aprendizagem ativa, em que a educação é centralizada no estudante, os dispositivos móveis se tornam grandes facilitadores.

Uma pesquisa recente da Unesco mostrou que 67% dos estudantes de países em desenvolvimento e emergentes que leem pelo celular consideram o aparelho conveniente para a leitura porque o dispositivo está o tempo todo com o usuário. Afinal, a mobilidade, disponibilidade de WiFi e redes móveis nas instituições de ensino permitem o acesso a conteúdos de qualidade. Mas, muitas vezes, os smartphones são os vilões do processo de aprendizagem por causa do entretenimento com games, redes sociais e conteúdos irrelevantes para o contexto da aula exposta pelo professor. Como a maioria dos alunos do ensino superior são nativos digitais e estão sempre conectados, na sala de aula não é diferente – o celular acompanha o estudante em qualquer lugar, forçando os professores a se adaptar a essa realidade.

No modelo de sala de aula tradicional, expositivo, a tecnologia é vista como o fim e não como o meio para alcançar um determinado objetivo. Muitas vezes, o professor expõe o conteúdo e faz o papel de ‘sábio do palco’, e um mesmo ritmo de ensino é imposto para todos os alunos, que se tornam agentes passivos da aprendizagem. Muitas vezes, nesse tipo de aula, o celular concorre e ganha do professor na atenção do aluno, que pode checar informações em tempo real, acessar qualquer outro conteúdo mais atrativo, e, se a apresentação do professor não for interessante, o WhatsApp e as redes sociais serão. A maioria dos professores não gosta disso, pois os dispositivos móveis são como uma ameaça ao bom andamento da aula.

Já as metodologias ativas de aprendizagem exigem mais do aluno em sala de aula, pois ele não se torna apenas um ouvinte. A tecnologia media sua participação e os dispositivos móveis são indispensáveis por permitir o acesso ao conteúdo e promover a interação entre alunos e professores. Na aplicação do processo de aprendizagem por pares, ou Peer Instruction, por exemplo, o uso dos dispositivos é parte do processo. A proposta das metodologias ativas faz com que o aluno se torne responsável pela busca e pela construção do conhecimento por meio de atividades que partem de um problema, e o conteúdo é a ferramenta utilizada para apoiar a solução. O acesso pode ser feito em qualquer hora e lugar, quantas vezes o aluno quiser, por dispositivos móveis.

Nesse sentido, um ambiente virtual de aprendizagem é indispensável, pois ajudará a instituição a organizar o conteúdo e disponibilizá-lo no formato de videoaulas, podcasts, textos, games e outros objetos que não apenas atraem esse novo aluno conectado, mas facilitam o processo de aprendizagem e respeitam o ritmo de cada indivíduo. Ou seja, a aula (acesso ao conteúdo) acontece fora da sala de aula e a lição de casa (resolução de problemas) na instituição, e por isso, o termo sala de aula invertida ou flipped classroom. É difícil desvincular esse modelo do uso dos dispositivos móveis.

Enquanto no modelo tradicional o uso do celular pode comprometer o processo de aprendizagem, em metodologias ativas o mobile é um grande aliado, quando bem aplicado. Com o apoio de um bom software de aprendizagem com integração para o mobile o aluno pode ter mais acesso a conteúdo, dinâmica na interação com o professor e, por fim, o ambiente de aprendizagem criado se torna mais lúdico, com a inclusão de games educacionais ou outras ferramentas que podem transformar a experiência em sala de aula.

As instituições devem ter em mente que a tecnologia é um facilitador para o engajamento do aluno, mas que deverá estar sustentada por toda metodologia pedagógica. Rever o atual modelo de ensino não é uma tarefa simples porque é preciso romper barreiras e pensar em novas metodologias de ensino e aprendizagem, mas é uma mudança que vale a pena.

Gustavo Hoffmann

Gustavo Hoffmann é pró-reitor da Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), diretor acadêmico e de EAD do Grupo Alis Educacional, parceiro da Blackboard Brasil. Hoffmann também participa do Fórum de Lideranças: Desafios da Educação.

 

Pensando neste fenômeno e na tendência do uso de ferramentas mobile em sala de aula, a Blackboard oferece o Blackboard Mobile, que proporciona grande capacidade de envolvimento, acesso instantâneo às informações e interação em qualquer lugar através dos dispositivos móveis. A Blackboard Mobile tem como objetivo manter os alunos conectados ao campus e divulgar a instituição para alunos em potencial.

A curva de aprendizagem mudando de forma

15/07/2015 -

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Cerca de 85% dos estudantes do ensino superior hoje são estudantes não tradicionais, mas as universidades estão se adaptando para acomodá-los? Matthew Small, diretor-gerente, líder internacional em tecnologia da educação Blackboard, olha para frente e revela como focar no aluno muda a forma de educação.

A economia global tem tido um impacto significativo sobre os alunos que estão entrando no ensino superior. Estudantes querem melhorar suas possibilidades de emprego, estudantes estrangeiros que procuram o curso perfeito em qualquer país, estudantes de graduação que precisam trabalhar em tempo integral para financiar o seu próprio estudo. Cada um destes alunos não tradicionais formam os 85% dos indivíduos que estão atualmente no ensino superior. Com forte demanda por cursos flexíveis, acessibilidade da informação e qualificações reconhecidas internacionalmente, as universidades estão sob pressão para adaptar-se e serem competitivas.

O recrutamento dos alunos acontece em uma realidade cada vez maior em concorrência – o que significa que os estudantes podem ter sua própria opinião sobre o que querem estudar, quando estarão disponíveis, onde e quando querem estudar. A antiga universidade, os clubes sociais e sociedades foram deixados para trás por um número cada vez menor de alunos que são capazes de frequentar a universidade, participar de palestras e apresentar seus trabalhos.

A Blackboard, notando esta demanda por um ambiente de aprendizagem colaborativa on-line “recrutou” mais e mais instituições de ensino superior para utilizarem suas soluções. Passamos tempo pesquisando o novo ambiente educacional. Nossa pesquisa, que incluiu o tempo gasto com os alunos em sala de aula e em seu tempo livre, revelou que os alunos estão mais pró-ativos sobre como personalizar seu estudo e focar na qualificação como um objetivo para sua carreira ideal. Descobrimos que os alunos são mais espertos, exercendo suas escolha e cobrando mais. A tecnologia vem como uma segunda natureza para os estudantes de hoje e eles confiam nela para gerir suas vidas – e entendem o ensino da mesma forma. Se todos os aspectos de suas vidas podem ser tratados através de um dispositivo móvel, eles esperam que a sua educação seja da mesma forma.

Algumas universidades fazem apenas um esforço superficial para atualizar seus mecanismos. Elas usam a tecnologia como um quadro de avisos, transmitindo a aprendizagem sem habilitar os próprios alunos a conduzirem a atividade. Muitas operaram dentro de um sistema tradicional, que foi concebido para servir os alunos tradicionais em modelos de aprendizagem tradicionais. Esses alunos tradicionais estão agora em minoria e é certamente um tempo para mudança.
Ao ignorar o aluno não-tradicional, as instituições enfrentam mais que apenas a frustração de um estudante. Sem ter flexibilidade para apresentar avaliações on-line ou se envolver com os alunos e membros do corpo docente através da internet, algumas universidades estão deixando estudantes para trás. Como resultado, mais estudantes estão deixando as instituições, lutando para alcançar objetivos de vida e carreira, e questionando o valor da educação.

Um necessidade da educação centrada no aluno é o aumento dos estudantes internacionais e a tendência para cursos entre as universidades, e às vezes até mesmo entre os países, para obter a educação que o estudante deseja. O Reino Unido é o segundo destino mais popular para os estudantes internacionais (13% de todos os estudantes internacionais estão matriculados em um curso no Reino Unido). Precisamos manter esses estudantes, bem como o financiamento que eles trazem, ligado a uma universidade do Reino Unido.

Algumas universidades estão mudando a forma como desenvolvem seus cursos, mudando a forma como  ministram palestras e mudando a forma como envolvem seus alunos. Muito disso é feito através da tecnologia. O mundo já tem sua primeira universidade “sem papel”, as Escolas Superiores de Tecnologia nos Emirados Árabes Unidos, e é só uma questão de tempo antes que outras sigam este exemplo. Mas é imporante ressaltar que a tecnologia não assume a “liderança”: ela permite que a universidade siga o estudante. O estudante tradicional está se tornando uma raridade. E as universidades que reconhecem isso e atendem as necessidades da nova geração de alunos terão sucesso em mudar sua forma de ensino.

Matt Small, autor deste artigo, estará discutindo este e outros temas na sétima edição do Fórum de Lideranças – Desafios da Educação, no dia 12 de agosto, em São Paulo.

O Desafios da Educação é uma iniciativa voltada a líderes e gestores de Instituições de Ensino, que tem como objetivo compartilhar experiências e discutir as melhores práticas em Educação.

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