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Dez demandas reais dos estudantes para o ensino a distância

23/02/2015 -

A rapidez com que a tecnologia mudou o aprendizado, impulsionando o surgimento do ensino a distância, se reflete na própria educação a distância (EAD). Estudos sobre a força transformadora da internet começam a aparecer, mostrando não apenas as principais tendências, mas desmistificando algumas certezas que não eram totalmente certas.

Um texto do site eCampus News reuniu ensinamentos de duas pesquisas recentes sobre o aprendizado online de alunos que já experimentaram esse tipo de experiência e as expectativas daqueles que estão prestes a ingressar em Instituições de Ensino Superior. Ambos os estudos foram feitos com alunos nos Estados Unidos, mas diante do nível de globalização que atingimos, inclusive na educação, pode-se dizer que suas reflexões são mais do que válidas para gestores e professores brasileiros.

De acordo com os relatórios, o mercado de ensino online deve se tornar mais competitivo com as Instituições de Ensino Superior sem fins lucrativos finalmente entrando no universo da educação a distância.

eadAmadurecimento do Ensino a distância desmistifica algumas falsas certezas
FONTE: Treinamento PC

Segundo o relatório da Learning House, as principais conclusões são:

1. Os alunos se matriculam, sim, em instituições longe de sua residência. Em 2012, 80% dos estudantes frequentavam uma universidade a menos de 100 km de onde moravam. Em 2013, esse número diminuiu para 69% e, em 2014, para 54%.

2. Embora o custo e a ajuda financeira sejam importantes para os alunos de EaD, estes não são fatores decisivos na escolha de um programa online: 66% dos estudantes de graduação online e 79% dos alunos de pós-graduação a distância disseram que não se inscreveram nos programas mais baratos disponíveis. Embora a ajuda financeira seja ponto importante para cerca de metade dos entrevistados, apenas 20% disseram que não estariam em suas instituições de ensino caso não houvesse algum tipo de auxílio com os custos. Claro que essa realidade muda de país para país, mas pe bom saber que dinheiro não é o primeiro critério sempre.

3. Os alunos de EaD buscam melhorar sua situação no trabalho e estão satisfeitos com o seu investimento em uma formação. Segundo a pesquisa, 40% dos estudantes tiveram um retorno em seus empregos, como aumento ou promoção. Além disso, cerca de 60% dos alunos de graduação e 70% dos estudantes de pós-graduação dizem estar completamente satisfeitos com o seu investimento, tanto de tempo quanto de dinheiro.

4. A “alta taxa de colocação no mercado de trabalho” é a mensagem de marketing mais atraente na opinião dos estudantes. Dentre as 18 mensagens apresentadas para os alunos entrevistados, “90% de colocação no mercado” foi apontada como a favorita.” Três mensagens ficaram em segundo: “Ganhe seu diploma em um ano”, “Estude em seu próprio ritmo”, e “Livros didáticos gratuitos”.

5. Embora muitas universidades dos Estados Unidos cobrem por hora, a maioria dos estudantes prefere pensar no custo total da sua diplomação. Em geral, os alunos que pagam por crédito sentem-se confusos a respeito do quanto pagam. A maioria dos estudantes prefere pensar no custo total da graduação. Destes, 33% aponta como segunda opção o pagamento por curso. O cartão de crétido é apontada como a pior forma de pagar pelo seu ensino.

6. Cerca de 80% dos alunos de graduação online fizeram transferência de crédito de outra instituição, e isso é importante para eles. Os estudantes afirmam que encontrar informações sobre transferência de disciplinas, ter suas perguntas respondidas por páginas de FAQ, e receber respostas dos departamentos sobre o assunto é essencial.

7. Negócios continuam a ser o campo mais comum de estudo. Áreas de business e afins continuam a matricular 25% do total de estudantes de EaD.

Man working with modern devices
Área de negócios é a que mais matricula alunos de ensino online nos EUA
FONTE: PiiComm

8. Reputação e preço continuam a ser critérios chave na seleção da instituição.

9. Alguns estudantes têm uma clara preferência pelo aprendizado online. Quase 90% dos estudantes entrevistados declarou que a experiência com o ensino a distância foi igual ou melhor do que a sala de aula.

10. A maior percentagem dos alunos de ensino a distância conta com a ajuda financeira para pagar sua graduação. Desde 2012, tem havido uma tendência crescente de estudantes pagantes com “empréstimos estudantis”: 31% dos entrevistados em 2012, 37% em 2013 e 40% em 2014.

Além disso, de acordo com o relatório Babson Survey:

A percentagem de líderes acadêmicos que classificaram os resultados da educação online como igual ou superior ao da educação tradicional permaneceu inalterada, mas alta: 74%.

A proporção de líderes que relatam que a aprendizagem via web é fundamental para sua estratégia de longo prazo atingiu um novo recorde de 71%.

Infelizmente, porém, apenas 28% dos professores e gestores diziam que a sua faculdade de fato percebem o “valor e a legitimidade da educação online.”

E você, vê o ensino a distância como plenamente reconhecido em sua importância? Como são os resultados de pesquisas feitas na sua instituição com alunos e professores? Compartilhe conosco suas experiências e assine nossa newsletter para ficar a par dos debates.

 

Educação diferenciada: motivos para usar e meios para funcionar

20/02/2015 -

A educação diferenciada e personalizada tem sido um dos grandes trunfos da área nos últimos tempos, principalmente no que diz respeito ao ensino superior e ao ensino a distância. Esse método, que procura focar no tempo de aprendizado e nas individualidades de cada aluno, pode provocar sentimentos conflitantes nos professores ou tutores: admiração e receio. O primeiro, por ser naturalmente uma nova quebra paradigma na educação, capaz de empoderar o estudante e fazê-lo protagonista do próprio aprendizado. O segundo vem em forma de pergunta: como implementar educação diferenciada em uma turma extremamente heterogênea? Considerando esses fatores, o site Edudemic publicou um artigo para dizer que, é verdade, a educação diferenciada tem seus desafios, mas, quando bem utilizada, funciona, sim. Eis os motivos:

A heterogeneidade é uma característica forte das turmas de EAD. Fonte: Ghostly Manor

A heterogeneidade é uma característica forte das turmas de EAD.
Fonte: Ghostly Manor

O sucesso do material não é unânime

Uma turma heterogênea apresenta estudantes com diversos níveis de aprendizado prévio, além de diferentes contextos e histórias de vida. Será que o mesmo material terá impacto semelhante no aprendizado de todos eles? Utilizar textos e formas de expor conteúdos iguais para todos os alunos faz com que o tutor perca muito mais tempo tentando nivelá-los e auxiliando os estudantes que encontram dificuldade com aquele material específico. Os alunos que apresentam menor dificuldade para determinado tema, por sua vez, podem acabar sendo deixados de lado. Ou seja, por si só, as diferentes formas de manifestação da inteligência humana e a experiência prévia dos alunos acabam justificando uma escolha mais flexível na hora de transmitir o conteúdo.

O engajamento é importante

Embora tenha uma tendência fortemente individualizante, no sentido de respeitar o tempo e a realidade de cada estudante, a educação diferenciada necessita também de sua parcela de socialização, para que se mantenha o entusiasmo de tutor e alunos. Houve um tempo em que a personalização da educação podia se dar por níveis, oferecendo material simplificado para alunos menos avançados. Esse tipo de nivelamento não é nada recomendado na educação diferenciada, que customiza o aprendizado, mas não discrimina. É necessário que professores e alunos sintam-se constantemente desafiados e que não haja segregação entre o estudante e seus pares. Se isso ocorrer, o engajamento do aluno com sua educação pode ser prejudicado.

A tecnologia é essencial

Talvez justo por isso o ensino a distância esteja um passo à frente no quesito educação diferenciada: a tecnologia é uma ferramenta muito eficaz para customizar o ensino. Instrumentos como plataformas adaptativas, que oferecem exercícios e reforço no conteúdo mais necessário para cada aluno, são amplamente utilizadas na EAD e migram agora para a educação híbrida, facilitando a personalização do ensino presencial.

Se os alunos não são todos iguais, por que a educação deveria ser? Fonte: Booksmasters

Se os alunos não são todos iguais, por que a educação deveria ser?
Fonte: Booksmasters

Algumas atitudes podem facilitar a introdução de métodos da educação diferenciada em uma turma de alunos. As tarefas individuais são uma ótima porta de entrada para isso. Quando os alunos forem convidados para escrever um texto ou realizar uma pesquisa, por exemplo, ofereça a chance para que cada um escolha seu próprio tema, em vez de determinar um assunto que valha para todos. Outra ideia é sugerir aos alunos que eles mesmos definam um estilo de tarefa para um determinado conteúdo. Serão feitos trabalhos teóricos com revisão de literatura? Quem sabe uma resenha crítica? Ou será que a temática comporta uma produção prática com a redação de um diário em que são descritos os processos de trabalho? As possibilidades são infinitas. Deixe o estudante livre para refletir sobre elas.

Um método que também é bastante utilizado para personalizar o aprendizado é o processo de escalonar tarefas, que cria degraus de aprendizado para que todos os alunos cheguem ao topo a seu próprio tempo. Por fim, também é parte da educação diferenciada a inclusão de pessoas com deficiência e a utilização de ferramentas específicas para a integração desses alunos.

Sua instituição de ensino usa métodos para diferenciar e personalizar o ensino para cada estudante? Traga a sua experiência para o debate! E não deixe de assinar nossa newsletter.

 

 

 

Como utilizar melhor a memória operacional no aprendizado

18/02/2015 -

A memória de trabalho ou operacional é um componente cognitivo da memória que permite o armazenamento temporário de informação e está presente em diversas de nossas tarefas diárias, tais como ler e resolver problemas. Ela é essencial para outros cognitivamente mais complexos, pois, conscientemente, processa e gerencia informações que serão cruciais para o aprendizado, o raciocínio e a compreensão. Embora seja limitada, portanto, a memória de trabalho é o fio condutor do conhecimento e, quanto mais o aprendizado se distancia do decoreba, mais é utilizada.  Pode parecer contraditório, mas quanto mais aprendemos realmente ao invés de apenas decorar, mais a memória operacional é utilizada, para a absorção de novas informações. Pensando nisso, o site Edutopia publicou um artigo trazendo dicas para melhor utilizar as peculiaridades desse tipo de memória no ensino. Confira:

A memória de trabalho é a porta da entrada das novas informações para o cérebro.  Fonte: Seapoint Center

A memória de trabalho é a porta da entrada das novas informações para o cérebro.
Fonte: Seapoint Center

Repita comigo

Uma das formas mais efetivas de aproveitar melhor a memória de trabalho durante o aprendizado é usar o método de repetir as palavras ditas pelo professor. O ato de escutar e falar a lição foca as atenções do cérebro nesse conteúdo, além de ativar muitos componentes da memória de trabalho. Esse método pode ser utilizado inclusive em videoaulas de cursos a distância, com o professor sugerindo que o aluno repita em voz alta os pontos cruciais da matéria.

Jogos e solução de problemas

Na carona do fenômeno chamado gameficação, mas de uma maneira muito mais singela, utilizar jogos simples (como o que tem o sugestivo nome de jogo da memória) durante o aprendizado, assim como no dia a dia, é uma maneira de incrementar a memória operacional. Desenvolva exercícios semelhantes em jogos de cartas ou outros baseados em memorizar elementos e estimule seus professores e alunos a introduzir a prática no seu dia a dia. Trabalhar com a informação de forma fragmentada, no estilo solução de problemas (como nos famosos problemas matemáticos da educação básica), também proporciona que os alunos identifiquem a questão, recordem o conteúdo e processem os dados necessários para chegar a uma resposta.

Ênfase na relevância

Durante as aulas e os debates, direcione o foco no que é relevante para a disciplina e ensine seus alunos a identificar os pontos importantes da discussão. Afinal, estamos sempre envoltos em distração e informações muitas vezes irrelevantes. Quando o aluno faz uma pesquisa online, por exemplo, ele constantemente terá acesso a conteúdos adjacentes, que podem ser até interessantes, mas não necessariamente relevantes para aquela busca. Um dos aspectos mais importantes do desenvolvimento da memória de trabalho é justamente saber o que é importante naquele momento.

Saber reconhecer o conteúdo relevante em uma busca online é uma capacidade a ser trabalhada com o estudante.  Fonte: Avalon

Saber reconhecer o conteúdo relevante em uma busca online é uma capacidade a ser trabalhada com o estudante.
Fonte: Avalon

Ensinar para aprender

O ato de ensinar outra pessoa é um bom método para colocar a memória operacional para trabalhar. Proponha aos alunos que eles lecionem uma aula para seus pares ou mesmo gravem vídeos ensinando algum conteúdo. Assim, o próprio aprendizado é incrementado, pois o estudante deverá utilizar toda a nova informação apropriada pela memória de trabalho para explicar o que sabe para seus novos alunos.

E você? Também utiliza técnicas para incrementar o aprendizado de seus alunos? Não deixe de dividir suas experiências conosco ou de assinar nossa newsletter para prosseguir com o debate.

 

 

 

 

Educando o profissional do futuro

13/02/2015 -

Se existe uma pergunta que é constantemente feita por gestores da área da educação, essa pergunta é: como será a sala de aula do futuro? As constantes transformações que ocorrem no planeta estão moldando o que se espera dos estudantes e de sua atuação profissional. Dessa forma, criam-se expectativas para as instituições de ensino também, que precisam estar aptas a formar profissionais munidos de empatia e pensamentos globalizados, bem como cientes das questões que estão se firmando no mundo, especialmente no que diz respeito a questões ambientais e focadas em comunidades. Será que estamos nos empenhando para formar graduandos preparados para a realidade do planeta nos próximos anos? Por isso, o site Edutopia elencou algumas atitudes que podem ser inseridas desde já no currículo acadêmico, a fim de formar profissionais mais conscientes do mundo que os cerca.

A educação do futuro deve ser pautada por questões globais. Fonte: PGCPS

A educação do futuro deve ser pautada por questões globais.
Fonte: PGCPS

Estudo voltado para o mundo real

Uma tendência cada vez maior na educação é não apenas a aplicação do conhecimento na vida real (o que também é encorajado) como também o aprendizado a partir de situações que componham a realidade do aluno. O programa World Savy Classrooms, por exemplo, leva estudantes a refletirem profundamente e a pensar de forma criativa sobre as implicações, em sua comunidade e de forma global, de alguns fenômenos naturais ou feitos pelo homem. A cada três anos, um tema é selecionado. Em Burkina Faso, os alunos trataram sobre a seca e a desertificação. Na Bolívia, sobre questões referentes aos problemas da água. E, por fim, no Japão, os estudantes pensaram sobre tsunamis e terremotos. Embora esse programa seja voltado à educação básica, é uma ótima inspiração para o ensino superior. Essa abordagem realista e reflexiva sobre questões que fazem parte do cotidiano e da realidade do estudante podem trazer não apenas uma rica forma de aprendizado, mas soluções reais para os problemas daquela comunidade. O profissional empático não tem apenas mais chance de obter sucesso, como também uma maior predisposição para retribuir, com seu conhecimento, para o mundo.

Aprofundando as questões

Professores que encorajam a competência global em seus alunos os estimulam a ir fundo na complexidade de um tema e, após isso, criam e implementam soluções baseadas na pesquisa realizada pelos próprios estudantes. Isso faz com que os alunos desenvolvam uma apreciação tanto pelo desafio quanto pelas questões globais e locais (ou seja, também pelas peculiaridades de suas comunidades). Trazer para a sala de aula a realidade de nosso planeta, dinâmico e em constante transformação, simula o que será encontrado no mundo real, especialmente quando falamos de profissões que lidam diretamente com as mudanças globais (desde geografia até relações internacionais). Lidar com a realidade, em um ambiente desafiador, promove um grande empoderamento do estudante.

Pratique a empatia

Muitas vezes, nos preocupamos em desenvolver capacidades e talentos no estudante, mas uma característica que pode ser decisiva na formação é a empatia. Procure trazer diferentes perspectivas e muita diversidade para as discussões teóricas, a fim de que os alunos sejam capazes de conhecer pontos de vista distintos e de refletir sobre eles.

Não se esqueça da tecnologia

A sala de aula digital é responsável por reunir alunos de diferentes partes do globo em um clique. Utilize o que a tecnologia tem a oferecer, a fim de permitir ao aluno que conheça diferentes realidades e culturas. Conecte e globalize sua sala de aula. O ensino online permite ampliar o leque de desafios, pesquisas e ideias para as lições.

A internet permite o contato com alunos de diferentes culturas e países. Fonte: Study Online

A internet permite o contato com alunos de diferentes culturas e países.
Fonte: Study Online

A reflexão é necessária

Por fim, uma boa parte de se tornar um profissional responsável e globalmente capacitado é o pensamento crítico e reflexivo. Torne a reflexão sobre os temas apresentados em aula uma parte da rotina de seus alunos. Poucos professores considerariam não usar o pensamento reflexivo em sua prática, mas, muitas vezes, na ânsia de produzir, os estudantes podem deixar essa questão de lado. Reserve um tempo para o debate e para a reflexão. A Universidade de Harvard, por meio do programa Visible Thinking, tem uma rotina de atividades que promovem essa atitude e servem de inspiração.

E a sua instituição? Que medidas toma para formar um profissional do futuro, empático e atualizado com as questões globais? Divida sua experiência conosco e não deixe de assinar a nossa newsletter.

 

 

 

 

Como personalizar a experiência dos alunos de primeira geração

11/02/2015 -

Os alunos de primeira geração são aqueles cuja família não tem histórico acadêmico no ensino superior. São os primeiros em seus lares – às vezes, até os primeiros em suas comunidades – a ingressar em uma universidade, o que os enche de orgulho mas também traz muitos desafios novos.

Como não estão familiarizados com o ambiente e as regras das faculdades, eles não estão acostumados ao tipo de relação que se cria dentro da instituição, tampouco à carga de estudo e esforço exigidos nas aulas. Muitas vezes, podem encontrar resistência mesmo dentro de casa ou entre os amigos, que não entendem a nova fase do aluno. Para que eles não abandonem o curso, cabe à instituição oferecer auxílio e ferramentas que facilitem a adaptação.

Negros, índios e pardos costumam ser os estudantes de primeira geração no Brasil. Fonte: Época

Negros, índios e pardos costumam ser os estudantes de primeira geração no Brasil.
Fonte: Época

Felizmente, programas de mentoria e acompanhamento costumam dar bons resultados, assim como a adoção de estratégias do ensino personalizado. É o caso da associação norte-americana Friendship Technology Preparatory Academy, que orienta os alunos de primeira geração ao longo de seus dois primeiros anos na universidade. O foco dos encontros é o desenvolvimento de habilidades sociais que os jovens precisarão na faculdade e, depois, ao longo da carreira profissional.

No primeiro ano, há um grande contato com novas tecnologias, e os alunos têm a chance de selecionar seus próprios módulos de conteúdo conforme suas necessidades. Assim, personalizando suas conversas com o mentor, eles podem adequar as pautas ao seu percurso pessoal. No segundo ano, o ponto central passa a ser a comunicação profissional, quando os alunos serão melhor preparados para apresentar trabalhos acadêmicos, interagir com professores e ter um bom desempenho em entrevistas de emprego.

No Brasil, graças a programas como Sisu, Prouni e a implementação de cotas, cada vez mais ingressantes são alunos de primeira viagem. Provenientes de comunidades de baixa renda, negras ou indígenas, eles muitas vezes precisam enfrentar preconceito dentro da própria instituição. A sensação de isolamento, de não pertencimento e de não entender as “regras do jogo” são comuns a esses estudantes.

A polêmica da mistura racial é antiga, como mostra a foto dos anos 1950. Fonte: NC Rights

A polêmica da mistura racial é antiga, como mostra a foto dos anos 1950.
Fonte: NC Rights

Muitas universidades organizam programas de apoio ou adotam uma política de ações afirmativas, que fazem toda a diferença na carreira dos alunos. Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), celebrou-se a formatura da primeira aluna indígena da universidade, que retornou à sua comunidade, 600 km distante da capital, para exercer sua nova profissão de enfermeira. Mas espalhados pelo País há casos de resistência aos alunos cotistas, mesmo quando os números já mostram que as notas deles ficam minimamente abaixo daquelas dos não cotistas e que eles são os que menos abandonam os cursos pela metade.

Nos Estados Unidos, onde há milhares de programas de bolsas para alunos de primeira geração, já foram feitas diversas pesquisas sobre as dificuldades que esse grupo encontra na vida acadêmica. Além dos problemas financeiros – muitos não contam com auxílio da família e precisam viver exclusivamente de uma bolsa pequena –, os estudantes sofrem com os estereótipos de raça, gênero e origem, além de se sentirem afastados da família, que muitas vezes permaneceu na comunidade enquanto eles se mudaram para grandes cidades.

Achar caminhos para integrar esses alunos que trazem maior diversidade à universidade não é tarefa fácil. Se você já viveu isso em sua instituição, compartilhe sua experiência. Para aprofundar o debate, assine nossa newsletter.

 

 

 

O Desafios da Educação é uma iniciativa voltada a líderes e gestores de Instituições de Ensino, que tem como objetivo compartilhar experiências e discutir as melhores práticas em Educação.

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