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Sua universidade está acompanhando a evolução dos estudantes não-tradicionais?

26/07/2016 -

Ensino a distância

Por Matthew Small*

A economia global tem causado um impacto significativo no tipo de pessoa que acessa a educação superior. Alguns estudantes mais maduros precisam se requalificar para aumentar suas opções de empregabilidade; outros procuram o curso perfeito em outros países; ou, alunos da graduação precisam trabalhar período integral para pagar os estudos. Cada vez mais, os estudantes do ensino superior são considerados ‘não-tradicionais’. Com uma forte demanda por cursos flexíveis, informações acessíveis e qualificações internacionais reconhecidas, as universidades sofrem uma grande pressão para se adaptar e se tornarem competitivas.

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O recrutamento e retenção de estudantes são desafiadores, principalmente quando a competição vem das diversas opções de ensino. Afinal, os estudantes podem ter uma opinião formada sobre o que querem estudar, quando estarão disponíveis e onde querem estar enquanto estudam. A velha ‘universidade dos sonhos’ tem sido deixada de lado, pois o número de estudantes que estão dispostos a ir à universidade presencialmente, participar de palestras e entregar o trabalho em mãos vem diminuindo.

Novo perfil de aluno

A Blackboard percebeu essa mudança quando viu um aumento na demanda do seu ambiente de aprendizagem colaborativo online, com mais instituições de ensino superior começando a usar as soluções. Passamos algum tempo pesquisando esse novo ambiente educacional e, ao analisarmos os alunos dentro e fora da sala de aula, percebemos que eles estão mais proativos na customização dos estudos e com foco maior em qualificações, a fim de achar o caminho ideal na carreira que escolheram.

Também identificamos que os estudantes estão mais centrados, rigorosos em suas escolhas e com mais expectativas. A tecnologia aparece como a segunda natureza do estudante de hoje, e eles contam com ela para administrar suas vidas. Para eles, no estudo não pode ser diferente. Se todos os aspectos das suas vidas estão na palma da mão, por meio de um dispositivo móvel, então, eles esperam que na educação seja da mesma forma.

Algumas universidades têm feito um esforço apressado para atualizar seus sistemas para entrega de atividades, usando a tecnologia como um ‘jornal mural’, apenas para transmitir informações, sem permitir que os estudantes conduzam sua jornada acadêmica. Muitos operam com um sistema focado em entrega e suporte, desenhado para atender estudantes tradicionais em um modelo de ensino tradicional. Mas, esses estudantes são uma minoria e, certamente, é a hora de mudar.

Ao ignorar o estudante não-tradicional, a universidade enfrenta um risco maior do que ter que lidar com a frustração do estudante, pois sem flexibilidade para participar de atividades como sala de aula invertida, enviar trabalhos online ou engajar estudantes e os membros da instituição pela internet, alguns alunos ficam desmotivados, por não saberem como encaixar a educação em suas vidas. Como resultado, eles estão abandonando os estudos ou correndo para conquistar seus objetivos na carreira e questionando o real valor da educação.

A demanda por um ensino centralizado no aluno vem também do aumento do número de estudantes internacionais e da tendência de misturar e combinar cursos entre universidades, e de vez em quando, entre países – o que ajuda o aluno de hoje a alcançar seus objetivos futuros na carreira. Mesmo com a economia brasileira em crise e o dólar em alta, a procura de jovens brasileiros por cursos no exterior aumentou 600% entre janeiro e julho de 2015, se comparado ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Organizações de Viagens Educacionais e Culturais (Belta).

Então, quais são os próximos passos?

Algumas universidades estão mudando a forma como desenvolvem seus cursos, ministram palestras e engajam estudantes. Muito disso tem sido feito com suporte da tecnologia. Afinal, o mundo ganhou a primeira universidade sem papel, o Higher Colleges of Technologies dos Emirados Árabes Unidos, e é apenas uma questão de tempo até que outras sigam a tendência. No entanto, a tecnologia ainda não assumiu a liderança, embora ela permita que a universidade acompanhe o estudante.

Não importa se o aluno tem 51 anos e precisa apenas de novas certificações para se tornar mais relevante no trabalho; ou se tem 44 anos e não consegue pagar por uma formação profissional acessível; ou um estudante de 21, que não consegue articular bem suas habilidades para potenciais empregadores; ou um de 19, que quer conciliar trabalho, estudo e experiência internacional. O estudante tradicional está se tornando uma raridade, e a universidade que reconhecer isso e atender as necessidades dessa nova geração de alunos, terá sucesso ao mudar, para o bem, a forma da educação.

*Presidente da divisão internacional da Blackboard, empresa de tecnologia para educação

O celular pode ser o melhor aliado do professor no aprendizado

21/07/2016 -

tecnologia é alidada da educação

Gustavo Hoffmann*

Uma pesquisa recente da Unesco mostrou que 67% dos estudantes de países em desenvolvimento e emergentes que leem pelo celular consideram o aparelho conveniente para a leitura, porque o dispositivo está o tempo todo com o usuário. Afinal, a mobilidade, disponibilidade de WiFi e redes móveis nas instituições de ensino permitem o acesso a conteúdos de qualidade. Mas, muitas vezes, eles são os vilões do processo de ensino por causa do entretenimento com games, redes sociais e conteúdos irrelevantes para o contexto da aula exposta pelo professor. Como a maioria dos alunos do Ensino Superior é nativa digital e está sempre conectada, na sala de aula não é diferente – o celular acompanha o estudante em qualquer lugar, forçando os professores a se adaptar a essa realidade.

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O celular e o aprendizado

No modelo de sala de aula tradicional, o expositivo, a tecnologia é vista como o fim e não como o meio para alcançar um determinado objetivo. Muitas vezes, o professor expõe o conteúdo, e faz o papel de ‘sábio do palco’, e um mesmo ritmo de ensino é imposto para todos os alunos, que se tornam agentes passivos da aprendizagem. Muitas vezes, nesse tipo de aula, o celular concorre e ganha do professor na atenção do aluno, que pode checar informações em tempo real, acessar qualquer outro conteúdo mais atrativo, e, se a apresentação do professor não for interessante, o WhatsApp e as redes sociais serão. A maioria dos professores não gosta disso, pois os dispositivos móveis são como uma ameaça ao bom andamento da aula.

Já as metodologias ativas de aprendizagem exigem mais do aluno em sala de aula, pois ele não se torna apenas um ouvinte. A tecnologia media sua participação e os dispositivos móveis são indispensáveis por permitirem o acesso ao conteúdo e promoverem a interação entre alunos e professores. Na aplicação do processo de aprendizagem por pares, ou Peer Instruction, por exemplo, o uso dos dispositivos é parte do processo. A proposta das metodologias ativas faz com que o aluno se torne responsável pela busca e construção do conhecimento por meio de atividades que partem de um problema, e o conteúdo é a ferramenta utilizada para apoiar a solução. O acesso pode ser feito em qualquer hora e lugar, quantas vezes o aluno quiser ou precisar, por meio dos dispositivos móveis.

Nesse sentido, um ambiente virtual de aprendizagem é indispensável, pois ele ajudará a instituição a organizar o conteúdo e disponibilizá-lo no formato de vídeo-aulas, podcasts, textos, games e outros objetos que não apenas atraem esse novo aluno conectado, mas facilitam o processo de aprendizagem e respeitam o ritmo de cada indivíduo. Ou seja, a aula (acesso ao conteúdo) acontece fora da sala e a lição de casa (resolução de problemas) na instituição, e por isso, o termo sala de aula invertida ou “Flipped Classroom”. É difícil desvincular esse modelo do uso dos dispositivos móveis.

Modelo tradicional x metodologias ativas

Enquanto no modelo tradicional o uso do celular pode comprometer o processo de aprendizagem, em metodologias ativas o mobile é um grande aliado, quando bem aplicado. Com o apoio de um bom software de aprendizagem com integração para o mobile o aluno pode ter mais acesso conteúdo, dinâmica na interação com o professor e, por fim, o ambiente de aprendizagem criado se trona mais lúdico, com a inclusão de games educacionais ou outras ferramentas que podem transformar a experiência em sala de aula.

Por isso, as instituições devem ter em mente que a tecnologia é um facilitador para o engajamento do aluno, mas que deverá estar sustentado por toda metodologia pedagógica. Rever o atual modelo de ensino não é uma tarefa simples, porque é preciso romper barreiras e pensar em novas metodologias de ensino e aprendizagem, mas é uma mudança que vale a pena.

*Parceiro da Blackboard Brasil, pró-reitor da UNIPAC e diretor acadêmico e de EAD do Grupo Alis Educacional

Seis formas como a faculdade pode incentivar a participação dos estudantes no processo de aprendizagem

12/07/2016 -

Como aumentar a participação dos alunos em sala

Essas são algumas formas como a Instituição de Ensino pode promover a participação dos estudantes. São seis ideias para aumentar o comprometimento dos alunos e fortalecer o corpo docente no processo de aprendizagem.

Redefinir o que é participação
A Instituição deve promover a participação dos alunos além dos comentários em sala de aula. Permitir que façam contribuições eletrônicas – incentivando que os professores também se comuniquem por e-mail ou oferecendo espaço para dúvidas e comentários no site do curso, por exemplo – com perguntas que não foram feitas na aula, comentários que eles não conseguiram fazer ou um insight que ocorreu somente após a aula. Em sala de aula, os professores devem considerar a participação dos estudantes de forma diferente. Talvez seja hora de parar de forçar a participação e deixar os alunos falarem porque têm algo a dizer.

Cultivar a presença do professor de forma a estimular o comprometimento
Começa sendo presente. Isso significa não apenas estar lá fisicamente, mas também estar atento ao que acontece todos os dias, em cada interação. Uma presença de ensino engajada é comunicada por comportamentos não-verbais, que incluem confiança, conforto, antecipação e grandes expectativas. O espaço da sala de aula, não importando se é físico ou virtual, é compartilhado com os alunos. Incentive os professores a ocupá-la, a interagir com os estudantes. As atitudes do professor promoverão o comprometimento dos alunos de forma tão genuína e autêntica quanto for seu comprometimento – com o conteúdo, com os estudantes e com o aprendizado.

Dedique tempo para falar sobre aprendizado – o que implica e por que é importante
Esse não é o mesmo cansativo e velho discurso sobre como é um caminho difícil e que certamente uma porcentagem dos alunos não vão conseguir. Sim, há um conteúdo difícil de dominar, mas com esforço pode ser conquistado. É sobre o relacionamento do corpo docente com o processo de aprendizagem. A maior parte dos alunos ainda não se apaixonou por aprender. Eles pensam que gostam do aprendizado fácil, memorizando algumas informações que podem esquecer depois, ou que conseguem aprender fazendo o mínimo. É função da Instituição de Ensino introduzir os estudantes ao aprendizado que cativa sua atenção, desperta sua curiosidade, amplia suas mentes e os faça sentir realizados.

Dê aos estudantes participação no processo
A Instituição e os professores tomam todas as decisões sobre o aprendizado dos alunos. Eles decidem o que os estudantes vão aprender, como eles irão aprender (fazendo provas, escrevendo trabalhos etc), o ritmo e as condições em que irão aprender. E, então, decidem se os alunos aprenderam tudo. Estudantes podem ter algum controle sem tirar as responsabilidades associadas ao professor. Permita que os alunos tomem decisões nesse processo – quais tópicos serão discutidos na revisão do exame, se questionários participarão com 10% ou 20% da nota, se o professor escolhe alguém da turma ou se os próprios alunos se voluntariam, se o projeto final é um trabalho impresso ou uma apresentação – e perceba o que acontece no comprometimento deles.

Projete atribuições autênticas e ensine experiências
É mais provável engajar os estudantes enquanto fazem trabalhos sobre o tema da disciplina do que explicando sobre ela. Isso significa que contribuir na prática colabora mais no processo de aprendizagem. Eles vão fazer bem o trabalho da disciplina? Provavelmente não. Eles são novatos e trabalham com um conteúdo difícil diante de um especialista. Mas é errando que se aprende. Além disso, fazer exercícios práticos mostra que o trabalho importa – e isso motiva o comprometimento.

Use questionários, testes e exames cumulativos
Quanto mais os alunos precisam relembrar o que aprenderam, mais fácil se torna memorizar o conteúdo. Invista em atividades que requerem revisões regulares do material do curso: desafiando-os a encontrar algo em suas notas ou começando a aula com uma breve revisão – não do conteúdo da aula de ontem, mas do conteúdo da semana passada ou da anterior. Agendar questionários regulares também podem proporcionar oportunidades para aprender e dar apoio para os exames com peso maior na nota.

Adaptação do artigo de Maryellen Weimer, Phd, publicado originalmente em inglês no site Faculty Focus

 

Luiz Trivelato: Educação a distância no Brasil, que mercado é esse?

05/07/2016 -

Luiz Trivelato fala sobre o mercado de ensino a distância no Fórum de Lideranças

Luiz Trivelato fala sobre o mercado de educação a distância no Fórum de Lideranças

Um produto com capacidade de incluir diferentes estudantes, em especial das classes C, D e E, seja qual for a cidade onde estejam. Para Luiz Trivelato, Diretor Executivo da SAGAH, será comum encontrar, em alguns anos, uma maior oferta de vagas na educação a distância do que no ensino presencial.

– Existem atualmente no Brasil cerca de 4,1 milhões de alunos cursando uma graduação e 19,8 milhões concluindo o ensino médio. O mercado tem uma demanda enorme a ser atendida – apresentou Trivelato no Fórum de Lideranças: Desafios da Educação.

Segundo Trivelato, a educação a distância é mais complexa do que o ensino presencial, por exigir mais dedicação e organização por parte dos alunos. Além disso, é importante apresentar os conteúdos de forma mais atrativa, já que se perde o contato físico entre estudantes e professores. Por isso, ele recomenda que as primeiras cadeiras EaD sejam as disciplinas mais legais e naturalmente atrativas. O diretor da SAGAH também indica que se concilie conteúdo, tecnologia e agilidade em processos.

No entanto, é um produto que não encontra barreiras físicas, podendo alcançar os estudantes onde estiverem, até mesmo por meio do celular.

– Para ajudar as Instituições de Ensino a aprimorarem os cursos EaD, a tendência natural é de que as editoras de livros acadêmicos se voltem à produção de conteúdo, de forma didática e interessante, baseadas nos melhores livros e principais autores – conclui.

“A mente humana aprende de forma única e contínua”, afirma Ronaldo Mota

28/06/2016 -

Ronaldo Mota foi um dos palestrante do Fórum de Lideranças: Desafios da Educação

Ronaldo Mota foi um dos palestrante do Fórum de Lideranças: Desafios da Educação

Uma pessoa presa em uma solitária ainda consegue aprender alguma lição. Além disso, cada um aprende de forma única, fazendo diferentes associações. É assim que Ronaldo Mota, reitor da Universidade Estácio de Sá, sintetiza o aprendizado, defendendo que o papel do professor em sala de aula é o de orientação.

>> Veja como foi o Fórum de Lideranças
>> Baixe as apresentações de todos os palestrantes

– Mais importante do que saber se o aluno aprendeu é fazê-lo entender como funciona o seu aprendizado: qual hora do dia ele tem mais capacidade de aprendizagem, por exemplo? – detalhou o reitor em palestra durante o Fórum de Lideranças: Desafios da Educação.

Mota explicou que, hoje, a educação é baseada na média de capacidade dos alunos, utilizando-se as mesmas provas, mesmas aulas e idênticos métodos de avaliação, desconsiderando as particularidades de cada estudante.

É preciso empatia para estabelecer relações humanas. O professor cognitivo do passado precisa ser substituído pelo educador metacognitivo, uma espécie de tutor – garantiu.

Dessa forma, o professor metacognitivo leva cada aluno a refletir sobre como aprende, favorecendo tanto os estudantes acima da média quanto os que têm dificuldades no processo de aprendizagem.

O Desafios da Educação é uma iniciativa voltada a líderes e gestores de Instituições de Ensino, que tem como objetivo compartilhar experiências e discutir as melhores práticas em Educação.

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