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13 novas tecnologias que devem despontar na área da educação no próximo ano

19/12/2014 -

O ano está acabando e muitas pessoas costumam fazer uma retrospectiva do que ocorreu durante o período. No entanto, na educação a palavra de ordem é futuro, e, antes de olhar para trás, é preciso saber o que vem por aí. O Education Dive fez uma lista de ferramentas para o ensino superior digital que darão o que falar em 2015. Confira a lista de itens que podem vir a fazer parte do cotidiano de sua instituição de ensino próximo ano:

Algumas tecnologias tendem a se destacar, no próximo ano, no que diz respeito ao ensino online. Fonte: LinkedIn

Algumas tecnologias tendem a se destacar, no próximo ano, no que diz respeito ao ensino online.
Fonte: LinkedIn

Biometric Signature ID
A identificação biométrica é uma tendência em várias áreas e não poderia ser diferente na educação, principalmente a online. Essa ferramenta é capaz de identificar se as provas finais ou testes estão sendo realizados, de fato, por um aluno registrado. O equipamento analisa como o usuário utiliza o dedo ou o mouse para desenhar certos caracteres.

FlexPath
A Capella University ganhou prêmios esse ano pela utilização de tecnologia que permite uma graduação ainda mais centrada no aluno. Com a possibilidade de realizar um curso superior voltado para seus objetivos na carreira, o estudante obtém o mesmo diploma do curso regular e aprende exatamente o que precisa para continuar progredindo em sua área de atuação. O FlexPath reconhece e flexibiliza o conhecimento, as capacidades e as experiências que o aluno em questão já possui e oferece um curso desenhado especialmente para ele. Além disso, as avaliações são realizadas de forma a emular as necessidades do mercado de trabalho.

Civitas Learning
Esse aplicativo permite à instituição de ensino identificar quais estudantes estão em risco de falhar ou tendo dificuldades em alguma disciplina. Além disso, é capaz de gerar análises que preveem a possibilidade de sucesso dos alunos, permitindo à instituição que adapte seu currículo e realize ajustes nos métodos de ensino.

Intelipath
A Universidade Técnica do Colorado criou essa plataforma adaptativa que está chamando atenção de especialistas. Utilizada nos cursos de MBA, ela é capaz de moldar o conteúdo às necessidades de cada aluno.

Ellucian
Os softwares e serviços oferecidos pela companhia Ellucian para instituições de ensino superior são utilizados para o recrutamento e retenção de alunos, aconselhamento, planejamento individual por parte do estudante e gerenciamento de dados. Esse tipo de ferramenta tem como principal objetivo o engajamento do estudante na própria educação.

OWL
Owl, em inglês, significa coruja. E essa também é a sigla para o online wrting lab, ou seja, laboratório de escrita digital. Criado pelo Excelsior College, o OWL acompanha e ajuda os estudantes em tarefas relacionadas à redação e à documentação de textos, bem como auxilia com a gramática e orienta para evitar plágios.

As corujas são um símbolo antigo de conhecimento, o que não significa que não podem se aliar à tecnologia. Fonte: Fine art American

As corujas são um símbolo antigo de conhecimento, o que não significa que não podem se aliar à tecnologia.
Fonte: Fine art American

Hitachi ID Systems
Essa ferramenta ajuda gestores de instituições de ensino superior a gerenciar a segurança da rede de computadores e promove acesso controlado por meio de identificação para funcionários e alunos. Além disso, o sistema da Hitachi gerencia o acesso de indivíduos que se identificam com diversos departamentos e usam diferentes dispositivos para se conectarem.

iDashboard
Dashboard quer dizer painel, em inglês, e se refere à interface de um software, é o local em que o usuário realiza suas tarefas. O iDashboard promove uma forma personalizada e customizada para que os gestores da instituição de ensino tenham um melhor acesso a seus dados e indicadores de performance. Dentre os indicadores estão a mensuração de matrículas e de retenção, as taxas de graduação, efetividade educacional, colocação de graduandos no mercado de trabalho, além de questões referentes ao consumo de energia, iniciativas verdes, controle financeiro, entre outros.

Estúdios de aprendizado do Johnson County Community College
Os chamados Learning Studios daquela instituição são locais em que os estudantes têm acesso a formas de aprendizado ligadas à tecnologia. Para isso, a Jonhson County melhorou sua rede, para que seus alunos tivessem uma melhor experiência voltada ao ensino online. Os estúdios estão chamando a atenção da crítica especializada por promoverem um encontro do ensino presencial com o digital.

Respondus
A companhia produz softwares que ajudam educadores a prevenir a famosa “cola” durante os exames online, como o LockDown Browser, que não permite que os estudantes acessem outros aplicativos durante a prova.

Skillsoft
O software produzido pela companhia, chamado Skillport, é utilizado por clientes tanto da área da educação quanto do campo dos negócios. Ele promove soluções em ensino digital, tais como cursos por demanda e vídeos online.

A identificação biométrica e os aplicativos que impedem a “cola” são tendências para 2015. Fonte: Frauhofer

A identificação biométrica e os aplicativos que impedem a “cola” são tendências para 2015.
Fonte: Frauhofer

U-Pace
Na Universidade de Winsconsin-Milwaukee, o U-Pace é uma abordagem instrucional que usa um sistema de gerenciamento educacional que une a educação baseada no ritmo de cada aluno com uma ampla assistência promovida por instrutores em cursos online.

Verificient Technologies
A companhia oferece um sistema de identificação à altura para substituir o tradicional inspetor de provas chamado Proctortrack, aplicativo que também tem a função de erradicar que alunos trapaceiem durante testes online. O software utiliza tecnologia de reconhecimento facial e biometria para escanear o rosto do estudante, além de monitorar continuamente o usos de mouse, teclado, webcam, browser e microfone, para se certificar que o aluno não use um substituto para realizar o teste ou utilize outros recursos para “colar”.

Essas são algumas ferramentas que estão despontando nos últimos nos meses e devem se destacar em 2015. Para os gestores, a lista é interessante não apenas para ficar por dentro das últimas tendências, mas para uma possível inspiração sobre que rumos tomar e que ferramentas adquirir para sua instituição.

E você? Pretende introduzir o uso de novas tecnologias no ano que se aproxima? Compartilhe conosco suas ideias. E não deixe de assinar a nossa newsletter.

 

 

 

 

 

Um novo experimento: provas menores e mais frequentes

17/12/2014 -

A polêmica a respeito de provas e testes é tão antiga que parece ser eterna. Os questionamentos sobre a efetividade e mesmo a justiça desse tipo de avaliação acompanham a vida acadêmica desde as primeiras séries do ensino formal até a graduação superior. Por um lado, é o método mais objetivo e igualitário de testar os conhecimentos dos alunos; por outro, fatores como ansiedade, cansaço ou insegurança podem afetar negativamente um estuante que se sairia muito bem em outras condições de ambiente. Pensando nisso, a Universidade do Texas, nos Estados Unidos, têm realizado experimentos no que tange à avaliação de seu corpo discente.

Naquele país, protestos contra as provas padronizadas têm se tornado lugar comum, sobretudo entre os pais de alunos ainda no Ensino Médio. Críticos do que aqui nós chamamos de “decoreba”, eles vêm exigindo das escolas que não transformem as atividades em repetições exaustivas sem reflexão. Essa oposição é embasada por recentes estudos que demonstram que as provas deveriam contribuir com o aprendizado do aluno, e não representar obstáculos. Tal movimento é o que levou a Universidade do Texas a novas abordagens.

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As temidas provas são objetivas, mas serão justas?
[FONTE: Milwaukee College]

Uma equipe de professores de Psicologia da instituição decidiu abandonar as provas tradicionais e substituiu os temidos exames finais por pequenos testes distribuídos ao longo do semestre. As perguntas rápidas eram respondidas logo no início de cada aula, retomando os conhecimentos adquiridos até então. A princípio, os estudantes não gostaram, pois sentiam ter obrigações constantes, enquanto alunos de outros cursos podiam esperar até o fim do semestre para se preocupar.

Mas a estratégia se mostrou acertada. Ao fim do período letivo, as turmas do experimento tiveram um desempenho significativamente melhor do que as turmas comuns, tanto nas notas finais quanto em um teste maior realizado para todas as turmas, a fim de medir os resultados da pesquisa. Segundo os psicólogos, os testes menores e mais frequentes beneficiaram principalmente aqueles alunos que só percebem que estão atrás do resto da turma durante os exames finais, quando já é tarde demais.

Boas notícias para o cérebro

O pesquisador Henry L. Roediger III, da Universidade de Washington, apoia a iniciativa do Texas e garante que esse é o melhor caminho para o ensino. De acordo com o especialista, testes variados – que não tenham sempre o mesmo formato, nem o mesmo tamanho e nem sigam o mesmo calendário - tornam o aprendizado mais profundo, por fugirem da rotina. Em maiores detalhes, o caso é que essas variações criam novas conexões no cérebro ao invés de utilizarem conexões já estabelecidas. E quanto maior a rede de associações mentais relacionadas a um assunto, mais sedimentado ele fica na memória.

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Testes frequentes podem evitar as enxaquecas de fim de semestre
[FONTE: Gainesville Scene]

Outra tática para promover essas benéficas conexões é criar testes que exijam conhecimentos interdisciplinares. Doug Rohrer, cientista cognitivo da Flórida, realizou diversos experimentos com crianças nos quais entregava a um grupo testes comuns com problemas de matemática, e, a outro grupo, testes que misturavam os problemas de matemática a outras habilidades, como a criação de gráficos. No curto prazo, os testes padrão produziram melhores resultados. Mas ao final do ano, os alunos que fizeram os testes mistos tiveram nota mais altas nos exames finais, com resultados cerca de 30% melhores.

Os testes frequentes sem dúvidas estão mais alinhados à tendência de acompanhamento próximo aos alunos. Em tempos de ensino online, sua realização é ainda mais fácil e contribui com o engajamento do estudante. Em sua instituição de ensino, como são aplicadas provas e avaliações? Quais os prós e contras de uma nova abordagem? Amplie o debate e assine nossa newsletter para seguir a conversa.

Como estimular a habilidade de escrever entre os estudantes

15/12/2014 -

O ato de escrever é um dos mais importantes na área da educação. Saber se expressar por meio de palavras é essencial em toda a trajetória acadêmica, desde as redações escolares, passado pelos projetos do ensino superior até as dissertações e teses da pós-graduação. A falta de confiança, muitas vezes, pode tornar essa tarefa difícil para o estudante. Algumas dicas, porém, podem auxiliar o a tutor, e até mesmo o gestor, a despertar o redator que existe dentro de cada aluno.

O ato de escrever é parte importante da vida acadêmica e deve ser estimulado entre os alunos.  Fonte: Uphill writing

O ato de escrever é parte importante da vida acadêmica e deve ser estimulado entre os alunos.
Fonte: Uphill writing

RAFT

Uma maneira interessante de ajudar os estudantes a compreender de que forma se estrutura um bom texto é a estratégia RAFT. A sigla é formada pelas palavras em inglês role (papel), audience (público), format (formato) e topic (assunto). O papel se refere a qual persona o escritor irá assumir e lhe dá um contexto para começar a redação. O papel pode ser o de aluno, pesquisador, colega de classe, professor. Esses são exemplos voltados ao contexto escolar, mas existem as mais diversas formas de assumir um personagem. O público, por sua vez, define para quem o texto está sendo escrito, o que irá, também, influenciar na escolha do estilo e das palavras. O formato se refere ao tipo de texto: resenha, crítica, crônica, carta, redação, projeto de pesquisa.

Por fim, o assunto estrutura a mensagem a ser passada e costuma ser definido por uma frase, desde o clássico infantil “como foram as minhas férias” até tópicos mais adultos como “o que aprendi a partir da leitura dos livros propostos na disciplina”. São tópicos ou assuntos também os títulos descritivos de trabalhos acadêmicos. Essa estratégia para esquematizar a escrita é uma ótima forma de compreender de que forma se dá a criação de um texto. E até mesmo criar tabelas de RAFT, ainda que sem redigir nada em um primeiro momento, pode ajudar o estudante a se habituar ao mundo da expressão por meio das palavras.

Estimulando o processo de escrita

Para tornar ainda mais interessante para o aluno começar a escrever, uma boa ideia é sugerir a redação de um texto a partir de uma imagem ou fotografia. Essa técnica irá permitir o aprofundamento da visão crítica, da criatividade e também do ponto de vista de cada um. Unir os estudantes em pequenos grupos de leitura, para que eles obtenham o feedback de seus pares sobre sua escrita também pode ser bastante estimulante. A resposta dos colegas pode fazer o aluno perceber que escreve melhor do que imaginava.

Os estudantes podem ter um ótimo feedback por parte de seus colegas, e isso pode ser proposto tanto na sala de aula física quanto na virtual.  Fonte: Raven

Os estudantes podem ter um ótimo feedback por parte de seus colegas, e isso pode ser proposto tanto na sala de aula física quanto na virtual.
Fonte: Raven

Encorajamento por parte do tutor

Muitas pessoas não se consideram bons escritores apenas porque não têm confiança para redigir. É papel do professor ou tutor encorajar o estudante a praticar a escrita, compartilhá-la, analisar seu próprio trabalho e buscar melhorar. Ainda, o aluno precisa ser constantemente lembrado de que um estudante é, antes de tudo, um escritor. É impossível passar pela vida acadêmica sem precisar se expressar adequadamente por meio da escrita. Assim, se visualizando como o redator que é, o estudante poderá assumir essa postura e ter mais confiança na hora de produzir um texto.

A escrita é uma habilidade importante a ser trabalhada em qualquer sala de aula, física ou virtual. Um estudante que se expressa bem certamente terá um diferencial em sua futura profissão, especialmente se tratando de áreas que não são tradicionalmente ligadas à arte da escrita. Trazer esse desafio para seus alunos é uma forma não apenas de ensiná-los a redigir, como de incrementar sua confiança também para outros tópicos de seu aprendizado.

Quais são as técnicas de encorajamento da escrita utilizadas em sua instituição de ensino? Os alunos são estimulados a escrever? Compartilhe conosco sua experiência. E não deixe de assinar nossa newsletter.

 

 

Como utilizar a análise de dados na educação

12/12/2014 -

Hoje, a área da educação conta com ferramentas avançadas na coleta de dados para atingir os resultados necessários ou mesmo para reestruturar cursos. Plataformas tais como a Blackboard Analytics auxiliam gestores a obterem informações qualitativas sobre suas instituições e a tomarem melhores decisões para chegar a um determinado objetivo. No entanto, os dados não são o início do processo, tampouco o fim: os resultados obtidos por um mecanismo de busca analítica são o meio de uma longa etapa de análise de informação. O bom uso dos valiosos números encontrados por ferramentas de coletas de dados vai depender não somente das respostas que eles fornecem, mas das perguntas feitas no início do procedimento. Confira algumas dicas para aproveitar melhor os dados ao gerir uma instituição de ensino:

O uso dos dados na educação está cada vez mais constante, ao passo que a tecnologia avança na área. Fonte: Realcomm

O uso dos dados na educação está cada vez mais constante, ao passo que a tecnologia avança na área.
Fonte: Realcomm

O que precisamos saber?

O primeiro passo para trabalhar com a coleta de dados no ensino superior é fazer as perguntas corretas. Somente a consciência do que de fato se procura pode levar à resposta final. Algumas temáticas são essenciais no que tange à área da educação. O diagnóstico do corpo discente mostra as necessidades de aprendizado dos alunos, facilitando a prescrição de um tipo de ensino adequado às demandas do grupo. O fluxo de informação constante sobre como os estudantes respondem à instrução também é importante para que o curso vá se ajustando, visando a melhores resultados. Outra busca interessante nas ferramentas de coleta de dados é uma previsão da performance dos alunos, o que permite perceber se as ações atuais estão promovendo uma real melhora no aprendizado. Por fim, ter ciência do que os estudantes já sabem (proficiência) ou aprenderam em um determinado intervalo de tempo (crescimento) são dados essenciais para medir o sucesso da instituição de ensino.

Como mensurar os dados de acordo com as necessidades da instituição

Após a pergunta base por quê? a evolução natural é se questionar como?. Existem duas formas básicas de analisar os dados obtidos: com referência em critérios e com referência em normas. Uma avaliação baseada em critérios analisa a performance de um aluno, por exemplo, independentemente dos resultados obtidos por seus pares, considerando um padrão pré-estabelecido. Em uma comparação com a rotina educacional, esse é o tipo de avaliação utilizada usualmente em provas e testes, que costumam ter uma nota de corte: a famosa nota vermelha, considerada abaixo da média, embora a média seja estabelecida pelo professor e não pela performance de todos os alunos. Já a avaliação com referência normativa avalia a performance do estudante ou da instituição dentro de seu contexto, gerando uma média ou uma pontuação que represente a maioria dos resultados obtidos pelos estudantes. Essas duas formas para analisar dados podem servir para todas as outras avaliações de informações obtidas pela instituição. É preciso decidir se os dados serão julgados de acordo com um critério pré-estabelecido ou de acordo com o contexto em que se encontram.

Apresentando os resultados obtidos

De posse das informações adquiridas por meio das ferramentas analíticas, é essencial que o gestor da instituição de ensino saiba como implementar mudanças a partir da pesquisa realizada. Para isso, o primeiro passo é compartilhar os resultados com professores, tutores e, se for o caso, estudantes. O sucesso da transposição dos dados para ações depende da forma como os agentes das futuras mudanças irão compreender as informações transmitidas, bem como sua importância. É essencial, nesse momento, retomar com o grupo o propósito inicial: por que motivo realizamos a coleta de dados em primeiro lugar? A partir daí, os resultados tomam corpo e se apresentam como respostas reais e contextualizadas, em vez de números que podem não fazer sentido para a equipe.

Compartilhar os dados obtidos com a equipe de professores é um momento crucial para a implementação de mudanças a partir dos resultados da análise. Fonte: Capital Management

Compartilhar os dados obtidos com a equipe de professores é um momento crucial para a implementação de mudanças a partir dos resultados da análise.
Fonte: Capital Management

Utilizando a informação

Ter um sistema de coleta de dados pode ser um grande diferencial para a instituição de ensino, mas isso não é verdadeiro se a ferramenta não for utilizada corretamente ao longo do tempo. Não basta apenas ter acesso aos dados, é preciso constantemente revisitá-los, não apenas em busca de novas respostas e resultados, mas também para fazer novas perguntas. Apenas o conhecimento do que mostram os dados não transforma a educação, é necessário utilizar essas informações para, a partir daí, implementar mudanças e gerir melhor as formas de instrução e obter os resultados esperados.

Embora a educação seja uma ciência basicamente qualitativa, o bom uso de resultados quantitativos pode incrementar o aprendizado. Não podemos esquecer que, por mais personalizada e centrada no estudante que seja a instituição de ensino, a avaliação por meio de notas e conceitos ainda é amplamente utilizada, até por ser considerado um critério justo e objetivo. Por isso, usar dados de forma inteligente pode fazer com que o aprendizado seja uma experiência mais enriquecedora para o aluno, e não apenas mais eficiente.

E você? Já utilizou ferramentas analíticas em sua instituição de ensino? Como trabalhou com os resultados obtidos? Compartilhe conosco essa experiência e assine nossa newsletter para ficar por dentro dos novos desafios da educação.

 

A motivação também é ferramenta de aprendizado

10/12/2014 -

Os cursos online ou mistos fazem do estudante o protagonista de seu próprio aprendizado, dando a ele mais autonomia do que costuma haver nos cursos comuns. Mas, como se diz na história do Homem-Aranha, grandes poderes trazem grandes responsabilidades. Ou seja, os alunos precisam assumir seus deveres para alcançar o sucesso. Logo, o engajamento e a motivação da turma são essenciais. Então, como gestores e professores podem garantir a participação discente? O site eLearning Industry reuniu dicas para engajar os estudantes.

Considerar o background
Conectar as novas lições ao conteúdo que os alunos já dominam é uma excelente técnica para aumentar a motivação e dar confiança aos aprendizes. Eles perceberão a importância que os ensinamentos anteriores têm para adquirir novos conhecimentos e confiarão que as novas informações também são relevantes.

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É assim que os alunos devem se sentir: com superpoderes educacionais
[FONTE: Entrepreneur]

Ao investigar o background dos alunos, o professor também pode perguntar a respeito dos interesses da turma, a fim de estabelecer vínculos pessoais entre o conteúdo a ser aprendido e os gostos pessoais dos pupilos. Assim, mesmo um estudante que não esteja particularmente interessado no curso, poderá se aproximar da matéria graças a outras referências.
Durante essas conversas, é interessante, ainda, convidar os alunos a compartilharem as dificuldades que tiveram em aulas anteriores. A turma se sentirá mais integrada e o professor terá mais informação sobre com quem está lidando, medindo as necessidades e potencialidades dos estudantes. O diálogo pode acontecer mesmo em salas de chat online, nas quais até os mais introvertidos se sentirão à vontade.

Com os fundamentos bem estabelecidos, o professor pode passar a buscar os objetivos dos estudantes. Se eles conseguirem determinar o que querem tirar das aulas, será mais fácil personalizar as lições para os interesses e para as metas da turma. Sabendo onde os alunos querem chegar, também será mais fácil trabalhar com exemplos do mundo real, traçando o caminho claro que eles devem seguir para chegar ao sucesso.

Mostrar o caminho
A EaD pode ser uma experiência nova para parte da turma, logo, é possível que estes estudantes não percebam o novo cenário imediatamente. Caberá ao professor ensiná-los a aprender, sendo claro a respeito das expectativas quanto à responsabilidade do aluno e mostrando os benefícios do ensino online. Sobretudo quando se trata de alunos mais velhos, objetividade é a chave para incentivar a motivação. Responda a perguntas práticas: por que se está apresentando uma tarefa, para quê, como e com quais resultados?

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Quando os alunos estão motivados, eles se tornam parte da solução, e não do desafio
[FONTE: Ideas tap]

O acompanhamento regular também é necessário para avaliar os progressos da turma e redirecionar as aulas conforme as especificidades do grupo. Como as interações na EaD se darão por meio de plataformas virtuais, vale dedicar um tempo de aula a apresentar os canais de comunicação e sanar dúvidas técnicas. Afinal, o primeiro passo para o engajamento do aluno é garantir que ele tenha na mão todas as ferramentas de que dispõe para tornar-se agente ativo de seu aprendizado.

Além de promover a motivação, é importante medir o sucesso das estratégias tomadas pelo professor. O site Educational Technology and Mobile Learning traz um infográfico que ajuda a identificar os alunos motivados daqueles que precisam de um empurrãozinho a mais. As observações servem tanto ao educador com relação a seus alunos quanto ao gestor com relação ao próprio corpo docente, afinal, os mestres também precisam estar engajados e motivados para enfrentar os desafios da carreira.

Na sua instituição de ensino, quais as táticas adotadas para manter a equipe engajada? Compartilhe sua experiência conosco e assine nossa newsletter.

O Desafios da Educação é uma iniciativa voltada a líderes e gestores de Instituições de Ensino, que tem como objetivo compartilhar experiências e discutir as melhores práticas em Educação.

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