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Como envolver os alunos no planejamento das aulas

26/11/2014 -

O planejamento das aulas é parte fundamental da atuação do professor, porém é uma tarefa que pode demandar tempo extra de trabalho, além de, muitas vezes, se apresentar como um labirinto difícil de desvendar. Assim, envolver os próprios alunos nessa etapa do ensino pode ser benéfico. Mas como engajar os estudantes em mais uma atividade dentro de suas agendas já atribuladas? O site EdSurge traz algumas estratégias para fazer dessa empreitada uma jornada de sucesso.

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A participação estudantil precisa de estímulos por parte dos professores
[FONTE: In Socrate’s Wake]

Objetivos claros
Toda organização da aula deve girar em torno de um objetivo. Depois de estabelecer qual é a meta do dia ou de uma atividade, fica mais fácil pensar em quais os passos para se chegar até lá. Os alunos podem participar tanto da criação da meta quanto da estratégia para cumpri-la. A meta ideal é a busca por uma resposta. Por exemplo, em uma aula de técnicas jornalísticas, os alunos poderiam se questionar como é uma reunião de pauta; como se dá apuração junto à polícia; quem edita o texto final; como trabalha um ombudsman etc. Aqui, nasce a meta.

A partir disso, a turma inteira pode colaborar com as estratégias para se chegar à resposta. Em que meios se dará a pesquisa de informações? Quem pode ser contatado para compartilhar experiências? Que veículos e teorias podem ser comparados? Com um objetivo final e com os degraus a serem superados em cada etapa, todos saberão que caminho seguir e o que esperar da atividade. Conforme as circunstâncias, o professor saberá quando deve se aproximar ou se afastar da turma, orientando e deixando que os estudantes sigam seus próprios instintos.

Quando o percurso de aprendizado se concluir, os alunos podem compartilhar o que aprenderam com o resto da turma ou, ainda, com outras turmas da mesma instituição. Esse processo pode ocorrer tanto em seminários e aulas abertas, como em plataformas online, criando espaços de conhecimento aberto e colaborativo, como fóruns. Basta abraçar as novas tecnologias e deixar que as redes se formem.

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Se os alunos quiserem compartilhar o conhecimento em um concerto musical, por que não?
[FONTE: Madeira]

Mãos à obra
Depois de mergulhar na busca pelo conhecimento, os alunos certamente terão sede de novas experiências. É um bom momento para convidá-los a colocar em prática o que aprenderam. Mais uma vez, todos podem participar do planejamento. Retornemos à turma de jornalismo: talvez agora eles queiram criar um jornal ou uma revista da turma; talvez produzir uma reportagem investigativa; ou, ainda, é possível que alguns tenham achado o tema para uma linha de pesquisa. O professor pode aproveitar os desejos dos estudantes e criar novos projetos, com novas metas e novas etapas a serem conquistadas, gerando um outro produto final.

Reflexão
Depois de tanta atividade e produção, é necessária uma pausa para se refletir sobre os processos, os erros e acertos do caminho. A primeira questão é verificar se o objetivo foi alcançado. Se não, tente determinar as dificuldades encontradas e o que faltou para que elas fossem superadas. Se o objetivo foi alcançado, avalie as estratégias de sucesso adotadas e verifique se elas poderiam ser aprimoradas no futuro. Abra o debate e reserve um tempo para que os alunos expressem também seus sentimentos de contentamento ou frustração, a integração e confiança dentro do grupo serão benéficas para projetos futuros.

A inclusão dos alunos é uma tática de empoderamento. Mais do que aprenderem técnicas de planejamento, eles se sentirão valorizados e donos de sua própria carreira acadêmica. Ao se tornarem aprendizes autônomos, eles também se tornarão mais parceiros dos professores.

Você já experimentou técnicas similares na sua instituição de ensino? Que resultados obteve? Compartilhe conosco e nossa newsletter para acompanhar o debate.

Instrução diferenciada como método de empoderamento

24/11/2014 -

No universo da educação a distância, a expressão “aprendizado centrado no aluno” já virou jargão. Em um cenário em que o professor pode não mais estar fisicamente presente na sala de aula, tornou-se essencial empoderar o estudante para que ele seja mais do que apenas um receptor de conhecimento. Mas transformá-lo em agente ativo do seu próprio aprendizado também exige esforço dos professores e do gestores de instituições de ensino, que precisarão fazer uso de diferentes métodos para tal. Bastante usado na sala de aula convencional, a instrução diferenciada (differentiated Instruction em inglês) é uma forma de ajudar os alunos a chegar no conhecimento que se pretende respeitando suas individualidades.

No site Edutopia, uma definição do que é instrução diferenciada ajuda a dar corpo ao método. Segundo Rebecca Aller, o primeiro passo é admitir que não se trata apenas de ensinar tudo a todos, mas de dar a cada aluno aquilo que ele precisa e no momento em que ele está apto a receber. Ou seja, reconhecer que estudantes, por mais que estejam reunidos em uma única sala de aula, ainda que virtual, são diferentes, e que respeitar sua forma e seu ritmo de aprendizado é essencial para o sucesso do processo como um todo. E não basta reconhecer a singularidade de cada um, é preciso estar preparado para lidar com ela no dia a dia de cada encontro, de cada nova matéria, de cada novo exercício proposto. Afinal, se os alunos aprendem de formas distintas, uns com mais facilidade do que outros, por que haveria de ser o conteúdo tratado de uma só maneira?

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Fique calmo e diferencie seus alunos: o esforço vai valer a pena
FONTE: MzTeachuh

Outro site, o Edudemic, preparou uma breve lista do que os professores e gestores podem mudar rapidamente em seus currículos para fazer uso da instrução diferenciada sem que precisem esperar por uma reforma maior em suas instituições. Comece pensando no conteúdo: o que os professores querem ensinar? Como os alunos podem aprender essa matéria? Pensar no contexto do aprendizado é tão importante quanto o conteúdo. Por isso, o segundo ponto é o processo: como cada estudante aprende. Nessa etapa, é importante ressaltar o óbvio: não basta saber que os alunos são diferentes e que, por isso, cada um aprende de uma forma, em um ritmo próprio. Gestores e professores realmente interessados na instrução diferenciada precisam conhecer a fundo essa variedade e estar preparados para isso. Ou seja, ter uma tarefa alternativa para aquele estudante que tem dificuldade em interpretar um texto, por exemplo, e para aquele outro que vai ser o primeiro a terminar e é uma pessoa mais visual.

Também é importante identificar em cada estudante qual é o produto do seu conhecimento. Ou seja, como ele elabora e apresenta seu aprendizado. Da mesma forma que cada um tem seu processo, cada um também tem sua forma de produzir conhecimento. Alguns estudantes se sairão melhor falando, outros escrevendo e alguns até representando a matéria de uma forma mais artística. Faz parte da instrução diferenciada permitir que diferentes produtos sejam reconhecidos como tal. Por fim, é importante que gestores e professores saibam como os alunos se sentem sobre seu próprio processo de aprendizado, como são afetados. Um aluno que sabe como aprende e que vê na instituição de ensino um lugar para ser como é, e no seu professor um parceiro para acessar o conhecimento da sua forma, tende a ser mais satisfeito consigo.

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Método da instrução diferenciada pode ser aplicado na sala de aula virtual
FONTE: Answers

É claro que existem críticos da instrução diferenciada. Sem dúvida nenhuma, é um método que exige bastante esforço. No entanto, se professores e instituições de ensino trabalharem juntos na adaptação das matérias, dos currículos, e também no mapeamento dos alunos, tudo fica mais fácil. O primeiro passo é começar pelo aluno, dizem os especialistas de ambos os sites citados acima. Por isso, além de conhecer a história deles, é preciso avaliar os níveis de habilidade e também trabalhar os conteúdos em níveis de complexidade. Toda essa logística precisa ser pensada previamente, para que a instrução diferenciada cumpra seu papel de ajudar o aluno a aprender o que ele necessita e da forma que precisa, e não apenas o que deseja o professor. Dar poder ao estudante é um processo complexo do qual fazem parte professores e instituições.

E você, tem exemplos de instrução diferenciada para compartilhar conosco? Assine nossa newsletter para mais discussões a respeito dos desafios da educação.

A equidade digital como base para a igualdade social

21/11/2014 -

Seria redundante dizer o quanto o acesso à tecnologia é essencial na educação a distância: sem computadores, boa conexão com a internet e alguns acessórios básicos, seria impossível acompanhar uma simples videoaula. Mas, mesmo na sala de aula comum, a tecnologia se faz cada vez mais presente, e é por isso que muita gente já começa a dizer que a equidade digital não é só questão de dar oportunidades iguais, mas de justiça social.

Garantir a inclusão e a integração dos alunos é uma preocupação antiga dos educadores. Nesse cenário, o acesso a dispositivos digitais tem que estar na base das providências. Para Marie Bjerede, diretora da iniciativa pelo aprendizado móvel nos Estados Unidos, é hora de ampliar o debate e passar a ver o acesso à tecnologia como peça fundamental da igualdade social. Em um seminário online, ela desenvolveu seis tópicos relacionados ao assunto.

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Os dispositivos móveis permitem ter acesso a conteúdo em qualquer lugar
[FONTE: Napier Academy]

1) As diferenças de acesso à tecnologia costumam ser marcadas por diferenças econômicas. Entre os alunos que têm computadores à disposição na faculdade e aqueles que os têm também em casa, tende a haver diferentes níveis de proficiência tecnológica e de conforto com os dispositivos. Por isso, é importante manter o acesso livre às salas de informática e disponibilizar também tablets e wi-fi para que os alunos de menor renda se sintam à vontade para aprender a utilizar as tecnologias. Só assim, eles conseguirão transformar o acesso digital em acesso a informações relevantes e em construção do conhecimento.

2) Via de regra, estudantes que têm conexão com a internet em casa apresentam melhores notas, mesmo quando são de baixa renda ou integrantes de famílias desestruturadas. Uma das soluções adotadas por diversas instituições americanas é distribuir tablets entre os alunos. Claro que essa é uma abordagem custosa e pode ser inviável para muitas universidades. Mas garantir um bom sinal wireless em todo o campus já beneficiaria os estudantes, considerando-se a quase onipresença dos smartphones, que podem vir a substituir os tablets em alguns casos.

3) Outro ponto positivo em facilitar o acesso à tecnologia e, sobretudo, em garantir que os alunos tenham seus próprios dispositivos é a possibilidade de envolver a família no aprendizado. Quando o estudante leva as aulas online para dentro de casa, pode convidar as pessoas que moram com ele a assistirem junto ou participarem das atividades de ensino.

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Wi-fi até pelas calçadas: o acesso deve ser universal dentro do campus
[FONTE: Panda Security]

4) Por outro lado, os alunos que não possuem acesso à internet em casa perdem muito das possibilidades de colaboração com os colegas. Eles não poderão acessar plataformas online, não poderão manter conversas por e-mail ou redes sociais e todas as propostas de colaboração vão sofrer por isso. Mais uma vez, o wi-fi na instituição é, pelo menos, uma solução para o período em que o estudante está no campus.

5) Para Michael Mills, da Universidade do Arkansas, a falta de acesso generalizado às tecnologias cria o Efeito Matthew, no qual os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres ficam cada vez mais pobres. No caso, o paralelo é que os “letrados” em tecnologia se tornarão cada vez mais especialistas, enquanto aqueles que têm dificuldade ficarão cada vez mais para trás.

6) Os dispositivos móveis ajudam a conectar professores e estudantes, e, se alguns dos alunos têm mais facilidade de acesso à internet, eles contarão com mais tempo e atenção do professor. É fundamental equilibrar essa disparidade focando nos alunos com menos acesso digital, a fim de assegurar que eles recebam as mesmas oportunidades que seus colegas.

Esses são alguns dos pontos que colocam a equidade digital como base para a igualdade social. Conforme a tecnologia se torna cada vez mais importante na educação – e a educação sempre será a principal maneira de se obter qualidade de vida, sucesso profissional e condições econômicas -, torna-se igualmente relevante equilibrar as diferenças de acesso. Somente quando todos tiverem possibilidades similares, haverá iguais oportunidades para todos.

Na sua instituição de ensino, como se facilita o acesso digital aos estudantes? Compartilhe conosco sua experiência e, para acompanhar os debates por e-mail, assine nossa newsletter.

As competências como conhecimento

19/11/2014 -

Os MOOCs, sigla para a expressão em inglês Massive Open Online Courses, que significa algo como cursos abertos e online em massa, são a maior expressão da chegada da tecnologia na área da educação. Por aqui já falamos da importância desse tipo de iniciativa para quem já tem um histórico escolar, e em como os MOOCs estão inspirando a criação de laboratórios remotos ao redor do mundo. Quando se trata de refletir sobre temas que pairam ao redor das instituições de ensino superior, porém, vale ouvir opiniões diversas e relativizar até as mais enraizadas certezas. É o que faz Michelle Weise, Ph.D em educação superior, pesquisadora do Clayton Christensen Institute for Disruptive Innovation.

Com um título um tanto provocante, Michelle diz que a verdadeira revolução na educação online não são os MOOCs, mas os cursos de aprendizado baseado em competências, que se adaptam mais às necessidades do mercado de trabalho do que várias outras iniciativas. A especialista é taxativa: os recrutadores não acham que os títulos dizem a que os profissionais vieram. Isto é, o que os estudantes em busca de emprego sabem e podem fazer dentro de uma empresa. Segundo ela, algo está claramente errado quando apenas 11% dos líderes empresariais acreditam que os formandos têm as habilidades necessárias para o mercado de trabalho. Na sua opinião, muitos MOOCs correspondem aos interesses dos acadêmicos e só.

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É tempo de aprender mais do que a Academia sugere, o mercado também demanda
FONTE: Marketing School Online

Em termos gerais, a educação baseada em competências identifica os resultados do aprendizado de uma matéria e transforma isso em conhecimento, ou seja, dá mais valor às habilidades práticas do que teóricas. Nesse tipo de modalidade, os objetivos são facilmente mensuráveis porque são aplicáveis. Conforme Michelle sublinha, esse tipo de iniciativa não é revolucionária, a novidade é que elas podem estar disponíveis online, esse lugar sem fronteiras. De acordo com ela, alguns projetos já em desenvolvimento comprovam o potencial que a educação baseada em competências de criar percursos de aprendizagem de alta qualidade que são ao mesmo tempo acessíveis, dimensionáveis e sob medida para uma ampla variedade de empresas ávidas por profissionais mais bem preparados para o mercado.

Uma distinção desse tipo de projeto é a modularização. Como não existe a necessidade de uma unidade, os cursos baseados em competências, ou habilidades, permitem que os gestores criem disciplinas com mais facilidade do que em IES (Instituições de Ensino Superior) tradicionais, mesmo as que estão presentes na internet. Ao contrário da caixa preta do diploma, que diz quantas horas um aluno se dedica, como se saiu, mas não como foi seu aprendizado, as competências abrem um espaço para a criação de um sistema mais transparente que destaca os resultados de aprendizagem dos alunos. Nesse tipo de abordagem, o estudo é de domínio do sujeito, independentemente do tempo que leva para chegar no aprendizado. Um estudante não costuma, e nem deveria, seguir em frente até demonstrar fluência em cada competência.

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Aprender para ganhar depois: habilidades práticas para por em prática no trabalho
FONTE: The Prospect

Uma outra vantagem desse tipo de aprendizado baseado em competências, é que ela permite que os gestores consultem o mercado de trabalho para entender melhor o que os empregadores estão procurando e, a partir dessa troca, criem módulos. As organizações podem ajudar na construção desses cursos mais práticos e até validar o processo, sem exigir que a conclusão do aprendizado seja um diploma ou um certificado. Para os profissionais mais adultos, nem é preciso dizer o quanto esse tipo de aprendizagem é interessante. A aprendizagem baseada em competências não apenas ajuda a preencher as lacunas deixadas pelo ensino formal como dá aos mais velhos a oportunidade de se atualizar.

É claro que os MOOCs ensinaram várias lições para os gestores em educação, mas é preciso sempre relativizar, pensar fora da caixa para perceber que a tecnologia pode nos levar mais além em termos de formação acadêmica e profissional. E você, tem algum tipo de iniciativa de ensino baseada em competências na sua IES? Compartilhe conosco suas experiências com cursos mais práticos, modulares, e assine nossa newsletter para continuar esse debate.

Como tornar os trabalhos em grupo mais produtivos

17/11/2014 -

Embora sejam populares e interessantes para desenvolver muitas habilidades necessárias ao aluno, os trabalhos em grupo também costumam ser polêmicos. A tendência à divisão injusta das tarefas dentro do próprio grupo e a falta de participação de alguns alunos podem acabar com toda a premissa do trabalho em equipe. Esse desafio pode ser ainda maior para o tutor que ensina a distância e quer promover essa experiência também ao aluno de EAD. O site Edutopia, no entanto, fez uma lista com dicas para que esse tipo de tarefa seja realmente produtiva. Confira.

O trabalho em grupo é uma forma muito interessante de aprendizado, desde que todos colaborem. Fonte: Byrd Seed

O trabalho em grupo é uma forma muito interessante de aprendizado, desde que todos colaborem.
Fonte: Byrd Seed

Intenções claras

Para que o trabalho em grupo seja bem sucedido, o importante é que as intenções do professor sejam claras tanto para os alunos quanto para ele próprio. Dessa forma, as expectativas do projeto serão plenamente compreendidas pela turma, aumentando as chances de que elas se cumpram. A divisão dos grupos, por exemplo, pode ser aleatória, por escolha do professor ou feita pelos próprios estudantes. Todas as alternativas são válidas, desde que atendam às necessidades da proposta.

Heterogêneo ou Homogêneo?

Uma das questões que surgem no que tange à seleção dos componentes do grupo por parte do professor é referente à similaridade entre alunos. Unir os semelhantes ou fazer um time misto? O importante, em primeiro lugar, é entender os motivos das diferenças entre os conceitos dos alunos, por exemplo. E se os que apresentam pior desempenho o fazem por falta de acesso adequado a material, fontes de pesquisa e tecnologia? Se for o caso, é importante considerar que deixar esses alunos no mesmo grupo, apenas irá reforçar essas dificuldades, em vez de estimulá-los a crescerem juntos. Da mesma forma, alunos que costumam se sair bem sozinhos, podem manter essa tendência mesmo durante o trabalho em grupo. Portanto, essa estratégia não funciona quando a ideia é a interação entre os estudantes. De qualquer maneira, utilizar como critério os conceitos dos alunos não é ideal mesmo para a proposta mista, pois é muito rasa. A melhor forma de arranjar os grupos, no caso de escolha do professor, é fazê-lo baseado nas habilidades que cada aluno demonstra.

A estrutura da proposta

Apenas sugerir uma tarefa para ser cumprida pode não ser o suficiente para que o trabalho em grupo seja produtivo. Muitas vezes, alguns alunos fazem todo o trabalho e outros ficam de fora. E isso pode acontecer até mesmo pelo fato de os estudantes simplesmente não saberem como dividir o serviço. O ideal, nesse caso, é designar tarefas a serem cumpridas por diferentes membros do grupo, as quais podem ser distribuídas pelos próprios estudantes, de acordo com preferência pessoal ou capacidades. Um pode ser o líder do grupo, outros podem ser os pesquisadores, enquanto outros podem ser os idealizadores do projeto, por exemplo. Existem diversas funções que se adequam às mais variadas propostas de trabalho.

Distribuir tarefas específicas entre os alunos é uma ótima forma de promover a atuação de forma homogênea. Fonte: The Prospect

Distribuir tarefas específicas entre os alunos é uma ótima forma de promover a atuação de forma homogênea.
Fonte: The Prospect

Criando a cultura da colaboração

Não basta exigir uma postura colaborativa por parte dos alunos, é necessário explicar do que se trata. É importante deixar claro o que é esperado de cada componente do grupo em termos de comportamento, como a capacidade de chegar a um consenso, a habilidade de se comunicar efetivamente e o pensamento crítico. Ao trabalhar com esses princípios como base, os estudantes irão naturalmente construir uma cultura de colaboração ao longo do trabalho.

A parcela individual

Ao realizar um trabalho de grupo com tarefas bem estruturadas e distribuídas fica mais fácil tanto para professor quanto para alunos perceberem as realizações individuais de cada um. Além do reconhecimento do esforço dos colegas, essa organização permite ao estudante perceber que a tarefa só poderia ter sido cumprida em sua totalidade por meio do trabalho em equipe e quando todos fazem a sua parte.

O trabalho em grupo pode ser uma forma muito rica de gerar aprendizado, fazendo com que os estudantes experimentem técnicas do ensino colaborativo e diminuindo as barreiras entre o aprender e o ensinar. Para isso, basta que a proposta seja estruturada a fim de que o projeto seja realmente produtivo para todos.

E você? Utiliza trabalhos em grupo em sua docência? E os resultados, são positivos? Não deixe de compartilhar conosco a sua experiência ou de assinar nossa newsletter.

O Desafios da Educação é uma iniciativa voltada a líderes e gestores de Instituições de Ensino, que tem como objetivo compartilhar experiências e discutir as melhores práticas em Educação.

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