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da educação voltados a líderes
e gestores de Instituições
de Ensino Superior

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UnCollege: um movimento longe das universidades que pode criar uma revolução acadêmica

21/07/2014 -

Faz pouco, nós falamos aqui sobre hackschooling, um movimento que prega a educação domiciliar como uma maneira de personalizar a própria educação, buscando experiências pessoais significativas e mentores que se adaptem aos interesses do aluno. Hoje, apresentamos o projeto social UnCollege, que aplica uma filosofia similar ao ensino superior. A iniciativa foi fundada por Dale Stephens, que estará presente no próximo Fórum de Lideranças: Desafios da Educação, que acontece em São Paulo no dia 6 de agosto.

Stephens vem ao Brasil palestrar sobre por que a Geração Y frequenta a faculdade e por que a Geração Z pode vir a não frequentar. Uma das respostas está na abordagem que ele mesmo assumiu para sua educação superior e no movimento UnCollege. Ainda adolescente, Stephens decidiu abandonar o colégio e estudar em casa, com apoio da mãe que é professora. Anos depois, ele ingressou na faculdade tradicional e, em pouco tempo, se viu completamente frustrado pelas práticas acadêmicas e o modelo estanque da universidade. Em conversas com amigos, ele percebeu que a insatisfação não era uma particularidade sua.

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O jovem Dale Stephens que guiou sua própria educação
[FONTE: Forbes]

Mais uma vez, Stephens abandonou as instituições ortodoxas e começou a buscar aprendizados por conta própria. Naturalmente, surgiu o UnCollege, que hoje funciona com um grupo de estudantes que, ao longo de um ano, cumprem as etapas estabelecidas pelo programa. São sete jovens de até 28 anos que, com a ajuda de mentores do movimento, passam por quatro fases com duração de três meses cada. O chamado “gap year” começa com a mudança para uma residência coletiva, onde se vive com outros alunos e se participa de palestras, oficinas e workshops. Em seguida, o aluno passa três meses em um país estrangeiro. Alguns pré-requisitos: que seja um país cujo idioma o aluno não fale, que seja um lugar onde ele nunca tenha estado antes e em que ele realize atividades que nunca antes tenha experimentado. Pode ser trabalhar em uma fazenda orgânica na Finlândia ou dar aulas de música na China, o importante é sair da zona de conforto. Na volta da jornada, o estudante começa um estágio em alguma empresa ou organização que se relacione a seus interesses. E, por fim, os últimos três meses são dedicados a um projeto pessoal, que poderá se tornar a ocupação profissional definitiva do jovem aprendiz.

As opiniões sobre o movimento divergem. De um lado, educadores adeptos da educação domiciliar sustentam que o sistema permite ao aluno desenvolver habilidades particulares sem precisar se adaptar ao currículo de uma faculdade: o ensino se adapta a ele. Além disso, o estudante desenvolveria capacidades que vão ser cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho, como facilidade em intercâmbios culturais, autonomia e boa comunicação. Do outro lado, os críticos apontam que o processo do UnCollege não é inovador em relação aos cursos tradicionais: ele é apenas mais curto e mais “solto”, mas usa as mesmas práticas de ensino em suas oficinas e estágios. Ainda há quem tema que os alunos do UnCollege deixem de aprender conteúdos acadêmicos que talvez não lhes sejam atraentes, mas são importantes.

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Viver fora do país é uma importante proposta do UnCollege
[FONTE: Alliance Abroad Group]

Apesar de polêmica – ou talvez por causa disso – a iniciativa de Stephens o colocou sob os holofotes dos Estados Unidos. O jovem foi apontado pela revista Forbes como uma das 30 pessoas com menos de 30 anos mais influentes da área de educação. O que pode ser bom. Embora seu movimento pareça, à primeira vista, antagonista dos cursos tradicionais, Stephens é o primeiro em dizer que ele não é contra as universidades. Seu objetivo é levar as instituições de ensino a se adaptarem aos novos tempos e garantir que os pensadores independentes e os estudantes autônomos não se afastem da academia. Como de costume, o melhor caminho é o caminho do meio: tirar um “gap year” não impede o ingresso em uma faculdade, assim como seguir um currículo não significa abrir mão de interesses pessoais.

Inscreva-se já no Fórum de Lideranças e aproveite a oportunidade de escutar Dale Stephens ao vivo. Compartilhe seus questionamentos e ideias e ajude a construir o futuro da educação.

MOOCs: sob medida para quem já tem um histórico escolar

18/07/2014 -

A criação dos MOOCs (Massive Open Online Course, cursos abertos e online em massa) trouxe junto o nascimento de uma utopia: um mundo no qual praticamente todas as pessoas teriam acesso fácil à educação de maneira gratuita ou a baixos custos. O passar do tempo tem mostrado que o otimismo talvez tenha sido apressado, já que as transformações precisam de tempo para se consolidar. Em todo caso, as novas tecnologias têm, sim, ampliado o acesso ao aprendizado e, de seu lado, os MOOCs se transformaram em excelentes ferramentas de ensino superior.

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Os cursos abertos têm sido de grande valia para quem busca uma segunda graduação
[FONTE: Stanford]

No começo da experiência da Universidade da Pensilvânia com os MOOCs, por exemplo, as taxas de conclusão dos 16 cursos oferecidos mal chegavam a 4%. O estudo dos dados coletados também mostrou que aqueles com maior carga de tarefas a serem entregues ao professor eram os que tinham o maior nível de evasão. Por outro lado, os cursos que permitiam ao aluno organizar sua agenda tinham muito mais sucesso. Os estudantes que mais estavam se beneficiando, então, eram alunos que já possuíam um histórico escolar. Já dotados de um diploma anterior, eles tinham as maiores taxas de persistência no curso, pois conseguiam navegar com mais tranquilidade pelos processos das aulas.

A experiência na Pensilvânia vai ao encontro do que diagnosticaram a Udacity e a San Jose State University, nos EUA. A San Jose passou a oferecer cursos voltados a quem tinha estudos incompletos, como supletivos. Entretanto, logo percebeu-se que os alunos com pouco histórico escolar também tinham pouca familiaridade com computadores e com o universo geral de uma universidade. Mas, se nos supletivos os alunos enfrentavam dificuldades, nos cursos regulares a situação era encorajadora. Os alunos conseguiam acompanhar as aulas e concluir os cursos. A maioria deles, de novo, estavam na sua segunda graduação.

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Os estudantes sêniores costumam ter mais facilidade na autogestão
[FONTE: Meals on Wheels]

Muitos são os motivos que levam os estudantes experientes a terem mais sucesso em MOOCs. Além de já serem mais maduros, esses alunos já tiveram contato com as dinâmicas que regem a relação entre professor e aprendiz. Eles já estão acostumados a aulas expositivas, tarefas, apresentações e, sobretudo, a pedir ajuda quando precisam. Como já reiteramos aqui no blog, a autonomia do estudante é essencial na EAD, e o aluno precisa tomar as rédeas do próprio aprendizado e do próprio tempo.

Uma das peças fundamentais dos MOOCs é a utilização do vídeo. As aulas às quais o aluno assiste formam a base mais sólida do curso, e é sobre isso que Shay David, cofundador da Kaltura, vai falar no próximo Fórum de Lideranças: Desafios da Educação. Sua palestra intitulada Redefinindo a Experiência de Educação com Vídeo vai apresentar tendências, estudos de caso e ideias para melhor aproveitar o vídeo na educação. David é uma das pessoas mais indicadas no mundo para explicar como efetivamente implantar a tecnologia em instituições, gerar resultados e engajar a comunidade.

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A possibilidade de estudo está em todos os lugares
[FONTE: NY Times]

Ainda é cedo para dizer o que o futuro nos reserva, mas tudo indica que os MOOCs ganharão cada vez mais espaço entre pessoas que querem voltar aos estudos e entre profissionais que buscam uma nova qualificação, afinal, a EAD já é a preferência para a formação tardia. Se os MOOCs não resolveram os problemas do mundo, eles certamente estão trazendo uma segunda chance a todos aqueles que continuam na busca da satisfação pessoal e profissional por meio do aprendizado.

Para seguir debatendo as tendências da educação em um mundo repleto de novas tecnologias, compareça ao Fórum de Lideranças e traga suas ideias. As inscrições podem ser feitas aqui.

Como passar o celular da zona de conflitos para a zona de aliados

16/07/2014 -

Se você é professor, certamente já perdeu muito tempo pedindo a alunos que larguem o celular e se concentrem na aula. Essa situação se repete não apenas entre adolescentes, que já nasceram com um celular na mão, mas também em universidades e mesmo cursos para adultos. Os smartphones exercem um enorme poder atração sobre estudantes em geral. E eles vieram para ficar, então, como diz o velho ditado, se você não pode com o inimigo, junte-se a ele. Transforme o celular em um aliado da aprendizagem.

A revista Education.com compartilhou o relato de Liz Kolb, uma professora universitária que decidiu usar o celular como uma ferramenta de ensino. A decisão foi algo espontânea. Já acostumada a integrar tecnologia em suas aulas, Liz estava realizando uma atividade que envolvia a criação de um blog com seus alunos. Foi um deles que sugeriu usar o aparelho para criar um podcast. A partir daí, a professora nunca mais largou os telefones móveis.

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Essa cena é comum no seu campus? Saiba como aproveitá-la.
[FONTE: CareerTech Testing Center]

Há usos bastante básicos para os celulares, como tirar fotos de material escrito, gravar as aulas e pesquisar na internet. Mas também é possível elaborar QR Codes para que os alunos tenham acesso a mais conteúdo ou propor atividades que só poderiam existir com as novas mídias. No caso da EAD, os celulares podem ser ainda mais valiosos, já que se transformam em um canal de comunicação constante entre colegas e professores. Para Liz, esse tipo de integração entre o ensino tradicional e as novas tecnologias vai ajudar a formar melhores profissionais no futuro, já que eles precisarão atuar em diversas plataformas em sua carreira. A fim de melhor aproveitar os smartphones, Liz reuniu algumas dicas que servem para professores, para gestores que desejam aproximar suas instituições das novas tecnologias e, claro, para alunos.

Desenvolver habilidades

O hábito de observar o mundo já é, em si mesmo, um benefício para o desenvolvimento da mente. Se além de observar, os estudantes documentarem aquilo que veem em seus celulares, eles poderão usar esse material em sala de aula posteriormente. A dica de Liz é: seja um documentarista. Mas também seja um escritor. Quando escrevemos sobre aquilo que experimentamos, somos obrigados a reorganizar os fatos e criar novos significados. Um bom exemplo é o de uma professora americana que pediu a seus alunos que usassem um serviço de mensagens instantâneas para discutir Shakespeare. Assim, os jovens tiveram que pensar em maneiras de fazer caber comentários e tramas complexas em poucos caracteres. Só consegue quem realmente entendeu a essência dos livros.

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Novo aliado do professor. Por que não?
[FONTE: LapTop]

Também pode trazer bons resultados o uso de todas as ferramentas disponíveis na maioria dos celulares, mesmo os mais comuns. Muitos possuem um gravador interno, então incentive os alunos a registrarem os depoimentos de seus avós sobre outros tempos, palestras de pessoas que eles considerem interessantes e mesmo entrevistas ao vivo. A história está acontecendo o tempo todo, e os próximos historiadores podem estar dentro da sua sala de aula.

O site Edudemic também aposta nos celulares como recursos de ensino e faz uma complicação de dicas rápidas para aproveitar melhor os aparelhos com os alunos.

1) Use-os como ferramentas de busca (quase todo celular acessa a internet atualmente).
2) Tire fotos do quadro, de experimentos científicos e de anotações de colegas.
3) Use para ler ebooks e material digital.
4) Use para enviar SMS aos alunos, eles certamente vão prestar atenção.
5) Use como agenda, programando alertas, lembretes e criando notas.
6) Use como leitor de QR Codes e crie uma interface entre mundo real e virtual.

Como se vê, as possibilidades são infinitas e dependem, em grande parte, da criatividade e disponibilidade de gestores e professores. Se você já testou o uso de celulares em sua instituição ou com seus alunos, compartilhe a experiência conosco. E não perca a chance de debater esse assunto no O Fórum de Lideranças: Desafios da Educação, promovido pela Blackboard Brasil e pelo Grupo A, que ocorrerá no dia 6 de agosto em São Paulo. No evento, José Francisco Vinci de Moraes, o Professor Chico, Coordenador do Núcleo de Tecnologias Mistas de Aprendizado da ESPM, vai discutir precisamente o uso de mobile na aprendizagem, apresentando metodologias para a utilização de aplicativos e equipamentos móveis no ensino presencial. Além disso, haverá palestras sobre as tecnologias da informação e comunicação, as novas tecnologias pedagógicas e a Geração Y. Inscreva-se já.

São Paulo recebe em agosto nova edição do Fórum de Lideranças

14/07/2014 -

Uma área em constante mutação como a educação exige que todos aqueles que se interessam pelo tema acompanhem essas transformações. E, quanto mais de perto, melhor. O Fórum de Lideranças: Desafios da Educação, promovido pela Blackboard Brasil e pelo Grupo A, com apoio do Insper e da Kaltura, em parceria com a Hoper Educação, é uma dessas oportunidades que líderes e gestores de instituições de ensino superior têm para discutir o crescimento acelerado do ensino a distância, entre outros tantos temas pertinentes na atualidade.

O evento, que ocorre no dia 6 de agosto no Auditório do Insper, em São Paulo, tem como objetivo de discutir práticas, compartilhar ideias e experiências em educação para, por fim, ajudar as entidades a promover um ensino centrado no aluno. Líderes das principais instituições de ensino do País e grandes nomes internacionais ministram palestras e workshops sobre assuntos que orbitam ao redor desse imenso planeta que é a educação. Ryon Braga, Dale Stephens, Carolina da Costa e Shay David são só alguns dos nomes convidados para este dia de imersão no ensino a distância.

palestrantes2Palestrantes de renome internacional estarão presentes no Fórum de Lideranças
[FONTE: Divulgação]

O dia começa cedo, às 8h e, após a abertura conduzida por Bruno Weiblen, Diretor Comercial e de Marketing do Grupo A, Irineu G. N. Gianesi, Diretor de Novos Projetos Acadêmicos do Insper, e Martin Moreno, Vice-Presidente para a América Latina da Blackboard,será a vez de Ryon Braga dar o pontapé inicial.

Diretor-presidente da UniAmérica, sócio da Anima Educação S/A e presidente do Conselho de Administração da Hoper Educação, do Instituto Hoper e do Instituto Anima, Ryon Braga vai compartilhar uma de suas experiências de sucesso, a UniAmérica. Em sua fala, estarão em evidência as tecnologias da informação e comunicação (TICs) e o acesso universal à informação proporcionado pela internet e disponibilizado por diversas mídias. Cada vez mais acessíveis, esses canais permitem que todo o processo tradicional de ensino e aprendizagem seja entendido a partir de uma outra perspectiva.

Logo depois, é a vez de Carolina da Costa, Diretora de Graduação do Insper, falar sobre Novas tecnologias pedagógicas e o case Insper. Novas tecnologias motivam duas questões importantes: (1) quais dessas tecnologias, de fato, ensejam novos modelos de ensino e (2) qual o componente inovador que algumas dessas tecnologias conferem ao processo de ensino e aprendizagem. Em sua fala, práticas adotadas no Insper serão utilizadas como exemplo para se aprofundar a discussão de como, à luz de novas tecnologias, modelos de ensino podem ser aprimorados para desenvolver profissionais preparados para lidar com as complexidades do mundo moderno e quais as demandas que esses modelos de ensino impõem às instituições.

Fundador do movimento social Uncollege, Dale Stephens vem ao Brasil para palestrar sobre por que a Geração Y frequenta a faculdade (e por que a Geração Z pode vir a não frequentar). Para Stephens, os estudantes precisam, em certa medida, aprender a hackear a própria educação, e, por isso, ele irá contar sua história e experiências ao largar a faculdade. Seu objetivo no Fórum de Lideranças é debater sobre as formas com que universidades podem se adaptar a fim de confrontar a emigração da faculdade por parte dos pensadores independentes e engajar os estudantes autônomos.

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Por que a geração Y frequenta a faculdade e por que a geração Z pode vir a não frequentar?[FONTE: Editora Évora]

Na parte da tarde, as atividades começam com dois workshop simultâneos. O primeiro deles, sobre o Uso de mobile no ensino presencial: testes, pesquisas e conteúdos, será ministrado por José Francisco Vinci de Moraes, Coordenador do Núcleo de Tecnologias Mistas de Aprendizado da ESPM. Nesse workshop, o professor Chico irá apresentar, interagir e discutir metodologias para a utilização de aplicativos e equipamentos móveis no ensino presencial, simulando uma aula sobre Mercado Financeiro.

Já o segundo, Inovação em Aprendizagem e Gestão Educacional de IES, fica a cargo de Ruy Guérios, mantenedor do Colégio e Faculdade Eniac, Presidente do Grupo Eniac e diretor da ANET (Associação Nacional de Educação Tecnológica). Por meio de soluções de ensino em que o aprendizado se torna mais dinâmico e flexível e projetos que trazem a realidade do mercado para dentro da sala de aula, Guérios compartilha o seu exemplo com o Eniac. A ideia é mostrar como a inovação, aliada a um modelo de gestão da qualidade, pode gerar novas propostas de valor para alunos e empresas e tornar as Instituições de Ensino mais competitivas e eficientes.

O encerramento das atividades é responsabilidade de Shay David, cofundador da Kaltura, onde atua como CRO, supervisionando vendas negócios e desenvolvimento organizacional. Redefinindo a Experiência de Educação com Vídeo é o nome da sua palestra. Nesta sessão, os participantes irão conhecer as últimas tendências na educação por vídeo, ter contato com estudos de caso sobre implementação de ferramentas de ponta em vídeo por instituições líderes em ensino e discutir como efetivamente implantar o recurso de vídeo de forma centralizada para melhorar o ensino e aprendizagem, gerar melhores resultados e engajar sua comunidade não importa onde eles estejam.

Aqui no blog não precisamos dizer que o vídeo está revolucionando a educação. Atualmente, as instituições líderes em ensino estão expandindo para a aprendizagem mista, para a educação personalizada sob demanda, aprendizagem baseada em competências, MOOCs, salas de aula invertidas e aprendizagem social. O que essas formas têm em comum? Todas elas são alimentadas por vídeos online.

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O vídeo está revolucionando a educação presencial e a distância
[FONTE: Proinfo]

No site do Fórum de Lideranças: Desafios da Educação, os interessados encontram mais informações sobre o evento e os palestrantes, além de indicações de onde ficar, caso você não more em São Paulo. As vagas são gratuitas e limitadas, então corra para não perder essa oportunidade, inscreva-se já.

Modelo rotacional: a tecnologia pode e deve ter um papel diferente do professor

11/07/2014 -

Não é novidade que a tecnologia abalou as estruturas da nossa sociedade. Isso não quer dizer, no entanto, que tudo que foi feito antes precisa ser desfeito. O próprio ensino a distância está aí para provar que é possível mudar mesmo áreas tão consolidadas como a educação. E que é permitido se adaptar aos novos tempos. É o que defende Anthony Kim, CEO do Education Elements, empresa com foco em estratégias de personalização do aprendizado, ao falar do modelo rotacional.

O modelo rotacional não é uma criação pós-internet, bem pelo contrário. Sua adoção em escolas e em instituições de ensino é antiga. Só que, se antes da tecnologia invadir nossas vidas, ele consistia em uma estratégia para professores e gestores apresentarem um mesmo conteúdo de várias formas e assim contemplar a diversidade dos alunos – aula expositiva, trabalho escrito, teatro e vídeos, jogos e artesanato, por exemplo –, hoje a história é outra. Seu papel é ainda mais importante: desafiar estudantes, professores e gestores.

O modelo rotacional atual é essencialmente visto como o meio do caminho entre uma sala de aula tradicional e uma experiência totalmente virtual. Nessa estratégia, os alunos alternam entre o aprendizado online em um ambiente de um-para-um que respeita seu próprio ritmo e uma sala de aula tradicional com um professor. Mas pode e deve, como já vimos em outros exemplos de estratégias de ensino, ser adaptado para o ensino totalmente a distância.

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Tecnologia pode e deve complementar o trabalho do tutor também no modelo rotacional
[FONTE: Online College]

Para Kim, no modelo rotacional, o papel da tecnologia não se restringe ao de expor um mesmo material de outra maneira, mas sim de encontrar os alunos em seus próprios níveis de aprendizado e ajudá-los a ir ao encontro dos demais ou adiante. A premissa da aprendizagem personalizada é justamente essa: os alunos trabalham o conteúdo em seu próprio ritmo e trilhando seu próprio caminho. Com isso, o papel do professor deixa de ser o de um “sábio no palco” para ser o de “guia lado a lado”. Não é o estudante que gira ao redor de diferentes professores com abordagens distintas para um mesmo conteúdo – um faz uma palestra, enquanto outro propõe uma peça de teatro, um terceiro mostra um vídeo e um quarto solicita um artigo. Aluno e tutor caminham lado a lado pela matéria.

Com apoio e ferramentas adequadas, um modelo rotacional funciona para qualquer professor, gestor e instituição educacional. Na era do ensino a distância, essa é uma estratégia que permite mais facilmente o uso de dados para alterar a forma como se está ensinando. Por exemplo: uma turma é dividida em pequenos grupos. Enquanto uma estuda um determinado conteúdo com vídeos, outra discute o mesmo tema em um fórum, uma terceira testa seus conhecimentos em um jogo e uma quarta encontra o professor em uma sala de aula tradicional. Terminada essa primeira etapa, professores e gestores podem parar para avaliar os resultados preliminares do aprendizado e até reagrupar os alunos conforme seu desempenho, a facilidade ou a dificuldade que tiveram. Afinal, com a internet, nenhum estudante está preso a uma mesa e uma cadeira, a uma turma ou a uma sala de aula. Nem o professor.

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Alunos, professores e gestores não estão mais presos a uma sala de aula
[FONTE: Blog do Gordinho]

Se antes o modelo rotacional diminuía o tempo de preparação de aulas pelo professor, que aprimorava seu método de ensino na medida em que o colocava em prática com frequência, afinal, a aula era centrada em si, hoje é o estudante que o leva a melhorar seus processos, com sua diversidade de questionamentos e níveis de aprendizado. E, nesse sentido, a tecnologia pode e deve desempenhar um papel diferente do que a do professor e gestor, porque peças complementares criam um conjunto mais robusto, na opinião de Kim.

No dia 6 de agosto, no Auditório do Insper, em São Paulo, acontece o Fórum e Lideranças: Desafios da Educação. Neste dia, Carolina da Costa, Diretora Acadêmica de Graduação do Insper, vai falar justamente sobre oportunidades para modelos de ensino mais eficazes e desafios. Voltado a líderes e gestores de Instituições de Ensino Superior, o evento tem o objetivo de discutir práticas e compartilhar ideias e experiências em educação, para promover um ensino centrado no aluno. Aproveite que as vagas são gratuitas e se inscreva!

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O Desafios da Educação é uma iniciativa voltada a líderes e gestores de Instituições de Ensino, que tem como objetivo compartilhar experiências e discutir as melhores práticas em Educação.

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