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Saiba quais foram as melhores inovações para a educação em 2016

11/01/2017 -

Inovações para a educação

Seus alunos e a tecnologia têm mais em comum do que se pensa: estão em constante evolução. Por isso, utilizar os melhores recursos digitais – como aplicativos, sites e vídeos – tornam as aulas mais enriquecedoras para os estudantes e o gerenciamento da turma mais fácil para os professores. Conheça a seguir quais foram as melhores inovações para a educação em 2016 – e que certamente continuarão evoluindo em sala de aula neste ano.

As melhores tecnologias de 2016

1. Makerspaces

Os Makerspaces são laboratórios comunitários onde diferentes ferramentas – desde impressoras 3D até furadeiras e lixadeiras – são utilizadas para criação de inúmeros projetos: a criatividade é o limite. Dentro de universidades e outras instituições de ensino, dão a possibilidade de que os alunos utilizem equipamentos para inovar em projetos que podem inclusive transformar a vida da comunidade onde está montado.

O primeiro Makerspace que se tem notícia, da Make Magazine, foi criado em 2005. Porém, somente em 2011 a ideia se popularizou e se transformou, incorporando o conceito de compartilhamento. Hoje, o termo é utilizado para espaços de design e criação aos quais o público têm acesso, mesmo que somente em determinados dias da semana.

O objetivo dos Makerspaces é compartilhar experiências, criar em conjunto, aprender com a comunidade, além de projetar e fabricar objetos que talvez não seriam possíveis por conta própria por causa do alto custo das ferramentas.

No Brasil, já existem diferentes espaços de colaboração desse tipo, como o We Fab, o Olabi e o ABC Makerspace. Assista o TEDx Você ainda vai ser um Maker para entender o conceito com mais profundidade.

Prós: incentivo à criatividade e inovação; possibilidade de inventar utilizando ferramentas de ponta; compartilhamento de conhecimentos e experiências.

Contras: o custo com ferramentas e equipamentos pode ser alto. Este guia, publicado em 2012, estima um investimento necessário de quase US$ 4 mil.

Leia mais:
Ensino superior a distância deve superar educação presencial no Brasil

Como utilizar os fóruns de discussão online como ferramentas de avaliação no EAD

Inovações para a educação

2. Realidade virtual e aumentada

Ambientes gerados por computador para que os usuários experimentem diferentes sensações por meio de sons e imagens oferecem lições imersivas e envolventes. Não só é possível levar os estudantes a outros países e continentes, como também ao fundo do oceano ou ao espaço.

Aplicativos gratuitos como o Nearpod prometem ajudar professores e instituições a criarem aulas interativas, que podem ser apresentadas com um iPad ou iPhone. Já o Google Cardboard tem baixo custo e garante a mesma experiência de realidade aumentada de equipamentos mais caros.

Prós: a possibilidade de explorar pontos inacessíveis, como o universo e o fundo do mar.

Contras: ainda se trata de um campo virtual, que não substitui de forma integral a experiência real de visitas ao vivo. Além disso, pesquisadores defendem que a realidade aumentada não incentiva o mesmo nível de resolução de problemas.

3. Vídeo

Tradicionalmente, o uso de vídeos em sala de aula se resume à apresentação de palestras e apresentações, o que já colaboram para ampliar a interatividade. No entanto, inovações recentes já ultrapassam esse uso, permitindo a troca em tempo real entre ambientes localizados até mesmo em diferentes países. O Periscope, por exemplo, é um streaming de vídeos em que os usuários compartilham transmissões com seguidores. Pelo Collaborate, da Blackboard, também é possível transmitir ao vivo para diferentes locais, desde que os usuários acessem a mesma sala virtual.

Esse tipo de aplicativo permite visitações virtuais em lojas, restaurantes e museus de diferentes partes do mundo; conversas com especialistas sem a necessidade de estar fisicamente presente; troca de experiências com estudantes de outros locais; estimula a conversação em diferentes idiomas; entre muitos outros usos, basta que o professor incentive e monitore a utilização.

Prós: a possibilidade de se conectar com pessoas e locais de qualquer parte do mundo; transforma o usuário em criador e emissor de conteúdo.

Contras: cuidados com o tipo de conteúdo que está sendo compartilhado publicamente. É importante que pais e educadores orientem e monitorem o uso dessas ferramentas.

Inovações para a educação

4. Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA)

Fundamentais para o ensino a distância, a tecnologia permite, na educação presencial, incluir a natureza interativa da Internet em sala de aula. Softwares de e-learning facilitam o acesso a conteúdos em diferentes locais e em horários flexíveis, além de funcionarem como ponto de contato com o professor fora da sala de aula. Veja como escolher o melhor AVA para sua instituição.

Prós: permitem que professores publiquem conteúdos complementares aos vistos em sala de aula; hospedam materiais em diferentes mídias, como vídeos e apresentações; os professores podem monitorar em tempo real o desenvolvimento dos trabalhos dos alunos; a turma consegue interagir entre si mesmo fora de sala de aula; também é possível a aplicação de testes e exercícios no ambiente virtual.

Contras: necessidade de infraestrutura, como um bom acesso à internet e espaço para a hospedagem de conteúdos na nuvem. Esta é uma observação que se aplica à maioria dos itens de tecnologia desta lista: não se pode tirar proveito máximo de ferramentas inovadoras se a infraestrutura não garantir um serviço confiável. Entenda seis pontos que colaboram para o uso da tecnologia.

5. Ferramentas para gestão da sala de aula

Criar notas de relatórios e planos de aula, gerenciar presenças, atender aos alunos fora da sala, comunicar-se com os pais, administrar trabalhos e provas… As tarefas que envolvem a gestão da turma não são poucas. Por isso, cada vez mais se recorre a aplicativos e softwares que facilitam os processos, otimizando o tempo investido em organização da classe.

Prós: redução da papelada e colaboração no gerenciamento das tarefas de sala de aula.

Contras: inicialmente, os aplicativos e softwares demandam tempo e esforço para entender seu funcionamento e configurar o uso.

Gostou do artigo? Continue a leitura para saber como as novas tecnologias estão influenciando a sala de aula.

Com informações de Edudemic.

3 maneiras de aperfeiçoar a interação com alunos na sala de aula virtual

20/12/2016 -

3 maneiras de aperfeiçoar a interação com alunos na sala de aula virtual

A conveniência e a flexibilidade do ambiente de aprendizagem online permitem que os alunos desenvolvam novas habilidades e prossigam aprimorando seus conhecimentos, independentemente do lugar onde vivam. É possível, ainda, aprimorar essa experiência, transformando a sala de aula virtual em um ambiente com interação entre professor e aluno e entre os próprios estudantes.

Aqui estão três dicas práticas para aumentar a conexão humana nos seus cursos de educação a distância. Quer aprimorar o seu conhecimento sobre a sala de aula virtual? Veja 4 formas de motivar os alunos nos cursos de educação a distância.

1) Incluir momentos de interação em tempo real

Quando cursos online são completamente assíncronos, ou seja, acontecem sem momentos de interação em tempo real, o contato entre o professor e alunos é limitado. Diferentemente da aula presencial, na sala de aula virtual não ocorrem conversas em tempo real durante uma palestra em vídeo, a disponibilização de conteúdos ou em uma discussão no fórum. A ausência de contato pode atrasar o tempo de resposta e termina com o questionamento de impulso, além de uma comunicação estritamente escrita abrir espaços para mal-entendidos.

Incluir oportunidades de interação em tempo real no curso de educação a distância pode ajudar a mudar isso e desenvolver um senso de comunidade em um curso. Podem ser momentos de conversas improvisadas no fórum de discussões, fora do ambiente de sala de aula; podem virar a oportunidade de esclarecer ideias ou de desencadear novos insights. As interações podem acontecer por meio de discussões em classe, trabalhos dividindo a turma em grupos ou webconferência, estipulando-se horários para atendimento pessoal ou coletivo.

2) Ser criativo nos fóruns de discussão

Eles usualmente são o local onde a comunicação normalmente acontece nos cursos de educação a distância, mas existem maneiras de aperfeiçoar seu uso, gerando mais interação e participação mais ampla e profunda.

Em uma sala de aula tradicional, é comum que apenas uma pequena parte dos alunos participem das discussões. Já no ambiente online, é possível estruturar suas discussões para que todos contribuam, dando tempo para que os estudantes considerem o que os querem dizer antes de responder. O tamanho da classe ajuda a determinar essa organização.

Em uma sala grande, com 100 alunos, por exemplo, é possível dividir os estudantes em grupos menores, de mais ou menos 20 pessoas. Assim, eles também ficam mais próximos para conhecer melhor os colegas. Para possibilitar ainda mais interação, pode-se criar grupos de trabalho ainda menores, com 5 ou 7 pessoas, e ir girando os grupos para expandir as interações.

Uma técnica que promove um diálogo mais rico é a criação de tópicos de discussão abertos, como solicitar que os estudantes deem exemplos sobre o tema ou pedir para que eles interpretem um conceito a partir de diferentes perspectivas.

Saiba como utilizar os fóruns de discussão online como ferramentas de avaliação no EAD.

3) Ter um bom plano em torno da solução AVA

Quanto maior o conhecimento de professores e tutores em relação ao potencial do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), melhor proveito se poderá tirar da sala de aula virtual a partir de uma perspectiva pedagógica. Quando a instituição cria um curso de educação a distância, deve considerar de que forma a interação irá apoiar as metas de aprendizagem de seus alunos. Ao melhorar as oportunidade de interação na sala de aula online, a universidade cria uma experiência de aprendizagem em outro nível – mais elevado – para seus estudantes.

Artigo traduzido e adaptado de Amy Peterson, publicado em Faculty Focus.

Infográfico: Como funciona a Sala de Aula Invertida?

13/12/2016 -

Sala de Aula Invertida

A Sala de Aula Invertida é um modelo de ensino em que os métodos tradicionais são invertidos, incluindo a tecnologia em atividades fora de sala de aula e trazendo, para dentro dela, o dever de casa. Dessa forma, o aluno assume uma posição ativa em seu processo de aprendizagem, enquanto o professor se torna um facilitador, em vez de ser a fonte de todo o conhecimento.

Ao transformar o modelo tradicional, o método da Sala de Aula Invertida faz com que os alunos estudem em casa, em seu próprio ritmo, se comunicando com colegas e professores por meio de discussões online. Para complementar, engajamento e motivação são estimulados pelo professor em sala de aula.

Aqui você pode ler mais sobre a Sala de Aula Invertida da Kahn Academy, ONG educacional que disponibiliza vídeos-aula sobre diversas disciplinas gratuitamente.

Tecnologia e Sala de Aula Invertida

Tecnologia educacional e atividade de aprendizado são dois componentes chave para o modelo de Sala de Aula Invertida. Ambos influenciam a aprendizagem do aluno de formas fundamentais.

A sala de aula invertida usa tecnologia educacional para oportunizar a absorção do conteúdo por meio de atividades.

Leia mais:

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>> O celular pode ser o melhor aliado do professor no aprendizado

Como tudo começou?

Muitos fatores influenciaram a criação e adoção do modelo de sala de aula invertida. Entretanto, dois inovadores tiveram o papel principal. Em 2007, os professores Jonathan Bergman e Aaron Sams, na Woodland Park High School, no Colorado, descobriram um software que permitia gravar apresentações. Eles passaram, então, a utilizar o programa para postar online as aulas, permitindo que alunos que tinham faltado pudessem acessar o conteúdo.

Os dois começaram a ser chamados para palestras e sua metodologia se espalhou, fazendo com que professores de diversas partes usassem vídeos online e podcasts para ensinar o conteúdo fora da sala de aula. O tempo de classe passou a ser utilizado para trabalhos colaborativos e exercícios importantes sobre o tema estudado online.

Veja no infográfico alguns resultados importantes obtidos:

Infográfico: como funciona a Sala de Aula Invertida

Afinal, como a educação a distância funciona?

06/12/2016 -

Com o uso da tecnologia em ascensão, a aprendizagem online continua a evoluir como uma opção acessível e prática de educação. Estudantes de todas as idades e níveis de conhecimento estão optando por cursos a distância em vez do ensino presencial.

As diferentes aplicações utilizadas nesses programas de aprendizagem online – de sistemas de gerenciamento do aprendizado a vídeos – fornecem inúmeras informações educacionais aos alunos. A chance de que eles consigam vencer barreiras geográficas, limitações de tempo ou financeiras estão fazendo com que a educação a distância ganhe cada vez mais espaço.

O que é aprendizagem online?

A educação a distância tem, muitas vezes, custo baixo e exige apenas que os alunos tenham conhecimento básico de uso do computador e da internet, além de serem capazes de se comunicar de forma eficaz por meio da escrita. Devido à natureza remota da aprendizagem online, os alunos também devem ser independentes e auto-disciplinados, já que eles precisam gerenciar seu horário de aula e cumprir prazos sem serem lembrados pelos instrutores.

Ao considerar opções de aprendizagem online, é importante observar se a escola é credenciada, o que significa que atende aos padrões de ensino estabelecidos pelo governo – com regras diferentes entre os países.

Programas de educação online credenciados podem ser fontes valiosas de aprendizagem que facilitam o acesso dos alunos onde quer que estejam.

ead para jovens alunos

Educação a distância para jovens alunos

Cerca de um milhão de crianças já estão participando de programas de aprendizagem online nos Estados Unidos. O cenário é otimista considerando o acesso de jovens estudantes a cursos acadêmicos que atendam a necessidades específicas de educação.

É possível frequentar a distância aulas de reforço e cursos semipresenciais, que misturam aulas online e presenciais.

Os alunos dos ensinos primário e médio têm a possibilidade de incluir a escola em suas vidas com flexibilidade. Em particular, estudantes com famílias que se mudam com frequência ou que vivem longe da escola encontram no EAD um rico recurso. Aqueles que têm deficiência, lesões ou doenças também podem utilizar a aprendizagem online para continuar frequentando as aulas sem sair de casa. Como resultado, a educação online oferece oportunidades para que os jovens estudantes não abandonem o colégio.

ead para universitários

EAD para estudantes universitários

Programas de aprendizagem online em nível superior geralmente seguem o mesmo calendário que a instituição utiliza no ensino presencial. Outras oportunidades de educação a distância incluem OpenCourseWare (OCW), uma iniciativa o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) que compartilha todo o seu material educativo dos cursos de ensino superior e pós-graduação online. Outras instituições já seguem o exemplo e compartilham seus materiais didáticos também.

O OpenCouseWare tem o objetivo de tornar os recursos educacionais disponíveis para as pessoas em todo o mundo.

Não importa sua localização, os estudantes que tiverem acesso a um computador com internet já possuem o essencial para completar seus cursos. Isso permite que aqueles que viajam frequentemente ou que, por algum motivo, não conseguem ir até a universidade consigam continuar sua formação com horário flexível em excelentes instituições.

ead para adultos

Aprendizagem online para adultos

O tempo longe dos assentos escolares pode dificultar o retorno de adultos às instituições. Desde o trabalho, tempo de deslocamento e obrigações familiares até o estigma de ser mais velho em uma sala de aula universitária são algumas das razões que afastam os adultos. Mas as opções de educação online eliminam essas barreiras potenciais, permitindo que adultos completem sua educação de uma forma que os satisfaça e que se encaixe nas suas vidas.

No EAD, é fácil priorizar. A flexibilidade garante propriedade sobre a gestão de tempo, permitindo que se complete o curso por conta própria. Quem é motivado e proativo – características importantes neste tipo de aprendizado – consegue conciliar emprego, família, finanças e educação.

Adultos que voltam a investir em sua formação com a ajuda de cursos online podem ter ainda mais sucesso em sua vida profissional, aprimorando seu currículo e corrigindo defasagens de conhecimento.

As vantagens dos cursos de educação a distância promovem a inclusão de diferentes perfis de alunos. Veja se sua instituição está acompanhando a evolução dos estudantes não tradicionais.

Artigo traduzido e adaptado de Edudemic.

 

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Motivação: 4 estratégias para engajar o aluno na sala de aula virtual

30/11/2016 -

Motivação: 4 estratégias para engajar o aluno na sala de aula virtual

Sejam alunos de ensino fundamental, superior ou estudantes de doutorado, sempre será um desafio mantê-los motivados. Cursos online apresentam desafios únicos, especialmente porque existe menos interação em tempo real entre professor e aluno.

Muitos pensam que manter alunos interessados é tão fácil quanto seguir uma fórmula. Infelizmente, não existe mágica que ajudará a engajar os estudantes: cada grupo e cada turma são diferentes. Muitos fatores afetam a motivação de um determinado estudante para que ele continue trabalhando e aprendendo. Entre eles: interesse, percepção, desejo, autoconfiança, autoestima, paciência e persistência (Bligh, 1971; Sass, 1989).

A psicologia educacional identificou duas classificações de motivação. A intrínseca vem de um desejo de aprender algo em busca de autorrealização. A extrínseca surge de um desejo de sucesso em prol da realização de um resultado. Extrinsecamente, alunos motivados tendem a ser orientados para a qualidade; intrinsecamente, os engajados são aqueles que geralmente têm interesse em seu trabalho.

Quem leciona em cursos EAD certamente já se viu desafiado a manter a motivação de seus alunos. A seguir, veja quatro métodos que têm dado resultado no engajamento de estudantes online. Afinal, o envolvimento dos alunos é a chave para o sucesso em um curso a distância.

1 – Recompensar o sucesso dos alunos

Os estudantes não são robôs; são humanos. E os seres humanos gostam de ser recompensados. Portanto, reconhecer um acerto ajuda a construir a autoestima e a autoconfiança, o que, por sua vez, ajudam a motivar os alunos para a próxima tarefa.

Quando possível, faça que trabalhos bem-executados de alunos sejam compartilhados com o resto da turma. Certifique-se de fazer isso com alunos diferentes, não sempre os mesmos. Será um reconhecimento para quem o desenvolveu, mas também proporcionará motivação para quem realmente quer fazer melhor.

Por outro lado, quando for um feedback negativo, tente ser específico e mostrar onde está o erro, sem fazer com que o estudante se sinta humilhado. Não existe maneira mais rápida de fazer um aluno perder o foco do que quando está triste ou humilhado, mesmo que isso aconteça por acidente.

Outra forma de premiar os alunos é, ao longo do curso, oferecer créditos extras para quem está envolvido. Se estão trabalhando em suas tarefas, projetos e exames regularmente, podem obter crédito por apresentação dentro do cronograma do curso. Dar a eles um calendário recomendado de leituras e datas de entrega, deixando claro que, caso sigam o planejamento, não terão problemas em terminar o curso dentro do prazo, ajuda a organização. Mas atrasos acontecem, e tudo bem se perderem uma data, desde que terminem dentro do prazo. Por isso a premiação funciona.

2 – Ensinar os alunos a monitorar o seu próprio progresso

Alguns alunos são genuinamente proativos e motivados em sala de aula. No entanto, todo mundo é diferente. É importante que a instituição e os professores saibam que nem todos os alunos têm autoconfiança para aprender um novo assunto. Por isso, algumas soluções são poderosas nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) para monitorar seus estudantes e ajudá-los a atingir os objetivos do curso.

Algumas ferramentas incluem discussões, blogs e trabalhos em grupo, por exemplo. Cada uma delas têm pontos positivos e negativos, e existem literalmente dezenas de maneiras como cada uma delas pode ser utilizada, podendo ser adaptadas à sua realidade.

Nas aulas tradicionais, costumo postar mais frequentemente em fóruns de discussão do que nos cursos online. Diariamente, publico no LMS um resumo de tudo o que fizemos na aula para que os alunos possam reorientar seus pensamentos e relembrar o que foi estudado. Já nas aulas de educação a distância, embora existam os fóruns de discussão, faço com que todas as anotações e exemplos sejam carregados nas páginas de conteúdo do curso. Dessa forma, não abro exatamente um lugar para longas discussões, e sim uma introdução sobre a matéria em forma de tópicos.

Blogs são úteis em qualquer ambiente, pois dão uma chance para deixar uma escrita detalhada sobre um novo tópico, uma novidade, últimas notícias etc.

Motivação: 4 estratégias para engajar o aluno na sala de aula virtual

3 – Criar um ambiente aberto e acessível para os estudantes

Um dos melhores métodos para manter o aluno focado nas tarefas tem sido a criação de horas de sala virtual. Assim, fico disponível para conversar por chat ou videoconferência. Parece que muitos estudantes preferem escrever em um bate-papo do que enviar suas perguntas por e-mail. Acho que é a natureza instantânea das conversas por texto nas redes sociais que os deixa mais à vontade. Para mim, não importa o que funciona melhor para eles, desde que eu esteja flexível.

Outra dica é ajudar o aluno a encontrar um significado pessoal no material. Olhar para a lista de classe e tentar incorporar exemplos e comentários que aproxime os estudantes do conteúdo. Professores também tiveram experiências em sua formação: quantos instrutores eram difíceis de alcançar, impossíveis de encontrar ou extremamente rigorosos? Como foi sua reação? Como se manteve motivado?

Criar uma atmosfera aberta e positiva inclui estar pronto para responder às perguntas e disponível, tais como nas horas da sala virtual.

Por fim, mesmo que você não veja seus alunos online, você ainda pode fazer com que se sintam parte da turma, apresentando-os aos colegas e incentivando uma comunicação. Assim como na sala de aula física, o Ambiente Virtual de Aprendizagem não precisa se tornar uma comunicação em um sentido só. Os alunos precisam absorver o conhecimento do professor, e, mais importante, o professor precisa se preocupar com eles e com seu sucesso.

Variar a forma de ensinar também facilita a comunicação. Pode-se utilizar exemplos, estudos de caso, transmitir uma informação sobre um tópico específico com mais de uma abordagem para que alunos que aprendem de formas diferentes consigam aprender o mesmo conhecimento.

4 – Ajudar os alunos a definirem metas atingíveis no curso

Os alunos devem ser encorajados a se tornarem aprendizes independentes e auto-motivados. Como professores, é possível alcançar esse objetivo fazendo acompanhamento frequente, com feedbacks que ajudem o estudante a melhorar sabendo que tem capacidade para executar o curso. Também se pode garantir oportunidades para o sucesso atribuindo tarefas que não sejam nem tão fáceis, mas também não muito difíceis. Esforce-se para manter as expectativas elevadas, mas não irrealistas em suas avaliações e interações.

Outra abordagem é ajudar os alunos a definirem metas atingíveis no curso. Deixar claro, por exemplo, um tempo estimado para conclusão de uma tarefa ou o que eles precisam fazer para ter a nota máxima em minha disciplina. O sucesso é definido de forma diferente para cada aluno, mas dar expectativas claras sobre sua expectativa para diferentes níveis de desempenho fará com que eles trabalhem para atingir o que esperam de seus desempenhos ao longo do curso.

Certifique-se de apontar onde estão os problemas à frente deles e constantemente os entusiasme, perguntando se pode ajudar com algo. Os alunos percebem se você está animado em ensiná-los.

A chave geral para a motivação dos estudantes em cursos de educação a distância é a construção de atividades de participação nas aulas. No entanto, não se pode perder de vista o objetivo principal da classe, que é o de educar. Por isso, não exagere: você tem que trabalhar para encontrar a combinação certa. Afinal, cada aluno é diferente, e cada classe também. Se você não sabe o que está funcionando ou não em suas turmas, se sentir que está perdendo os alunos ou que não está sendo bem-sucedido, peça a eles conselhos. Pergunte. Eles vão falar.

 

Artigo traduzido e adaptado de Brian Morgan, presidente e professor associado do Departamento de Ciência e Tecnologia Integrada da Universidade Marshall. Publicado originalmente no blog da Blackboard Internacional.

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