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Notícias como ponto de partida para o ensino da escrita

23/01/2015 -

Em um mundo tão conectado no qual sobra conteúdo, encontrar textos ruins é tarefa fácil, especialmente com a proliferação de autores de redes sociais. Por outro lado, o acesso à informação permite que gestores e professores de instituições de ensino superior façam uso de textos além dos materiais didáticos tradicionais. É o caso das notícias, que podem servir de exemplo de como escrever bem e de como estruturar textos dentro da sala de aula, seja ela presencial ou virtual.

Leah Levy, que trabalha escrevendo como editora do site Edudemic, dá algumas dicas do que pode ser explorado nesse tipo de conteúdo e de como professores podem aproveitar esse conteúdo que além de atual, está presente na vida das pessoas diariamente. Confira abaixo quatro maneiras de utilizar as notícias em exercícios de escrita.

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Notícias podem ser conteúdo de aulas onde a escrita é o tema de estudo
FONTE: Campus Diaries

1) Use o formato para ensinar estrutura, retórica e teses:
As notícias, por terem o propósito de informar e de suscitar o debate, possuem uma estrutura própria e elementos indispensáveis. Uma forma de mostrar isso aos alunos é pedir que eles levem dois textos, um com uma grande questão e outro mais divertido e, em conjunto, desconstruam ambos os conteúdos. Peça que depois de ler cada um dos textos, eles resumam cada parágrafo e invertam a ordem deles. Desta forma, os estudantes poderão compreender a importância da lógica do texto e como se desenvolve o fluxo de informações.

As notícias, embora se preocupem mais com fatos, também oferecem ao leitor, dependendo do assunto, lados e opiniões diversas. Esse tipo de texto ajuda o professor a desenvolver no aluno seu poder de autor, isto é, de alguém capaz de mostrar sua própria opinião com as palavras e também os vieses em um texto. Neste caso, o professor pode debater técnicas para escrever um texto mais equilibrado e também a importância de conhecer a fonte da informação, afinal, todos possuem uma opinião que não necessariamente é uma verdade absoluta.

Outras práticas sugeridas pela autora é que se pergunte aos alunos o que falta no texto em termos de informação, como eles contariam aquela história, que se use as notícias para prover debates a partir de fatos das notícias ou que se fale sobre os comentários. Hoje, quase todos os sites noticiosos permitem que seus leitores comentem as matérias lidas, dando ainda mais dados e opiniões para o estudante refletir enquanto analisa uma notícia.

2) Discuta a mensagem enquanto multimídia
Em notícias veiculadas nos jornais e em revistas, o professor e sua turma podem ficar mais limitado à análise das palavras e da imagem. Mas se a instituição de ensino que você gerencia tem uma sala com computadores, ou internet liberada, os professores podem muito bem convidar os alunos a estudarem as notícias multimídia, ou seja, que possuam vídeo, áudio ou ainda infográficos interativos. Ou seja, mais do que discutir as palavras, esse tipo de notícia multimídia permite que o aluno vá além e pense também no suporte, e como o tipo de mídia o muda a forma de informar e até de usar as palavras.

3) Expanda o vocabulário
Pode parecer estranho, mas ensinar os alunos a parar e procurar uma palavra que não conhecem antes de continuarem a leitura é mais importante do que nunca na era da internet, em que a velocidade é mais bem avaliada do que a profundidade. Um ótimo exercício é atribuir a cada estudante uma letra do alfabeto e, em seguida, pedir que cada um encontre cinco palavras desconhecidas na notícia e que tente evoluir a partir dela, não só encontrando seu significado, mas refletindo sobre seu uso.

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Títulos podem dar a impressão errada: o título deve atrair mas também resumir a história
FONTE: Connectivity

4) Analise o título e preveja a história
Para Leah, as manchetes são uma lição à parte. Idealmente, o título deveria captar a essência da história, mas está cada vez mais se tornando uma forma de capturar cliques. Às vezes, isso não chega a ser um problema, mas por vezes pode não apenas enganar o leitor como ser irresponsável com ele. É importante que os alunos tenham uma boa noção de como as manchetes funcionam e que não percam tempo analisando uma história que é diferente do que se espera. Para fazer isso, cortar uma série de manchetes e dar aos seus alunos para que eles prevejam sobre o que é a notícia é um bom exercício. O título é preciso e abrangente? É justo? Se não, por que não é, e como poderia ser corrigido?

Estudantes de todas as partes do mundo e de todas as idades são constantemente bombardeados com informações. Usar a notícia que ele já consome com frequência para se informar pode ajudá-lo a se concentrar, fazendo com que ele aprenda com elas, exercendo suas habilidades críticas. E por meio da análise da construção do texto, o professor também estará ensinando como o estudante pode comunicar suas próprias ideias, um conhecimento essencial durante os estudos, mas que será levado para a vida toda.

E você, que outros materiais do dia a dia leva para a sala de aula com ajuda dos professores? Conte para nós algumas das ideias de sucesso na instituição que gerencia. E se quiser saber mais sobre nossas discussões, é só assinar a newsletter.

Planejamento colaborativo: ferramenta para professores do futuro

21/01/2015 -

Não é novidade que a sala de professores é um local de troca de ideias e de experiências e até mesmo um espaço de aprendizado para os docentes, que aprimoram suas técnicas no convívio com os colegas. Mas, às vezes, para criar um verdadeiro ambiente de colaboração, é preciso mais incentivo. O site Edutopia reuniu oito dicas para criar uma rede colaborativa baseando-se nas iniciativas do Institute of Play, entidade norte-americana que pretende disseminar os jogos de ensino nas escolas daquele país.

Apesar do foco na gameficação, o instituto se propõe também a ser um laboratório para novas dinâmicas de relações entre professores e alunos. Nas escolas em que o grupo atua, em pouco tempo os currículos se transformaram, graças ao planejamento feito em parceria entre corpo docente e discente. A colaboração entre todos os interessados facilitou a resolução de problemas e fez surgir novas abordagens mais motivadoras aos alunos. Por isso, apresentamos aqui as dicas para que os gestores e professores brasileiros possam adotar medidas colaborativas em suas instituições de ensino.

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A interação entre professor e turma deve ser o mais dinâmica possível
[FONTE: UC Davis]

#1 Cultivar a confiança
Para que possa existir uma verdadeira troca de ideias e opiniões, é essencial que os professores conheçam o trabalho uns dos outros. Para isso, visitas a outras salas, acompanhamento de aulas dos colegas e observação da interação com os alunos são boas ferramentas, mas todos precisam estar confortáveis com a situação. Busque estabelecer um ambiente de debates sem julgamentos.

#2 Abandonar ideias fixas
A sugestão dos especialistas do Institute of Play parece polêmica: falhe com frequência. Mas a ideia é apenas colocar em prática a tática de tentativa e erro. Falhar com frequência significa abandonar ideias que não deram resultado e logo adotar novas, sem apego ao que frustrou as expectativas.

#3 Testar
Se o plano é aderir à tentativa e erro, tentar é fundamental. Estabeleça uma fase de testes para suas ideias, mesmo que elas ainda estejam no papel. Convide colegas e alunos para opinarem sobre seus projetos e avalie suas considerações. Melhor falhar cedo do que tarde.

#4 Simplificar
Naturalmente, quanto mais complexo um projeto, mais perguntas ele vai suscitar. Tomando como exemplo um plano de aula, é melhor ter uma estrutura simples, com diretrizes gerais, e adicionar os detalhes com o tempo, conforme as atividades desenvolvidas nas aulas. Isso evita que os alunos se distraiam com o plano ao invés de focar na lição do dia.

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Uma ideia pode surgir com várias contribuições, mas é melhor manter a simplicidade
[FONTE: mindjet]

#5 Não dê um passo maior que a perna
Muitos projetos falham porque começam com pretensões altas demais, crescendo mais rápido do que suas bases. Quando houver coisas demais acontecendo, reduza as metas e volte alguns passos atrás. Evoluir devagar com passos sólidos pode exigir mais paciência, mas vai trazer melhores resultados.

#6 Envolver os alunos
Em qualquer instituição de ensino, os alunos são protagonistas e os maiores interessados no sucesso do aprendizado. Logo, por que não incluí-los no planejamento desde o início? Convide o corpo discente para as discussões de currículo e de objetivos. Mesmo que não seja possível chegar a um consenso, eles se sentirão mais acolhidos.

#7 Olhar em volta
Às vezes uma ideia genial, mas muito mirabolante, naufraga antes da hora por falta das ferramentas e dos materiais necessários para colocá-la em prática. Quando traçar um plano, considere que materiais você tem por perto: é possível contar com vídeos, murais, auditórios, computadores? Essas perguntas são importantes para manter uma postura realista.

#8 Personalizar
Parece óbvio, mas se o plano de aulas contemplar assuntos dos quais os alunos gostem, eles se sentirão mais motivados a estudar. Tente adaptar o conteúdo aos interesses da turma, fazendo conexões entre o que deve ser estudado na disciplina e as atuais conversas do grupo.

Todas essas dicas apontam na mesma direção: várias cabeças pensam melhor que uma. Assumir a colaboração como estratégia exige certa humildade, mas criará um senso de comunidade de grande valor dentro da instituição. Se você já fez experiências com essas práticas, compartilhe conosco e assine nossa newsletter para seguir o debate.

Como aumentar as chances de sucesso dos estudantes

19/01/2015 -

Com a inserção de novas tecnologias na área da educação, o acesso ao ensino superior vem se ampliando, e muitas pessoas que antes não se imaginavam com um diploma, hoje, são estudantes de graduação. No entanto, ao passo que o acesso existe, o desafio das instituições de ensino é garantir o sucesso do aluno nessa empreitada, mantendo as taxas de formação tão altas quanto as de matrícula, e promover um maior engajamento do estudante na própria graduação. A organização Next Genereation Learning Chalenges (ou desafios de aprendizado da nova geração, NGLC), que premia soluções em tecnologia na educação, publicou um infográfico com sete dicas de ferramentas e métodos que podem ajudar no sucesso do aluno. Os dados foram obtidos a partir das inscrições para as premiações da NGLC nos últimos anos.

Algumas atitudes podem levar os alunos direto para o sucesso acadêmico e profissional. Fonte: Huffington Post

Algumas atitudes podem levar os alunos direto para o sucesso acadêmico e profissional.
Fonte: Huffington Post

#1 Inovação
De acordo com o que foi descoberto por aquela organização, a partir de pesquisa com quase 70 mil estudantes, 282 entidades e mais de mil instrutores, as grandes inovações costumam ter maior impacto positivo sobre os estudantes. Principalmente aquelas que requerem mudanças instrucionais específicas. Para eles, os resultados a partir da implementação de um modelo inteiramente novo de curso pela instituição, que seja baseado em tecnologia e com currículo e modelo educacional inovadores, são os maiores estímulos ao sucesso nos últimos anos.

#2 Subindo os degraus
Utilizar métodos mastery-based learning (aprendizado de domínio) com os estudantes, no qual é respeitado o tempo de cada um, e substituir as lições tradicionais por exercícios baseados em dados referentes ao próprio estudante são maneiras de engajar os alunos. O ideal é que cada um avance conforme vai adquirindo proficiência no conteúdo.

#3 Capacitação
O treinamento adequado para professores e tutores é essencial para que os alunos obtenham sucesso acadêmico e profissional. Invista na capacitação profissional.

#4 Treinamento tecnológico
O maior desafio apontado pelas instituições pesquisadas foi a falta de domínio tecnológico por parte dos estudantes. Ao implementar o uso de novos métodos e ferramentas, é essencial que os alunos sejam treinados para utilizá-los. Os gestores devem promover não só apenas o conhecimento, por parte do aluno, de cada dispositivo utilizado, como explicar sua relevância e possibilitar a proficiência na tecnologia em questão.

A implantação de novas tecnologias só será bem sucedida se os estudantes dominarem as ferramentas. Fonte: CLP

A implantação de novas tecnologias só será bem sucedida se os estudantes dominarem as ferramentas.
Fonte: CLP

#5 Dividindo o projeto
As inovações são adotadas mais amplamente quando os projetos são aplicados em forma de consórcio juntamente com a comunidade ou com escolas. Para acelerar a eficiência do novo método implantado, a instituição de ensino pode compartilhar suas melhores práticas e recursos investindo em projetos que retribuam para a comunidade ou engajem instituições de educação básica.

#6 Superando obstáculos
Os projetos mais bem sucedidos dentre os analisados apontaram que, para superar obstáculos operacionais, é preciso planejamento e gerenciamento de dados. Foque na operacionalidade técnica e institucional, bem como nos requisitos acadêmicos.

#7 Rotatividade não ajuda
Mudanças frequentes afetam negativamente a continuidade do projeto educacional. É essencial que a instituição de ensino, ao instituir uma grande mudança tecnológica, estabeleça suas metas educacionais e crie um plano de longo prazo em cima delas, a partir de um projeto que permita a sua continuidade. Lembre-se, o objetivo é a mudança, mas visando ao estabelecimento de um projeto bem sucedido e não a constantes inovações sem rumo.

Ao estabelecer suas sete lições para aumentar o sucesso dos estudantes, a NGLC ainda dividiu em quatro categorias os finalistas da última edição de seu prêmio: cursos abertos, ensino híbrido, estratégias de aprendizado aprofundadas e uso de dados. De acordo com a organização, esses tópicos prevalecem quando o assunto é inovação voltada para o sucesso. É importante para os gestores manterem essas temáticas em mente na hora de implementar novos métodos em suas instituições.

E você? Que métodos utiliza para aumentar a chance de seus alunos serem bem sucedidos. Compartilhe conosco. E, para manter-se sempre atualizado sobre os novos desafios da educação, assine nossa newsletter.

 

 

 

 

 

A nova geração do ensino superior

16/01/2015 -

O surgimento da educação a distância não apenas trouxe novas possibilidades para o ensino, mas também para quem o procura. Naturalmente, as quebras de paradigmas provocadas pelo ensino online foram capazes de transformar o perfil do estudante de ensino superior. Se antes a área era dominada por jovens egressos do ensino médio e ainda distantes do mercado de trabalho, hoje, adultos que já trabalham e querem retomar os estudos ou se especializar estão se destacando nos cursos de graduação. Embora mais velhos em termos de idade, essa, que é chamada a nova geração da educação superior, tem características próprias e, portanto, necessidades específicas.

A nova geração de graduandos divide as responsabilidades acadêmicas com as profissionais. Fonte: The Evolllution

A nova geração de graduandos divide as responsabilidades acadêmicas com as profissionais.
Fonte: The Evolllution

Como dito anteriormente, os novos graduandos costumam ser pessoas que já estão inseridas no mercado de trabalho, além de muitos possuírem família. Dessa forma, é importante que a instituição de ensino tenha em mente que esses alunos irão dividir seu tempo entre a vida profissional, a vida estudantil e a vida pessoal. O ensino personalizado e a flexibilização dos horários são essenciais para esse perfil de estudante. Outrossim, é interessante que o currículo acadêmico seja conectado à realidade do mercado, promovendo o encontro do aluno com oportunidades de emprego.

Algumas palavras-chave definem as demandas dessa geração:

- Híbrida: a otimização da flexibilidade e do aprendizado pode ser obtida por meio da mistura entre ensino online e alguns encontros presenciais com tutores.
- Personalização: aulas no final da tarde, suporte em tempo real e currículos flexíveis e focados na realidade do mercado são definições feitas sob medida para o adulto que já trabalha.
- Flexibilidade: o estudante deve ser capaz de propor e gerenciar seus horários de acordo com sua disponibilidade.
- Acessível: para se tornar acessível em termos de preço, o curso deve focar na possibilidade do progresso rápido do aluno e oferecer a opção de alguns créditos gratuitos ou com custos reduzidos
- Relevância: turmas formadas por alunos que já têm experiência trabalhística tendem a se interessar por cursos baseados nas competências requeridas pelo campo escolhido, não apenas em disciplinas teóricas.
- Convincente: os professores e tutores devem ter experiência na área que lecionam.
- Motivação: para manter os alunos engajados nos estudos, são recomendados projetos em equipe e bons debates sobre a área.
- Atual: os gestores devem estar atentos às novas tecnologias para oferecer uma experiência de aprendizado com total acesso online e por dispositivo móvel.

A flexibilidade de horários é característica essencial do curso voltado para a nova geração de aprendizes, que precisa gerenciar o próprio tempo para o aprendizado. Fonte: Online Courses

A flexibilidade de horários é característica essencial do curso voltado para a nova geração de aprendizes, que precisa gerenciar o próprio tempo para o aprendizado.
Fonte: Online Courses

É interessante oferecer também para o novo estudante de graduação a possibilidade de obter créditos por meio do aprendizado realizado na prática, especialmente em áreas técnicas. Outras sugestões para suprir as demandas desse grupo são projetos baseados em competências ou propostos pelo aluno, de acordo com seus interesses, e estrutura de ensino modular.

A nova geração do ensino superior, por possuir experiência de vida, torna-se um público extremamente exigente e formado por egressos que costumam ser muito bem sucedidos em suas áreas, além de criarem relações mais duradouras com a instituição de ensino, permitindo uma maior retribuição.

Sua instituição de ensino está preparada para a nova geração? Não deixe de compartilhar conosco seus pontos de vista ou de assinar a nossa newsletter.

 

 

6 tecnologias emergentes na educação que devem se popularizar nos próximos anos

14/01/2015 -

A educação é uma área dinâmica, por isso, novas tecnologias emergem constantemente. O uso de novas ferramentas, porém, não afeta apenas de forma prática a maneira de ensinar. Toda vez que uma nova possibilidade tecnologica surge, as teorias da educação são revistas, readaptadas e atualizadas. Por isso, professores e gestores devem sempre estar atentos às novidades da área. O site Educators Technology and Mobile Learning publicou uma lista contendo seis tecnologias emergentes que vêm se destacando na educação digital e que todo educador deve conhecer:

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As novas tecnologias provocam mudanças constantes nos modos de pensar e fazer educação.
Fonte: Hastac 

#1 Conhecimento na nuvem

Nos últimos tempos, o arquivamento de dados online, na chamada nuvem, chamou a atenção de todos os usuários de internet. No campo da educação, isso deve ser aproveitado. Os grandes benefícios de utilizar esse método de armazenamento são a economia por parte da instituição de ensino e maior acesso à informação por parte dos estudantes. Além disso, o compartilhamento de conteúdo, tanto por parte da instituição quanto por parte dos alunos, é estimulado.

#2 Educação móvel

O uso dos dispositivos móveis, tais como tablets e smartphones, não é novidade para quem trabalha com EAD, pois permite o acesso remoto à internet. No entanto, agora começam a surgir métodos educacionais e plataformas que sejam desenhadas a partir das características desses dispositivos, como a localização via GPS. O aplicativo Wild Lab, por exemplo, coleta dados científicos sobre pássaros enviados por quaisquer estudantes a partir de seus celulares e que são enviados para o laboratório de ornitologia da Universidade de Cornell (EUA).

#3 Aprendendo com games

Nós já falamos aqui no Blog a respeito da gameficação e sobre como a lógica dos jogos pode influenciar o currículo acadêmico. A tendência é que o uso dos jogos seja ampliado nos próximos anos, tanto na educação online quanto na presencial.

#4 Conteúdo aberto

Após o sucesso dos MOOCs (massive online open courses, ou cursos massivos e abertos online), é uma tendência natural que grandes universidades passem a disponibilizar e produzir conteúdo para a web. A tendência é que surjam, também, espaços online nos quais professores de todo o mundo possam contribuir com conteúdo cientifico e compartilhar conhecimento livremente.

#5 Utilizando dados para melhorar o ensino

Outra tendência lançada na EAD que tende a se popularizar nos próximos anos é o uso e a análise de dados na educação. Com as informações obtidas por meio de ferramentas como o Blackboard Analytics, gestores podem consultar o sucesso de seus currículos e reestruturar seus cursos, além de personalizar seus métodos de ensino. Com o aumento do acesso a essa tecnologia, o uso de dados tende a ser uma fonte de aprimoramento também na educação básica em um futuro próximo.

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A análise de dados cada vez mais desponta como uma ferramenta poderosa nas inovações educacionais.
Fonte: Delta Wire

#6 Ensino personalizado

Muitas instituições de ensino a distância já lançam mão desse recurso tão importante, mas, ao longo dos próximos anos, a individualização do ensino, por meio de plataformas adaptativas, será uma realidade para grande parte dos estudantes. Os Personal Learning Environments (PLE), ou ambientes de aprendizado personalizados, na sigla em inglês, têm se mostrado uma abordagem bem sucedida na área da educação digital e tendem a ganhar força daqui para diante. E essa não é apenas uma novidade possibilitada pela tecnologia, é também uma forma de repensar o ensino. Logo, a experiência bem sucedida da sala de aula digital irá predominar também nos ambientes híbridos, que, por sua vez, serão cada vez mais uma constante no ensino.

Todas essas tecnologias e possibilidades não são desconhecidas de quem acompanha o blog Desafios da Educação. No entanto, elas despontam como métodos que estão ganhando força e devem se tornar cada vez mais comuns em instituições de ensino. Dentre tantas novidades surgidas no último ano, a lista se mostra uma boa seleção de abordagens e técnicas que deram certo e que devem ser de conhecimento de todo gestor da área.

E você? Adotou algum desses métodos em sua instituição de ensino nos últimos tempos? Pretende trazê-los para o dia a dia de seus estudantes no ano que se inicia? Compartilhe sua experiência conosco e não deixe de assinar a nossa newsletter.

O Desafios da Educação é uma iniciativa voltada a líderes e gestores de Instituições de Ensino, que tem como objetivo compartilhar experiências e discutir as melhores práticas em Educação.

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