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O que os estudantes esperam da tecnologia na educação?

19/09/2014 -

A tecnologia está cada vez mais intimamente ligada à educação. Tanto é que, dentro das universidades, sejam elas presenciais ou a distância, a informática começa a exercer papel importante na vida de professores e estudantes, sendo até mesmo alvo das mais altas expectativas por parte desses. O estudante Kyle Rother, da High Point University (Carolina do Norte, Estados Unidos), publicou na EdTech Magazine um artigo no qual relata os anseios seus e dos colegas a respeito do uso de ferramentas tecnológicas em sua vida acadêmica, bem como o que espera do trabalho dos profissionais da tecnologia da informação (TI).

Com a presença cada vez mais forte da tecnologia em sua rotina, estudantes começam a criar novas expectativas para a informática.  Fonte: Computer Majors

Com a presença cada vez mais forte da tecnologia em sua rotina, estudantes começam a criar novas expectativas para a informática.
Fonte: Computer Majors

De acordo com a perspectiva do estudante, a função do setor de informática se torna ponto crítico a partir do momento em que novos programas e plataformas passam a fazer parte da rotina acadêmica. Para Kyle, apesar de o senso comum acreditar que quanto melhor a equipe de TI, menos se percebe a sua existência, essa lógica se inverte na área da educação. Afinal, tanto professores quanto estudantes necessitam de suporte e orientação para que sua prática absorva cada vez mais naturalmente essas novas formas de aprendizado. Alguns pontos destacados por ele são:

• Uso de dispositivos móveis: a possibilidade de acessar e-mail, site da universidade, notas e cronogramas a partir do celular é crucial para que o aluno mantenha-se conectado e busque informações sobre seus estudos em qualquer lugar e a qualquer momento.

• Serviços, além de soluções: para ele, os profissionais da informática devem, além de resolver problemas relacionados à tecnologia e apresentar soluções para a instituição, prestar serviço aos estudantes. Afinal, para que o aluno desfrute completamente das possibilidades da educação online, é preciso que ele obtenha algum suporte nessa área, tanto para aprender a utilizar ferramentas, quanto para resolver eventuais dificuldades.

• Treinamento para professores, tutores e gestores: muitos profissionais estão ainda se adaptando às novas tecnologias na área da educação e é essencial que recebam acompanhamento para que aprendam a usar ferramentas, softwares e plataformas em sua plenitude. A universidade de Kyle utiliza a plataforma Blackboard e, de acordo com ele, essa é a forma pela qual ele acessa suas notas e avaliações durante o semestre, a qualquer momento. Um profissional adequadamente treinado pode conhecer melhor todas as funcionalidades desse sistema, facilitando ainda mais a vida do estudante e tornando o trabalho do educador mais eficiente.

O código HTML é uma linguagem de marcação utilizada para criar páginas na internet.  Fonte: WixBlog

O código HTML é uma linguagem de marcação utilizada para criar páginas na internet.
Fonte: WixBlog

Uma outra perspectiva

Além das demandas enumeradas por Kyle, um estudo realizado nos Estados Unidos trouxe mais uma luz sobre o que os estudantes esperam da tecnologia: aulas de código e programação de computadores. Dos pesquisados, 59% gostariam de saber trabalhar com códigos (como o HTML, por exemplo), ao passo que apenas 23% possuíam conhecimento a respeito de pelo menos um tipo de linguagem de programação. O interesse dos estudantes se justifica não apenas por sua rotina, cada vez mais ligada a programas de computadores, mas também porque eles acreditam que, muito em breve, a capacidade de trabalhar com códigos será exigência na maioria dos currículos.

A área de programação na informática é um mercado em crescimento. O interessante é que, quanto mais a educação se apropria da tecnologia da informação para formar profissionais de todas as áreas, mais profissionais de TI são necessários para suprir a demanda de programas e plataformas. Ou seja, vale a pena pensar em trazer o desenvolvimento dessas habilidades para a formação acadêmica dos estudantes. Quem sabe um dia o trabalho deles poderá contribuir ainda mais para as transformações na área da educação?

E você? O que espera da tecnologia a serviço do aprendizado? Divida conosco suas expectativas e, para manter-se sempre informado sobre os novos desafios da educação, não deixe de assinar a nossa newsletter.

 

 

 

A importância das palavras de incentivo para a mentalidade acadêmica

17/09/2014 -

Você certamente já ouviu por aí que uma imagem vale mais do que mil palavras. Mas quando se trata de educação, ciência centrada no poder da palavra – tanto escrita quanto falada e ouvida –, esse ditado popular não se aplica. Na aprendizagem, palavras de incentivo podem ter um resultado realmente efetivo nos alunos, melhorando inclusive seu desempenho acadêmico. É o que mostram algumas pesquisas do PERTS, sigla para Project for Education Research that Scales, ou, na tradução livre, Projeto de Pesquisa em Educação de Escala.

Segundo alguns dos estudos, se ditas no momento certo, palavras de incentivo podem efetivamente ajudar os estudantes no seu processo de aprendizado. Tal prática tem como objetivo atingir o que os especialistas chamam de mentalidade acadêmica, termo que descreve como os alunos pensam o ensino e sua própria aprendizagem. Segundo o pessoal do Perts, todo mundo tem essa tal de mentalidade acadêmica.

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Palavras ditas na hora certa podem influenciar no aprendizado
FONTE: Uzinga

De acordo com uma diretora do projeto, Carissa Romero, os alunos com uma “mentalidade de crescimento” acreditam que podem ficar mais inteligentes, por isso se esforçam e adotam as estratégias corretas de estudo. Já os que possuem uma mentalidade fixa tendem a ver a inteligência como algo imutável. Diferente dos primeiros, cujo objetivo é aprender, os estudantes do segundo grupo querem apenas provar que são inteligentes. Na sala de aula, esses são os alunos mais desafiadores para os professores, uma vez que encaram o esforço como uma prova de falha e por isso tendem a desistir perante a um obstáculo.

Feito em 2013, o estudo focou nesse segundo grupo e procurou descobrir se, expondo uma mentalidade de crescimento aos alunos de percepções fixas, eles teriam um melhor desempenho. Durante dois meses, 250 mil estudantes da Khan Academy receberam, aleatoriamente, três tipos de mensagens de crescimento enquanto frequentavam o site: uma realmente incentivadora, outra tipo padrão e uma terceira com uma argumentação científica de incentivo. Um quarto grupo não recebeu nenhum tipo de mensagem para funcionar como grupo de controle. O tipo de mensagem encaminhada para cada aluno permaneceu a mesma ao longo de dois meses para que os pesquisadores pudessem medir como elas afetaram a proficiência dos alunos.

godspeakMentalidade acadêmica existe e pode ser estimulada por gestores e professores
FONTE: Portal Advento

O resultado foi que as mensagens de mentalidade de crescimento aumentaram o número de conceitos que os alunos dominavam em 3%. Os outros tipos de instruções não tiveram nenhum efeito significativo. Em outro experimento, alunos em situação de risco participaram de uma única intervenção de mentalidade acadêmica online durante 30 minutos e tiveram notas satisfatórias ao longo de todo o semestre, uma taxa de aproveitamento 14% maior do que seus pares no grupo controle.

Esses são só alguns resultados de pesquisas do gênero, mas eles já mostram que a mentalidade acadêmica é um conceito importante para professores e gestores prestarem atenção. E, mais do que isso, que algumas palavras ditas nas horas certas podem ajudar os estudantes a alcançarem os resultados desejados por todos. E você, já aplicou alguns preceitos da mentalidade acadêmica, usando palavras de incentivo com alunos e professores? Conte para gente e assine nossa newsletter para ficar por dentro das últimas novidades.

 

Ensinando o pensamento crítico: o questionamento como formador de conceitos

15/09/2014 -

O pensamento crítico é essencial ao aprendiz. Mais do que absorver o conteúdo, é preciso que o aluno possa formar uma opinião sobre ele e, inclusive, questioná-lo sempre que possível. Em tempos de grandes volumes de informações chegando ao estudante por diversas vias (e muitas das quais têm fontes questionáveis), é necessário que o aluno seja capaz de olhar criticamente para os dados que recebe, a fim de não apenas checar sua veracidade, mas compreender sua relevância para seus estudos e posicionar-se diante do tema. O site Edutopia falou sobre a importância do pensamento crítico na educação e como estimulá-lo em seus alunos.

Uma coisa é decorar o conteúdo, outra é assimilá-lo e compreendê-lo criticamente.  Fonte: AEIdeas

Uma coisa é decorar o conteúdo, outra é assimilá-lo e compreendê-lo criticamente.
Fonte: AEIdeas

Para assumir essa postura, é preciso: entender a conexão lógica entre ideias; identificar, construir e avaliar argumentos; detectar inconsistências no raciocínio; solucionar problemas sistematicamente; identificar a relevância de ideias; e refletir sobre a justificativa de seus próprios valores e crenças. Parece uma lista simples, mas cada um desses itens demanda esforço, tanto por parte do educador quanto por parte do aluno. Podemos exigir que o estudante apresente todas essas características diante de uma simples aula expositiva? Provavelmente não.

Uma das possibilidades para desenvolver a capacidade crítica é com a proposição de debates entre alunos, nos quais cada um deve assumir um lado de uma questão e defendê-lo. No entanto, até mesmo a “derrota” no embate de ideias é proveitosa, pois permite uma revisão de conceitos pessoais. Além disso, criar erros intencionais em testes (no estilo: descubra o que está errado e comente o motivo) permitem ao aluno não apenas mostrar que decorou a matéria, mas que é capaz de argumentar com seus preceitos e aplicá-la em uma situação mais próxima da vida profissional.

O uso dessas técnicas para promover o pensamento crítico exige que se explicite o que está sendo feito. Muitos estudantes não percebem o quanto estão sendo bem sucedidos na questão até que se mostre a eles a sua conquista. Assim, é importante explicar seus métodos antes de utilizá-los e mostrar os resultados aos alunos após a experiência. Uma reflexão após um debate ou um teste, por exemplo, continua trabalhando o pensamento crítico da turma e é possível que eles possam fazer ajustes e perceber inconsistências no próprio exercício. Essas ações empoderam o estudante e lhe dão a oportunidade de mostrar seu conhecimento não apenas em situações controladas e estressantes, como provas finais.

Alguma pergunta? Sim, muitas!  Fonte: CARFLEO

Alguma pergunta? Sim, muitas!
Fonte: CARFLEO

Bons questionadores

Se há algo que o pensamento crítico exige é uma boa dose de questionamento. Mas de que adianta tentar indagar sem saber de que forma fazê-lo? Aqui estão reunidas algumas dicas para encorajar o questionamento por parte dos alunos e torná-los perguntadores de primeira:

- Segurança para começar a perguntar

Fazer indagações para o próprio professor ou tutor não deveria ser algo complexo e assustador, mas, muitas vezes, é. Para que a pergunta torne-se para o aluno tão natural (ou necessária) quanto a resposta, é preciso estimulá-lo. Alguns exercícios sugerem que o aluno crie questões sobre o tema proposto. Por exemplo: “faça dez perguntas interessantes sobre o conteúdo da disciplina”. Não é um exercício de fácil execução, mas é muito rico, pois, ao criar a pergunta, o estudante provavelmente refletirá sobre a resposta além de, é claro, treinar seu pensamento crítico. O que é relevante sobre esse conteúdo? Essa pergunta invariavelmente deverá ser respondida por esse exercício. A prática levará o estudante a se sentir mais seguro para se tornar um questionador.

- Um desafio a mais

Exercícios e aulas práticas sempre podem trazer desafios e, por que não, alguma diversão para o aluno. Aplicar o conhecimento e testar sua própria capacidade pode ser uma experiência enriquecedora. Alguns exemplos de exercícios são propor que o aluno tente transformar respostas em perguntas, tornar mais ampla uma pergunta específica ou, ao contrário, especificar mais uma pergunta muito aberta. Uma ideia emprestada do mundo corporativo é a estratégia dos 5 Porquês, técnica surgida nos anos 1980 entre os empresários da gigante japonesa Toyota, que encorajava seus funcionários a perguntar “por quê?” cinco vezes em sequência a respeito de outras ideias, a fim de chegar a fundo no problema.

- Uma vez questionador, sempre questionador

Dizem que saber as respostas certas nos ajuda na escola, mas saber as perguntas certas nos ajuda na vida. Se a intenção é que essa capacidade permaneça acompanhando o estudante muito tempo após o final da graduação, ensine seus alunos a fazer do questionamento um hábito. Incentive-os a olhar sempre de uma forma nova para tudo o que é familiar. Tudo pode e deve ser questionado, principalmente o que já está estabelecido. E lembre-se de repassar essa máxima: não existe pergunta boba.

E você? De que forma trabalha o pensamento crítico de seus estudantes? Sua instituição se propõe a formar grandes questionadores? Continue inquirindo sobre o futuro da educação conosco e não deixe de assinar nossa newsletter.

Como as universidades vão se adaptar à Geração Z e garantir seu próprio futuro

12/09/2014 -

Restam poucas dúvidas de que é hora das universidades se reinventarem. De um lado, as novas tecnologias proporcionam – e quase exigem – novas abordagens de ensino e maior personalização das aulas para os alunos. De outro lado, há cada vez mais vozes levantado-se contra o modelo tradicional da sala de aula, em movimentos como o UnCollege e o ensino domiciliar. Para se firmarem nesse novo cenário, as faculdades precisarão compreender o que, afinal, a Geração Z espera obter na vida acadêmica, e o site EdSurge traz algumas pistas sobre os caminhos do futuro.

diplomaduvidaA angústia diante da faculdade pode ser uma insatisfação genuína
[FONTE: Think Advisor]

Os jovens de hoje têm dificuldade em se inserir na aula ortodoxa em forma de palestra: eles buscam interação, colaboração, equidade e (temendo futuras dívidas) mensalidades acessíveis. Um pacote difícil de oferecer, mas não impossível. Uma das saídas encontradas são os MOOCs (Massive Open Online Course, ou Cursos Abertos e Online em Massa, em tradução livre), além dos cursos híbridos e da maior inclusão de tecnologia na universidade. Uma experiência na universidade de Pasadena, na Califórnia, mostrou que, em pleno século 21, os estudantes separavam o ambiente de aprendizagem do ambiente de convivência, reservando o tempo de estudo para dentro dos prédios e usando as áreas externas apenas para descanso. Posturas como a disponibilização de wi-fi e tomadas nos pátios podem permitir aos alunos gerenciar melhor seu próprio tempo.

A equipe do EdSurge vai ainda mais longe e acredita que a criação de um campus virtual da universidade traria grandes benefícios para a integração entre os estudantes. Se a instituição contasse com uma esfera virtual aos moldes da rede Second-Life, os alunos circulariam com a mesma naturalidade pelos universos físico e virtual. Como não existem experiências nesse sentido, é impossível prever os resultados, mas a ideia serve de provocação para quem está pensando o futuro das instituições de ensino.

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Estudar no pátio da faculdade pode ser tão útil quanto dentro da sala
[FONTE: Global Educational Institutions]

Uma mudança de postura também será necessária para formar os profissionais das próximas décadas: o mercado não precisa mais de candidatos a carreiras longas e dispostos a apenas seguir ordens. O mundo exige mentes criativas, independentes e agentes de mudanças. Sobretudo, as empresas precisarão de equipes capazes de trabalhar em conjunto diante do imprevisto, e as universidades podem contribuir muito com o desenvolvimento do espírito coletivo nos alunos.

Ao invés de incentivarem a competição entre estudantes e, assim, estimularem o crescimento individual de cada um, os professores podem propor trabalhos em grupo, nos quais a comunicação seja a chave para o sucesso. Com um pouco mais de tempo, as equipes podem até empreender iniciativas reais e, de uma sala de aula, pode nascer uma startup.

As saídas do labirinto
Então, como as instituições contemporâneas estão se adaptando à geração que nasce com um dispositivo móvel debaixo do braço? O site Edudemic reuniu algumas das novas soluções encontradas até agora para manter o interesse dos alunos no conteúdo das aulas. O investimento em tecnologia é evidente, e o uso de modelos e simulações é uma das maneiras de transformar as instituições.

Se, antigamente, um professor de física precisava colocar em prática suas habilidades de desenho para demonstrar graficamente como as ondas sonoras se propagam, hoje ele pode contar com simulações em 3D, telas sensíveis a toque para que os estudantes interajam com a lição e aplicativos que permitem a criação de novos modelos. O abstrato se torna muito mais palpável.

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Se queremos que esse menino frequente a universidade, é preciso mudar já
[FONTE: e-ducate.us]

Ferramentas simples também podem contribuir com a avaliação dos alunos: as tarefas de casa podem ser feitas online em plataformas que permitam a colaboração com os colegas, consultas em tempo real aos professores e avaliações ágeis pelos mestres. Destas tarefas, é possível obter dados concretos sobre os níveis de retenção do conteúdo pelos alunos e usar essas informações para traçar novos planos de ensino. Em um futuro não tão distante, é possível que até mesmo as atividades cerebrais sejam medidas durante a aprendizagem.

O ponto central é que as interações humanas mais fundamentais – família, trabalho, amizades – estão se transformando com as novas tecnologias, e as universidades precisarão se adaptar aos novos tempos para manterem a relevância. Enquanto os mais alarmistas culpam as faculdades pelas dificuldades de adaptação à vida adulta da Geração Y, nós apostamos na transformação das instituições para criar a transformação da vida estudantil, do mercado de trabalho e, por que não, das relações humanas.

Compartilhe conosco como sua instituição de ensino está preparando para receber a Geração Z e assine nossa newsletter para receber novidades por e-mail.

Educação e cognição: a neurociência a serviço do aprendizado

10/09/2014 -

O que parece recém saído de um filme ficção científica pode ser uma realidade em um futuro bem próximo na área da educação. Uma série de estudos e novos dispositivos estão prometendo novas formas de aprendizado, baseadas na neurociência. Dentre essas tecnologias educacionais, estão o mapeamento de atividade cerebral durante o estudo e a apropriação da neuroplasticidade para aprimorar o aprendizado. Esses métodos se assemelham a versões futuristas do ensino, mas são apenas mais algumas das possibilidades que a parceria entre educação e tecnologia será capaz de proporcionar em breve. Confira:

E se pudéssemos dar uma espiadinha no processo de aprendizagem diretamente no cérebro?  Fonte: Brain Health

E se pudéssemos dar uma espiadinha no processo de aprendizagem diretamente no cérebro?
Fonte: Brain Health

Hoje em dia, muito se sabe sobre o processo cognitivo do aprendizado. Porém, não seria realmente interessante se pudéssemos visualizar o trabalho de nossos neurônios enquanto estamos aprendendo alguma coisa? Pois bem, isso logo será possível. O dispositivo Nervanix Clarity utiliza uma tecnologia complexa para nos dar essa resposta, mas tem uma ideia muito simples: medir a atividade cerebral durante os estudos. A mensuração não é apenas para vias de curiosidade, mas, sim, para que o aluno saiba exatamente em qual parte do conteúdo seu cérebro deixou de prestar atenção e, provavelmente, acabou não retendo a matéria. Após a leitura, o programa cria um gráfico com os picos e as baixas na atenção do estudante, de modo que ele possa retomar exatamente os segmentos do texto em que não estava alerta. Embora esse aparelho já exista de fato, ainda não faz parte do nosso cotidiano. No entanto, a proposta do dispositivo nos traz questões bem reais e atuais: como saber que os alunos compreenderam o que foi exposto? Essa é uma pergunta ainda mais pertinente para quem trabalha com educação a distância. Enquanto a leitura de cérebro não é possível, professores e gestores contam com a formulação de pequenos testes, com o uso de plataformas adaptativas e outras estratégias que direcionem e personalizem o estudo.

O dispositivo em ação: após a leitura, a estudante poderá retomar os pontos em que seu cérebro deixou de prestar atenção.  Fonte: District Administration

O dispositivo em ação: após a leitura, a estudante poderá retomar os pontos em que seu cérebro deixou de prestar atenção.
Fonte: District Administration

Outros protótipos também nos mostram possibilidades muito interessantes e que, talvez mais cedo do que imaginamos, poderão ser parte do ensino digital. No Texas (EUA), está sendo testado um programa de computador que, por meio de uma série de testes, sinaliza a capacidade de atenção e de memória em estudantes com dificuldade na matemática e na leitura, a fim de criar um treinamento específico para esses alunos. Esse parece ser um caminho interessante para a educação híbrida, que é uma das grandes apostas para o ensino digital nos próximos anos. Por fim, o Activate é um programa que foi criado com base em estudos realizados na Universidade de Yale (EUA) sobre neuroplasticidade (a capacidade do cérebro de criar novas conexões ao longo da vida). O projeto baseia-se não apenas no uso de jogos e testes no computador, mas também em na prática de exercícios. Afinal, estudos revelam que atividades físicas podem melhorar a neuroplasticidade, a memória e a atenção. Um dos criadores do programa afirma que o cérebro se desenvolve por meio das atividades que realiza e que muitos estudantes chegam à escola despreparados para a demanda cognitiva que envolve o aprendizado. Para nós, fica a pergunta: será que nossos alunos precisam de treino antes de estudar? Talvez esse seja um dos próximos desafios da educação.

E você? Consegue imaginar que outras invenções podem começar a fazer parte do cotidiano da educação em breve? Compartilhe conosco suas ideias e não deixe de assinar a nossa newsletter.

 

 

 

O Desafios da Educação é uma iniciativa voltada a líderes e gestores de Instituições de Ensino, que tem como objetivo compartilhar experiências e discutir as melhores práticas em Educação.

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