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Afinal, como a educação a distância funciona?

06/12/2016 -

Com o uso da tecnologia em ascensão, a aprendizagem online continua a evoluir como uma opção acessível e prática de educação. Estudantes de todas as idades e níveis de conhecimento estão optando por cursos a distância em vez do ensino presencial.

As diferentes aplicações utilizadas nesses programas de aprendizagem online – de sistemas de gerenciamento do aprendizado a vídeos – fornecem inúmeras informações educacionais aos alunos. A chance de que eles consigam vencer barreiras geográficas, limitações de tempo ou financeiras estão fazendo com que a educação a distância ganhe cada vez mais espaço.

O que é aprendizagem online?

A educação a distância tem, muitas vezes, custo baixo e exige apenas que os alunos tenham conhecimento básico de uso do computador e da internet, além de serem capazes de se comunicar de forma eficaz por meio da escrita. Devido à natureza remota da aprendizagem online, os alunos também devem ser independentes e auto-disciplinados, já que eles precisam gerenciar seu horário de aula e cumprir prazos sem serem lembrados pelos instrutores.

Ao considerar opções de aprendizagem online, é importante observar se a escola é credenciada, o que significa que atende aos padrões de ensino estabelecidos pelo governo – com regras diferentes entre os países.

Programas de educação online credenciados podem ser fontes valiosas de aprendizagem que facilitam o acesso dos alunos onde quer que estejam.

ead para jovens alunos

Educação a distância para jovens alunos

Cerca de um milhão de crianças já estão participando de programas de aprendizagem online nos Estados Unidos. O cenário é otimista considerando o acesso de jovens estudantes a cursos acadêmicos que atendam a necessidades específicas de educação.

É possível frequentar a distância aulas de reforço e cursos semipresenciais, que misturam aulas online e presenciais.

Os alunos dos ensinos primário e médio têm a possibilidade de incluir a escola em suas vidas com flexibilidade. Em particular, estudantes com famílias que se mudam com frequência ou que vivem longe da escola encontram no EAD um rico recurso. Aqueles que têm deficiência, lesões ou doenças também podem utilizar a aprendizagem online para continuar frequentando as aulas sem sair de casa. Como resultado, a educação online oferece oportunidades para que os jovens estudantes não abandonem o colégio.

ead para universitários

EAD para estudantes universitários

Programas de aprendizagem online em nível superior geralmente seguem o mesmo calendário que a instituição utiliza no ensino presencial. Outras oportunidades de educação a distância incluem OpenCourseWare (OCW), uma iniciativa o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) que compartilha todo o seu material educativo dos cursos de ensino superior e pós-graduação online. Outras instituições já seguem o exemplo e compartilham seus materiais didáticos também.

O OpenCouseWare tem o objetivo de tornar os recursos educacionais disponíveis para as pessoas em todo o mundo.

Não importa sua localização, os estudantes que tiverem acesso a um computador com internet já possuem o essencial para completar seus cursos. Isso permite que aqueles que viajam frequentemente ou que, por algum motivo, não conseguem ir até a universidade consigam continuar sua formação com horário flexível em excelentes instituições.

ead para adultos

Aprendizagem online para adultos

O tempo longe dos assentos escolares pode dificultar o retorno de adultos às instituições. Desde o trabalho, tempo de deslocamento e obrigações familiares até o estigma de ser mais velho em uma sala de aula universitária são algumas das razões que afastam os adultos. Mas as opções de educação online eliminam essas barreiras potenciais, permitindo que adultos completem sua educação de uma forma que os satisfaça e que se encaixe nas suas vidas.

No EAD, é fácil priorizar. A flexibilidade garante propriedade sobre a gestão de tempo, permitindo que se complete o curso por conta própria. Quem é motivado e proativo – características importantes neste tipo de aprendizado – consegue conciliar emprego, família, finanças e educação.

Adultos que voltam a investir em sua formação com a ajuda de cursos online podem ter ainda mais sucesso em sua vida profissional, aprimorando seu currículo e corrigindo defasagens de conhecimento.

As vantagens dos cursos de educação a distância promovem a inclusão de diferentes perfis de alunos. Veja se sua instituição está acompanhando a evolução dos estudantes não tradicionais.

Artigo traduzido e adaptado de Edudemic.

 

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Motivação: 4 estratégias para engajar o aluno na sala de aula virtual

30/11/2016 -

Motivação: 4 estratégias para engajar o aluno na sala de aula virtual

Sejam alunos de ensino fundamental, superior ou estudantes de doutorado, sempre será um desafio mantê-los motivados. Cursos online apresentam desafios únicos, especialmente porque existe menos interação em tempo real entre professor e aluno.

Muitos pensam que manter alunos interessados é tão fácil quanto seguir uma fórmula. Infelizmente, não existe mágica que ajudará a engajar os estudantes: cada grupo e cada turma são diferentes. Muitos fatores afetam a motivação de um determinado estudante para que ele continue trabalhando e aprendendo. Entre eles: interesse, percepção, desejo, autoconfiança, autoestima, paciência e persistência (Bligh, 1971; Sass, 1989).

A psicologia educacional identificou duas classificações de motivação. A intrínseca vem de um desejo de aprender algo em busca de autorrealização. A extrínseca surge de um desejo de sucesso em prol da realização de um resultado. Extrinsecamente, alunos motivados tendem a ser orientados para a qualidade; intrinsecamente, os engajados são aqueles que geralmente têm interesse em seu trabalho.

Quem leciona em cursos EAD certamente já se viu desafiado a manter a motivação de seus alunos. A seguir, veja quatro métodos que têm dado resultado no engajamento de estudantes online. Afinal, o envolvimento dos alunos é a chave para o sucesso em um curso a distância.

1 – Recompensar o sucesso dos alunos

Os estudantes não são robôs; são humanos. E os seres humanos gostam de ser recompensados. Portanto, reconhecer um acerto ajuda a construir a autoestima e a autoconfiança, o que, por sua vez, ajudam a motivar os alunos para a próxima tarefa.

Quando possível, faça que trabalhos bem-executados de alunos sejam compartilhados com o resto da turma. Certifique-se de fazer isso com alunos diferentes, não sempre os mesmos. Será um reconhecimento para quem o desenvolveu, mas também proporcionará motivação para quem realmente quer fazer melhor.

Por outro lado, quando for um feedback negativo, tente ser específico e mostrar onde está o erro, sem fazer com que o estudante se sinta humilhado. Não existe maneira mais rápida de fazer um aluno perder o foco do que quando está triste ou humilhado, mesmo que isso aconteça por acidente.

Outra forma de premiar os alunos é, ao longo do curso, oferecer créditos extras para quem está envolvido. Se estão trabalhando em suas tarefas, projetos e exames regularmente, podem obter crédito por apresentação dentro do cronograma do curso. Dar a eles um calendário recomendado de leituras e datas de entrega, deixando claro que, caso sigam o planejamento, não terão problemas em terminar o curso dentro do prazo, ajuda a organização. Mas atrasos acontecem, e tudo bem se perderem uma data, desde que terminem dentro do prazo. Por isso a premiação funciona.

2 – Ensinar os alunos a monitorar o seu próprio progresso

Alguns alunos são genuinamente proativos e motivados em sala de aula. No entanto, todo mundo é diferente. É importante que a instituição e os professores saibam que nem todos os alunos têm autoconfiança para aprender um novo assunto. Por isso, algumas soluções são poderosas nos Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) para monitorar seus estudantes e ajudá-los a atingir os objetivos do curso.

Algumas ferramentas incluem discussões, blogs e trabalhos em grupo, por exemplo. Cada uma delas têm pontos positivos e negativos, e existem literalmente dezenas de maneiras como cada uma delas pode ser utilizada, podendo ser adaptadas à sua realidade.

Nas aulas tradicionais, costumo postar mais frequentemente em fóruns de discussão do que nos cursos online. Diariamente, publico no LMS um resumo de tudo o que fizemos na aula para que os alunos possam reorientar seus pensamentos e relembrar o que foi estudado. Já nas aulas de educação a distância, embora existam os fóruns de discussão, faço com que todas as anotações e exemplos sejam carregados nas páginas de conteúdo do curso. Dessa forma, não abro exatamente um lugar para longas discussões, e sim uma introdução sobre a matéria em forma de tópicos.

Blogs são úteis em qualquer ambiente, pois dão uma chance para deixar uma escrita detalhada sobre um novo tópico, uma novidade, últimas notícias etc.

Motivação: 4 estratégias para engajar o aluno na sala de aula virtual

3 – Criar um ambiente aberto e acessível para os estudantes

Um dos melhores métodos para manter o aluno focado nas tarefas tem sido a criação de horas de sala virtual. Assim, fico disponível para conversar por chat ou videoconferência. Parece que muitos estudantes preferem escrever em um bate-papo do que enviar suas perguntas por e-mail. Acho que é a natureza instantânea das conversas por texto nas redes sociais que os deixa mais à vontade. Para mim, não importa o que funciona melhor para eles, desde que eu esteja flexível.

Outra dica é ajudar o aluno a encontrar um significado pessoal no material. Olhar para a lista de classe e tentar incorporar exemplos e comentários que aproxime os estudantes do conteúdo. Professores também tiveram experiências em sua formação: quantos instrutores eram difíceis de alcançar, impossíveis de encontrar ou extremamente rigorosos? Como foi sua reação? Como se manteve motivado?

Criar uma atmosfera aberta e positiva inclui estar pronto para responder às perguntas e disponível, tais como nas horas da sala virtual.

Por fim, mesmo que você não veja seus alunos online, você ainda pode fazer com que se sintam parte da turma, apresentando-os aos colegas e incentivando uma comunicação. Assim como na sala de aula física, o Ambiente Virtual de Aprendizagem não precisa se tornar uma comunicação em um sentido só. Os alunos precisam absorver o conhecimento do professor, e, mais importante, o professor precisa se preocupar com eles e com seu sucesso.

Variar a forma de ensinar também facilita a comunicação. Pode-se utilizar exemplos, estudos de caso, transmitir uma informação sobre um tópico específico com mais de uma abordagem para que alunos que aprendem de formas diferentes consigam aprender o mesmo conhecimento.

4 – Ajudar os alunos a definirem metas atingíveis no curso

Os alunos devem ser encorajados a se tornarem aprendizes independentes e auto-motivados. Como professores, é possível alcançar esse objetivo fazendo acompanhamento frequente, com feedbacks que ajudem o estudante a melhorar sabendo que tem capacidade para executar o curso. Também se pode garantir oportunidades para o sucesso atribuindo tarefas que não sejam nem tão fáceis, mas também não muito difíceis. Esforce-se para manter as expectativas elevadas, mas não irrealistas em suas avaliações e interações.

Outra abordagem é ajudar os alunos a definirem metas atingíveis no curso. Deixar claro, por exemplo, um tempo estimado para conclusão de uma tarefa ou o que eles precisam fazer para ter a nota máxima em minha disciplina. O sucesso é definido de forma diferente para cada aluno, mas dar expectativas claras sobre sua expectativa para diferentes níveis de desempenho fará com que eles trabalhem para atingir o que esperam de seus desempenhos ao longo do curso.

Certifique-se de apontar onde estão os problemas à frente deles e constantemente os entusiasme, perguntando se pode ajudar com algo. Os alunos percebem se você está animado em ensiná-los.

A chave geral para a motivação dos estudantes em cursos de educação a distância é a construção de atividades de participação nas aulas. No entanto, não se pode perder de vista o objetivo principal da classe, que é o de educar. Por isso, não exagere: você tem que trabalhar para encontrar a combinação certa. Afinal, cada aluno é diferente, e cada classe também. Se você não sabe o que está funcionando ou não em suas turmas, se sentir que está perdendo os alunos ou que não está sendo bem-sucedido, peça a eles conselhos. Pergunte. Eles vão falar.

 

Artigo traduzido e adaptado de Brian Morgan, presidente e professor associado do Departamento de Ciência e Tecnologia Integrada da Universidade Marshall. Publicado originalmente no blog da Blackboard Internacional.

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Ensino superior a distância deve superar educação presencial no Brasil

Como utilizar os fóruns de discussão online como ferramentas de avaliação no EAD

Um convite simples pode motivar e engajar: por favor, venha conversar comigo

22/11/2016 -

conversa aluno e professor

Tudo começou com um simples recado que escrevi nas provas e trabalhos de estudantes que estavam com dificuldades: “Por favor, venha conversar comigo sobre o seu resultado na prova (ou trabalho). Vamos ver o que podemos fazer para melhorar a sua nota”.

Embora, inicialmente, eu não estivesse coletando dados sobre a efetividade do meu “convite”, logo percebi que a maioria dos estudantes — cerca de 80% deles — me respondia. Aqueles que se encontraram comigo começaram a ir melhor nos testes; seus trabalhos também melhoraram. Quando os alunos não me davam retorno, eu entrava em contato por e-mail cerca de uma semana depois. Alguns respondiam e outros, não. Com o tempo, não pude mais ignorar os benefícios daquelas conversas com o alunos que estavam com dificuldades. E acredito que o mais importante era transmitir para eles que não eram apenas mais um nome em minha lista de chamada, pois realmente me importava com seu aprendizado e sucesso.

Com o passar do tempo, desenvolvi uma abordagem estruturada para nossas conversas, cujos highlights eu listo abaixo. É interessante destacar que existiam semelhanças entre os pensamentos e sentimentos desses estudantes. Na maioria das vezes, começavam a reunião pedindo desculpas por não estarem indo bem na disciplina: “Desculpe-me por não ter estudando para este teste” ou “Estou muito envergonhado por ter ido tão mal”. Com menos frequência, mostravam-se perplexos: “Eu realmente estudei para esse teste, não sei por que não fui bem”. De qualquer forma, busquei enfatizar que faríamos de tudo para que conseguissem melhorar sua performance em provas e trabalhos futuros.

Aqui estão os seis temas que ilustram a essência das conversas e que se mostraram benéficos tanto para mim quanto para meus alunos:

  1. Você não está sozinho, somos um time. Se quisermos encontrar a solução para um problema, seremos muito mais eficientes em nossa abordagem se trabalharmos juntos, de forma franca e construtiva;
  2. A história é uma boa professora. Devemos usar o passado como guia, não como fonte para julgamentos. Ficar na defensiva, punir ou culpar a si mesmo e aos outros não é produtivo. Ninguém sai ganhando com essa postura!
  3. Surgem padrões e tendências. Durante os encontros, revisávamos as provas e trabalhos para entender se havia um quadro mais amplo. Uma análise do que aconteceu de errado pode dar pistas sobre maneiras ineficientes de estudo ou desenvolvimento de testes e provas. Mais de 70% dos alunos que conversaram comigo perceberam que entender melhor sobre eles mesmos enquanto estudantes contribuiu para que melhorassem suas notas até mesmo em outras disciplinas;
  4. Aprender a se comunicar efetivamente só traz benefícios! Com as conversas que tivemos, os alunos aprenderam que é importante discutir abertamente sobre seus receios, dúvidas e medos. Em vez de evitar seus problemas, eles compreenderam que compartilhar suas preocupações é o primeiro passo para romper as barreiras que estão impendindo sua evolução. E essa é uma competência que será útil por toda a sua vida. Ainda, descobriram que seus professores também são pessoas como eles;
  5. Uma simples conversa pode ter profundas consequências. Muitas vezes, quando sentimos que o outro realmente se importa conosco, tendemos à reciprocidade — prestamos mais atenção a como agimos em sua presença. Um comentário que ouvi muitas vezes dos alunos com os quais conversei foi: “Eu me esforcei ainda mais desta vez porque não queria decepcionar você!“;
  6. As anotações em sala de aula demandam atenção e orientação. Quando me encontrava com os alunos para revisar suas provas, sempre pedia para dar uma olhada em suas anotações para que pudesse dar dicas práticas de como melhorá-las. Isso porque poucas notas indicam falta de foco. Sempre encorajo que os alunos façam perguntas durante as aulas, principalmente se estão com dificuldade de compreensão de algum conceito.

Para alguns estudantes, nossas breves conversas levaram a transformações marcantes. Pode ser que não tenham como ser comprovadas cientificamente, mas constato seus benefícios em melhor assiduidade, notas maiores, mais confiança e vontade de participar das discussões em sala de aula. E tudo começou com um simples convite: “Por favor, venha conversar comigo!”.

Artigo original do Dr. Micah Sadigh, PhD e professor de psicologia na universidade Cedar Crest, publicado no site Faculty Focus.

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3 formas como a instituição de ensino pode ajudar o aluno a preencher lacunas de competências

17/11/2016 -

lacunas de competências

Empresas, independentemente do segmento, costumam valorizar determinadas aptidões ao buscarem novos funcionários, como criatividade, curiosidade, conhecimento digital, pensamento crítico e humildade. Muitas vezes, infelizmente, o aprendizado no ensino superior não está em sintonia com o que o mercado de trabalho busca nos profissionais. Veja como a instituição pode ajudar o aluno a preencher lacunas em suas competências:

1. Aprendizagem prática

São raras as instituições que permitem que o estudante falhe – e, consequentemente, aprenda com seus erros. Essa abordagem, no entanto, é fundamental para que o aluno esteja preparado para o futuro profissional.

Assim, durante o curso, precisa ser instigado a desenvolver seu próprio método de tomada de decisão e raciocínio crítico. Para que seja bem-sucedido, deve saber aprender com os próprios erros, para que consiga analisar onde poderia ter feito algo diferente e tentar novamente.

Uma das melhores formas de fomentar esse aprendizado é incentivar o aluno a fazer estágios, que permitem colocar o conhecimento em prática. Desde cedo, os estudantes já terão responsabilidades profissionais e oportunidades para desenvolvimento de habilidades.

>> 7 dicas para fazer um feedback eficaz

2. Disciplinas em consonância com o mercado de trabalho

As instituições precisam estar atentas às exigências do mercado de trabalho para que possam alinhar os programas de suas disciplinas às expectativas das empresas. Essa sintonia pode ser alcançadas através de pesquisas com profissionais, dados sobre os segmentos dos cursos e outros indicadores de mercado.

Ao utilizarem essas informações para compreensão de quais habilidades precisam desenvolver em seus alunos, as instituições de ensino conseguirão criar programas mais assertivos, que direcionem os futuros profissionais para carreiras de sucesso.

3. Parcerias entre empresas e universidades

Programas de parcerias entre instituições e empresas são benéficos para as duas partes. Isso porque a universidade recebe valiosos insights sobre quais são as lacunas de competências que ainda precisa preencher em seus estudantes, enquanto a empresa tem acesso a um grande número de candidatos qualificados para suas vagas.

Ainda, a parceria pode ser ampliada para patrocínios de novos programas educacionais, financiamentos de pesquisas e laboratórios, entre outras ações que favorecem a todos.

Para garantir que alunos estejam aptos para o mercado de trabalho, as universidades devem estar sempre em busca de modernizar seus currículos, assim como as experiências educacionais que proporcionam aos estudantes. Existem variadas formas de alcançar esse objetivo, mas todas exigem um olhar atento aos programas das disciplinas e aos métodos de ensino.

Ensino superior a distância deve superar a educação presencial no Brasil

09/11/2016 -

pesquisa-ensino-a-distancia
A tendência é clara: o ensino superior a distância deve superar a educação presencial em um futuro próximo. Em 2023, os cursos EAD no Brasil serão maioria, com uma fatia de 51% do mercado. Realizada pela Sagah em parceria com a Educa Insights no primeiro semestre deste ano, a pesquisa que revelou os rumos do ensino online ouviu mais de duas mil pessoas entre alunos e candidatos de cursos de EAD.

Em entrevista ao site Porvir, Luiz Filipe Trivelato, diretor executivo da Sagah, comenta que ainda existe um número reduzido de instituições com credenciamento para oferecer cursos a distância no Brasil. Ainda, é evidente a demanda dos estudantes por maior flexibilidade e preços mais acessíveis. Os dois fatores, portanto, tornam inegável o caminho crescente dos cursos EAD, cujo mercado teve forte incremento nos últimos cinco anos.

Trivelato afirmou também que, das 15 milhões de pessoas que não vão à universidade no país, 67% têm condições financeiras de arcar com investimento dos cursos superiores por EAD. Ainda, a diminuição das vagas em programas como o FIES incrementou a busca pelo ensino online.

As vantagens do EAD

Engana-se quem acredita que o preço mais acessível é o principal atrativo para o estudante ao optar pelo ensino a distância. O estudo mostrou que 61% dos participantes veem a possibilidade de estudar quando e onde quiser como o fator mais importante.

Ao entendermos o perfil do aluno que escolhe EAD, detalhado pela pesquisa, é possível compreender esse motivo: 41% têm entre 31 e 40 anos e 87% trabalham fora.

O estudo indicou também quais são os hábitos dos estudantes. Dos entrevistados, 90% estudam de casa, 58% sozinhos e 62% à noite. Questionados sobre os principais atributos para um curso EAD, os alunos destacam o uso de videoaulas.

 


Desafios para o mercado

Também em entrevista ao Porvir, o gerente de operações da Blackboard Brasil, Pavlos Dias, sinalizou que a formação dos professores ainda é um dos maiores desafios do EAD, pois as faculdades preparam os profissionais para a educação presencial.

“É natural que ainda encontrem dificuldades como tutores e até na elaboração de conteúdos para cursos a distância”, disse.

Segundo Dias, o papel macro do professor segue o mesmo: ensinar o aluno, guiá-lo para a busca do conhecimento e ajudá-lo a superar barreiras. A tecnologia, portanto, não será uma substituta de seu trabalho.

Por fim, Luiz Filipe Trivelato destaca a migração do preço para a qualidade como outro grande desafio do ensino online. Isso porque ainda existe uma forte competição por quem oferece o curso mais acessível. Deve haver, contudo, uma mudança de percepção das instituições, cuja concorrência será em oferecer o melhor curso.

O Desafios da Educação é uma iniciativa voltada a líderes e gestores de Instituições de Ensino, que tem como objetivo compartilhar experiências e discutir as melhores práticas em Educação.

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