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Com mudança pedagógica, celular é aliado

20/07/2015 -

No modelo de aprendizagem ativa, em que a educação é centralizada no estudante, os dispositivos móveis se tornam grandes facilitadores.

Uma pesquisa recente da Unesco mostrou que 67% dos estudantes de países em desenvolvimento e emergentes que leem pelo celular consideram o aparelho conveniente para a leitura porque o dispositivo está o tempo todo com o usuário. Afinal, a mobilidade, disponibilidade de WiFi e redes móveis nas instituições de ensino permitem o acesso a conteúdos de qualidade. Mas, muitas vezes, os smartphones são os vilões do processo de aprendizagem por causa do entretenimento com games, redes sociais e conteúdos irrelevantes para o contexto da aula exposta pelo professor. Como a maioria dos alunos do ensino superior são nativos digitais e estão sempre conectados, na sala de aula não é diferente – o celular acompanha o estudante em qualquer lugar, forçando os professores a se adaptar a essa realidade.

No modelo de sala de aula tradicional, expositivo, a tecnologia é vista como o fim e não como o meio para alcançar um determinado objetivo. Muitas vezes, o professor expõe o conteúdo e faz o papel de ‘sábio do palco’, e um mesmo ritmo de ensino é imposto para todos os alunos, que se tornam agentes passivos da aprendizagem. Muitas vezes, nesse tipo de aula, o celular concorre e ganha do professor na atenção do aluno, que pode checar informações em tempo real, acessar qualquer outro conteúdo mais atrativo, e, se a apresentação do professor não for interessante, o WhatsApp e as redes sociais serão. A maioria dos professores não gosta disso, pois os dispositivos móveis são como uma ameaça ao bom andamento da aula.

Já as metodologias ativas de aprendizagem exigem mais do aluno em sala de aula, pois ele não se torna apenas um ouvinte. A tecnologia media sua participação e os dispositivos móveis são indispensáveis por permitir o acesso ao conteúdo e promover a interação entre alunos e professores. Na aplicação do processo de aprendizagem por pares, ou Peer Instruction, por exemplo, o uso dos dispositivos é parte do processo. A proposta das metodologias ativas faz com que o aluno se torne responsável pela busca e pela construção do conhecimento por meio de atividades que partem de um problema, e o conteúdo é a ferramenta utilizada para apoiar a solução. O acesso pode ser feito em qualquer hora e lugar, quantas vezes o aluno quiser, por dispositivos móveis.

Nesse sentido, um ambiente virtual de aprendizagem é indispensável, pois ajudará a instituição a organizar o conteúdo e disponibilizá-lo no formato de videoaulas, podcasts, textos, games e outros objetos que não apenas atraem esse novo aluno conectado, mas facilitam o processo de aprendizagem e respeitam o ritmo de cada indivíduo. Ou seja, a aula (acesso ao conteúdo) acontece fora da sala de aula e a lição de casa (resolução de problemas) na instituição, e por isso, o termo sala de aula invertida ou flipped classroom. É difícil desvincular esse modelo do uso dos dispositivos móveis.

Enquanto no modelo tradicional o uso do celular pode comprometer o processo de aprendizagem, em metodologias ativas o mobile é um grande aliado, quando bem aplicado. Com o apoio de um bom software de aprendizagem com integração para o mobile o aluno pode ter mais acesso a conteúdo, dinâmica na interação com o professor e, por fim, o ambiente de aprendizagem criado se torna mais lúdico, com a inclusão de games educacionais ou outras ferramentas que podem transformar a experiência em sala de aula.

As instituições devem ter em mente que a tecnologia é um facilitador para o engajamento do aluno, mas que deverá estar sustentada por toda metodologia pedagógica. Rever o atual modelo de ensino não é uma tarefa simples porque é preciso romper barreiras e pensar em novas metodologias de ensino e aprendizagem, mas é uma mudança que vale a pena.

Gustavo Hoffmann

Gustavo Hoffmann é pró-reitor da Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), diretor acadêmico e de EAD do Grupo Alis Educacional, parceiro da Blackboard Brasil. Hoffmann também participa do Fórum de Lideranças: Desafios da Educação.

 

Pensando neste fenômeno e na tendência do uso de ferramentas mobile em sala de aula, a Blackboard oferece o Blackboard Mobile, que proporciona grande capacidade de envolvimento, acesso instantâneo às informações e interação em qualquer lugar através dos dispositivos móveis. A Blackboard Mobile tem como objetivo manter os alunos conectados ao campus e divulgar a instituição para alunos em potencial.

A curva de aprendizagem mudando de forma

15/07/2015 -

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Cerca de 85% dos estudantes do ensino superior hoje são estudantes não tradicionais, mas as universidades estão se adaptando para acomodá-los? Matthew Small, diretor-gerente, líder internacional em tecnologia da educação Blackboard, olha para frente e revela como focar no aluno muda a forma de educação.

A economia global tem tido um impacto significativo sobre os alunos que estão entrando no ensino superior. Estudantes querem melhorar suas possibilidades de emprego, estudantes estrangeiros que procuram o curso perfeito em qualquer país, estudantes de graduação que precisam trabalhar em tempo integral para financiar o seu próprio estudo. Cada um destes alunos não tradicionais formam os 85% dos indivíduos que estão atualmente no ensino superior. Com forte demanda por cursos flexíveis, acessibilidade da informação e qualificações reconhecidas internacionalmente, as universidades estão sob pressão para adaptar-se e serem competitivas.

O recrutamento dos alunos acontece em uma realidade cada vez maior em concorrência – o que significa que os estudantes podem ter sua própria opinião sobre o que querem estudar, quando estarão disponíveis, onde e quando querem estudar. A antiga universidade, os clubes sociais e sociedades foram deixados para trás por um número cada vez menor de alunos que são capazes de frequentar a universidade, participar de palestras e apresentar seus trabalhos.

A Blackboard, notando esta demanda por um ambiente de aprendizagem colaborativa on-line “recrutou” mais e mais instituições de ensino superior para utilizarem suas soluções. Passamos tempo pesquisando o novo ambiente educacional. Nossa pesquisa, que incluiu o tempo gasto com os alunos em sala de aula e em seu tempo livre, revelou que os alunos estão mais pró-ativos sobre como personalizar seu estudo e focar na qualificação como um objetivo para sua carreira ideal. Descobrimos que os alunos são mais espertos, exercendo suas escolha e cobrando mais. A tecnologia vem como uma segunda natureza para os estudantes de hoje e eles confiam nela para gerir suas vidas – e entendem o ensino da mesma forma. Se todos os aspectos de suas vidas podem ser tratados através de um dispositivo móvel, eles esperam que a sua educação seja da mesma forma.

Algumas universidades fazem apenas um esforço superficial para atualizar seus mecanismos. Elas usam a tecnologia como um quadro de avisos, transmitindo a aprendizagem sem habilitar os próprios alunos a conduzirem a atividade. Muitas operaram dentro de um sistema tradicional, que foi concebido para servir os alunos tradicionais em modelos de aprendizagem tradicionais. Esses alunos tradicionais estão agora em minoria e é certamente um tempo para mudança.
Ao ignorar o aluno não-tradicional, as instituições enfrentam mais que apenas a frustração de um estudante. Sem ter flexibilidade para apresentar avaliações on-line ou se envolver com os alunos e membros do corpo docente através da internet, algumas universidades estão deixando estudantes para trás. Como resultado, mais estudantes estão deixando as instituições, lutando para alcançar objetivos de vida e carreira, e questionando o valor da educação.

Um necessidade da educação centrada no aluno é o aumento dos estudantes internacionais e a tendência para cursos entre as universidades, e às vezes até mesmo entre os países, para obter a educação que o estudante deseja. O Reino Unido é o segundo destino mais popular para os estudantes internacionais (13% de todos os estudantes internacionais estão matriculados em um curso no Reino Unido). Precisamos manter esses estudantes, bem como o financiamento que eles trazem, ligado a uma universidade do Reino Unido.

Algumas universidades estão mudando a forma como desenvolvem seus cursos, mudando a forma como  ministram palestras e mudando a forma como envolvem seus alunos. Muito disso é feito através da tecnologia. O mundo já tem sua primeira universidade “sem papel”, as Escolas Superiores de Tecnologia nos Emirados Árabes Unidos, e é só uma questão de tempo antes que outras sigam este exemplo. Mas é imporante ressaltar que a tecnologia não assume a “liderança”: ela permite que a universidade siga o estudante. O estudante tradicional está se tornando uma raridade. E as universidades que reconhecem isso e atendem as necessidades da nova geração de alunos terão sucesso em mudar sua forma de ensino.

Matt Small, autor deste artigo, estará discutindo este e outros temas na sétima edição do Fórum de Lideranças – Desafios da Educação, no dia 12 de agosto, em São Paulo.

Fórum de Lideranças chega a sétima edição em agosto

10/07/2015 -

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Um encontro para falar sobre educação e as tendências do setor. O Fórum de Lideranças – Desafios da Educação chega a sua sétima edição no dia 12 de agosto, em São Paulo. Com o tema “Dinâmicas de aprendizagem – As lições que vêm do aluno”, o evento deve reunir líderes e gestores de instituições de ensino superior para debater o ensino centrado no aluno.

Entre os palestrantes a serem confirmados, Matt Small, Vice-Presidente de Negócios Internacional da Blackboard e responsável pelo crescimento global da empresa fora dos Estados Unidos e do Canadá. Matt é um dos maiores especialistas do mundo em tecnologia para a educação e liderou importantes decisões estratégicas, como os processos de fusões e aquisições da Blackboard com cerca de 20 empresas.

Josiane Tonelotto, Pró-Reitora Acadêmica da Universidade Anhembi Morumbi, é docente no Programa de Mestrado em Hospitalidade na instituição. Tem experiência na área de pesquisa em Psicologia Cognitiva e atua nos temas: atenção, avaliação, desempenho escolar, avaliação psicológica e avaliação neuropsicológica.

Peter Dourmashkin, professor Sênior do Departamento de Física e Diretor Associado do Grupo de Estudo Experimental, ambos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Está ativamente envolvido na educação acadêmica de graduação no MIT desde 1984 e já desenvolveu cursos experimentais ao lado do professor John King, também do MIT.

Rui Fava, Vice-Presidente Acadêmico da Kroton Educacional e Reitor da Universidade de Cuiabá. É formado em Administração de Empresas, Ciências Contábeis e Economia, além de já ter publicado os livros “O Estrategista”, “Educação 3.0” e “PDCA da Educação 3.0”.

Já confirmada com a palestra “As TICs na melhora da qualidade educativa na América Latina”, Ana Elena Schalk foi consultora de projetos da UNESCO e da Organização de Estados Iberoamericanos para a Educação, a Ciência e a Cultural. É Doutora em Comunicação pela Universidade de Sevilla e possui pesquisas e publicações sobre a integração das tecnologias nas instituições de ensino e os processos de ensino e aprendizagem.

Gustavo Hoffmann, Pró-reitor Acadêmico da UNIPAC e Diretor Acadêmico e de EAD do grupo Singular Educacional, será o mediador do debate.

Além do conteúdo inspirador, com cases palestras e iniciativas para reimaginar a educação, o encontro proporciona um networking qualificado, com troca de experiências com os líderes das principais instituições de ensino.

A sétima edição do Fórum de Lideranças – Desafios da Educação tem início às 8h no dia 12 de agosto na Rua Casa do Ator, 275 – Vila Olímpia, São Paulo.

Os planos do Insper para renovar o ensino tradicional

02/07/2015 -

Em matéria a Stella Campos, da revista Valor Econômico em 15 de junho de 2015, Marcos Lisboa, novo diretor-presidente do Insper – parceira da Blackboard desde 2010 – fala sobre a maneira de medir o aprendizado em sala de aula e incentivar mais o pensamento crítico dos alunos.

O economista Marcos Lisboa se empolga ao dizer que seu dia de trabalho não tem hora para acabar. Para quem já foi secretário de política econômica do Ministério da Fazenda (2003-2005) e vice- presidente de um banco de grande porte como o Itaú Unibanco, dirigir uma escola poderia ser uma tarefa um pouco mais leve. Ele, no entanto, diz que não é. “O Insper é um projeto diferente de tudo o que existe no Brasil.”

Lisboa está desde abril no comando da instituição de ensino privada, mas sem fins lucrativos, localizada na cidade de São Paulo, que oferece cursos de graduação e pós-graduação. Ele diz que seu desafio no cargo não é apenas fazer o Insper atrair e formar a futura elite de pensadores do país, mas revolucionar a forma como se ensina hoje algumas disciplinas tradicionais como engenharia, economia e administração.

A proposta é pretensiosa, mas seus mentores a levam a sério. Quando foi chamado em 2013 por Claudio Haddad, um dos fundadores da escola, para assumir a vice- presidência com a intenção de prepará-lo para a sua sucessão este ano, Lisboa já estava familiarizado com os objetivos do Insper. “Sempre fui um admirador porque isso aqui é uma imensa doação de tempo e recursos de pessoas dispostas a viabilizar uma instituição de qualidade”, diz.

Em dois anos, Lisboa, que tem Ph.D. pela Universidade da Pensilvânia, fez pesquisas, deu aulas e passou por todos os departamentos da escola, do financeiro ao de tecnologia. Atualmente, mantém reuniões semanais com Haddad, que responde agora pela presidência do conselho, depois de ficar 16 anos no comando.

Uma das principais metas do Insper para os próximos cinco anos, segundo o novo diretor- presidente, é promover a consolidação da faculdade de engenharia, inaugurada este ano. A primeira turma tem 89 alunos. Até 2019, quando eles estiverem se formando, terão sido investidos mais de R$ 130 milhões nessa área. Esse investimento inclui a construção de um novo prédio e mais laboratórios. Os recursos vêm de doações. “É assim que tudo acontece aqui. Estamos sempre correndo atrás”, diz Lisboa.

O que faz da engenharia a “menina dos olhos” do corpo diretivo do Insper é a forma original como os cursos de engenharia mecânica, mecatrônica e computação foram estruturados. A inspiração veio do Olin College, instituição americana que, segundo Lisboa, revolucionou o ensino na área. “Fizemos uma ótima parceria e não temos problema em copiar o que é bom.”

“Existe um grande debate no mundo e no Brasil sobre o perfil do engenheiro que estamos formando e o que o mercado precisa”, afirma Lisboa. No que diz respeito ao conteúdo técnico, ele acredita que o país conta com boas escolas, mas nenhuma tem a preocupação de formar um profissional com uma visão mais abrangente. “Queremos que o engenheiro saiba se comunicar, trabalhar em equipe, que pense como dono e vá atrás de recursos”, diz. Ele defende que o futuro profissional precisa desenvolver a capacidade de analisar os impactos e conflitos associados a qualquer projeto, seja no âmbito social, econômico ou ambiental. “O Brasil vai precisar de gente assim para gerenciar grandes obras.”

Para Lisboa, o curso é inovador e pode servir “de modelo e inspiração para outras escolas, inclusive as públicas”. Ele diz que a vantagem de se começar um programa do zero é que nele é possível experimentar tudo, desde um vestibular onde o trabalho em equipe conta pontos até uma metodologia de avaliação que leva em conta o aprendizado contínuo e não apenas as notas em provas. “Sabemos que para aprender é preciso errar, o que nos interessa é que o aluno no fim do processo tenha entendido, de verdade, aquilo que queríamos que ele aprendesse.”

Para levar adiante esse jeito diferenciado de ensinar, a escola treina vários professores no Olin College, inclusive alguns dos cursos de economia e administração. “A inovação na metodologia de aprendizado na escola de engenharia vai contaminar todas as áreas do Insper, incluindo os programas de extensão”, explica. A ideia é que as disciplinas se conversem.

Lisboa conta que alunos da área de economia, administração e até empreendedores de fora frequentam os laboratórios da engenharia. Eles estão instalados em contêineres coloridos na escola e contam com um material de ponta, como impressoras 3D e cortadores a laser. “O FabLab é uma plataforma de inovação que faz parte de uma rede do MIT que procura aproximar o cidadão comum da manufatura digital”, explica. Às quintas-feiras, a escola abre as portas desse laboratório ao público externo.

O objetivo é criar um ecossistema em torno da inovação para que a escola seja o centro desse processo. “Ver essa garotada debruçada sobre projetos, fazendo protótipos e tentando coisas novas é muito estimulante”, afirma. Lisboa lembra que os primeiros cursos do Insper já eram inovadores. “Introduzimos, por exemplo, a graduação em administração em tempo integral”, conta. Nesse modelo, a dedicação do estudante é de 40 horas semanais. “Ele fica totalmente focado até o terceiro ano, e faz estágio apenas no período de férias”.

Outra novidade foi a ida dos alunos do curso de administração a empresas no sexto semestre. Nesse período, eles vão uma vez por semana ajudar as companhias a solucionarem problemas reais. Então, fazem o diagnóstico junto com um mentor do mercado e propõem soluções que depois são avaliadas por uma banca de especialistas na escola. “É uma operação de guerra. Imagine organizar 150 alunos por semestre, em 30 grupos e que irão para 20 empresas diferentes”, explica. Lisboa diz que existe um departamento dedicado exclusivamente a esse programa, que foi criado há cinco anos.

Atualmente, o Insper tem quase seis mil alunos circulando em seu campus, no bairro Vila Olímpia. O corpo docente é formado por 45 professores e pesquisadores com atuação em tempo integral, 83 professores horistas e 20 dedicados ao doutorado. “Os carros-chefe da escola, segundo Lisboa, são os cursos de graduação e as pós-graduações lato sensu. Mas há também a área de ensino executivo, os MBAs, mestrados profissionais e os cursos customizados para empresas. No segundo semestre deste ano a novidade será o lançamento do doutorado em economia dos negócios, ministrado em inglês.

Além disso, a escola conta com centros de pesquisa em finanças, políticas públicas, estratégia e empreendedorismo. Para garantir que bons alunos cheguem às suas salas de aula, mesmo aqueles que não conseguem pagar uma mensalidade salgada em torno de R$ 3,5 mil, Lisboa diz que a escola vem ampliando seu programa de bolsas, inclusive integrais. Nos cursos de administração e economia, 123 tem bolsas parciais e 35, integrais.

Lisboa diz que o objetivo do Insper, acima de tudo, é formar alunos questionadores. “Queremos contribuir para os grandes debates sobre as políticas públicas do país”. Caminhando à noite pelos corredores da escola, ele chama a atenção para grupos de alunos conversando, que assim como ele, parecem não ter hora para ir embora.

Fonte: Valor Econômico – 15/06/2015

Como a meditação pode ajudar os alunos

24/06/2015 -

Algumas das pessoas mais bem sucedidas no mundo inteiro meditam. A meditação é uma prática antiga e tem sua história remontada às tradições hindus da Antiga Índia. Havia sempre algo um pouco místico ou misterioso sobre meditação, mas a ciência tem demonstrado nos últimos anos que isso não é tão “fantasioso” como muitos pensam. Este artigo destaca os benefícios da meditação e os diferentes métodos que os alunos podem usar na escola ou em atividades extracurriculares e esportes para ter um maior controle emocional sobre si mesmo.

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Photo by Shutterstock

Cinco Benefícios da Meditação

1. Aumenta o foco

Estudos têm demonstrado que a meditação aumenta a capacidade de se concentrar por mais tempo. Isto beneficia os alunos de muitas maneiras, incluindo a possibilidade de prestar atenção em aulas mais longas e, assim, melhorando a absorção do conteúdo. Além disso, os estudantes que meditam têm mais chance de sucesso em testes e exames.

O aumento do foco também beneficia os alunos fora de sala de aula – especificamente nas atividades extracurriculares, como futebol, teatro, música, etc. Algumas escolas já estão começando a integrar a meditação em seu currículo, visando os benefícios que a prática agrega.

2. Melhora a memória

Um estudo de Harvard relatou que, após um estudo de meditação de 8 semanas em que os participantes meditaram por 27 minutos a cada dia, a massa cinzenta na região do hipocampo do cérebro – que é responsável pela aprendizagem e memória – aumentou. Com uma “memória melhor”, os alunos conseguem reter mais informações e apresentar um melhor resultado nas provas. Além disso, uma boa memória significa uma maior capacidade de conciliar muitas ideias e pensamentos diferentes ao mesmo tempo. Esta uma habilidade é muito útil para melhorar o desempenho, a inteligência e ter conversas interessantes.

3. Reduzir a ansiedade e o estresse

De acordo com este artigo o estresse pode causar problemas digestivos, dores de cabeça, insônia, depressão e raiva, entre outros sintomas. Sob condições de estresse crônico as pessoas podem sofrer de infecções virais mais como a gripe. Tragédias, eventos traumáticos, e até mesmo pequenas falhas podem causar o início de uma situação de estresse. Isso é muito notado em adolescentes e estudantes universitários que passam por montanhas-russas emocionais devido às alterações hormonais e outros eventos como a saída da escola e a entrada na universidade. A meditação é uma boa maneira de enfrentar emoções e lidar com esses eventos de maneira saudável.

4. Reduz o cansaço

Um estudo realizado na Faculdade de Medicina da Wake Forest, que mostrou que breves sessões (durante quatro dias) de meditação reduziu a fadiga e aumentou a atenção dos participantes. A faculdade é um momento interessante na vida, onde os alunos dormem irregularmente, consumem alimentos pouco saudáveis e, geralmente, praticam poucos exercícios. Estas são as principais causas do cansaço. A meditação ajuda a reduzir a fadiga nestes momentos.

5. Aumenta a imunidade

Com diversas atividades como escola, trabalho, relacionamentos e atividades sociais, ficar doente tem um impacto negativo no cotidiano. Exercícios, dieta saudável e dormir bem são importantes para sustentar um estilo de vida saudável. A pesquisa da Biblioteca Nacional de Saúde mostra que mesmo um programa de treinamento de meditação de curto prazo pode proporcionar mudanças significativas no sistema imune dos participantes.

 

O Desafios da Educação é uma iniciativa voltada a líderes e gestores de Instituições de Ensino, que tem como objetivo compartilhar experiências e discutir as melhores práticas em Educação.

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