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Educação a distância e necessidades especiais: a inclusão pela tecnologia

29/08/2014 -

As mudanças que a ideia de um ensino realizado no meio online trouxe para a educação são muitas. Não são poucos os casos de estudantes agraciados com a possibilidade de concluir seus estudos sem sair de casa: essa é uma grande vantagem tanto para os que não têm acesso a uma universidade, quanto para aqueles que não têm tempo, muitas vezes estudantes em formação tardia que já estão inseridos no mercado de trabalho. No entanto, uma parcela da população pode ser especialmente beneficiada com esse tipo de ensino: as pessoas com necessidades especiais. Da inclusão social ao ensino personalizado, muitas características inerentes à EAD podem ser justo o que o aluno especial precisa para dar continuidade à sua educação ou voltar a estudar.

As questões referentes à acessibilidade e ao deslocamento praticamente desaparecem, no caso do aluno de EAD.  Fonte: Disability Savvy

As questões referentes à acessibilidade e ao deslocamento praticamente desaparecem, no caso do aluno de EAD.
Fonte: Disability Savvy

Para os estudantes com mobilidade reduzida, os problemas referentes à acessibilidade e ao deslocamento são basicamente removidos da equação. Com a EAD, até mesmo o aluno cuja condição o torna incapaz de se levantar, sentar ou deslocar, participa ativamente do processo de aprendizado. Afinal, no ensino digital, no qual tempo e espaço tornam-se bastante relativos, todos os alunos encontram-se na mesma posição em relação a colegas e professores e têm acesso aos mesmos aplicativos, conteúdos e plataformas. Nesse sentido, outra característica inerente à educação a distância, que é a personalização do ensino, é extremamente inclusiva, pois o ensino pode ser adaptado às necessidades especiais de cada estudante, sendo elas tanto de ordem física quanto cognitiva.

O interessante é perceber que, ao passo que a tecnologia está cada vez mais inserida na área da educação, são justo as possibilidades de individualização do ensino que o tornam mais inclusivo. Parece ser contraditório, mas, ao passo que alunos têm seu ritmo de aprendizado respeitado, com o uso de ferramentas que permitem focar nos pontos mais críticos do processo, os estudantes são nivelados: todos têm acesso aos mesmos benefícios. E isso vale para o aluno com e sem necessidades especiais. Se um não pode deslocar-se até a biblioteca, todos podem acessá-la digitalmente. Se um não pode estudar nos horários tradicionais por força da jornada de trabalho, todos podem optar pelo melhor período para realizar seus estudos individualmente. Esse é um dos princípios da inclusão: vale para todos e não deve ser confundida com privilégio.

A própria natureza e os preceitos do ensino digital são inclusivos para as pessoas com deficiência.  Fonte: Fast track

A própria natureza e os preceitos do ensino digital são inclusivos para as pessoas com deficiência.
Fonte: Fast track

O site Getting Smart reuniu uma lista de ferramentas e práticas do ensino digital e do ensino híbrido que foram elencadas por um conselho de gestores de educação especial na Flórida (EUA) como muito excitantes para a área. Dentre as ferramentas citadas, estão as plataformas para videoconferências, aplicativos que aumentam a produtividade e todos os recursos de tecnologia assistiva, que incluem vocalização de textos para pessoas cegas e o auxílio na digitação, por exemplo. Os especialistas também citaram a sala de aula invertida e a ideia de uma menor disciplinarização e um maior engajamento por parte dos alunos, o que resulta em empoderamento dos estudantes. Além disso, os profissionais ressaltam a quebra de barreiras como um dos benefícios do ensino online para o aluno com necessidades especiais: esse é um dos poucos tipos de ensino em que a educação especial e a educação geral são exercidas de forma realmente integrada.

Pessoas com deficiência visual podem utilizar os mais variados aplicativos para a leitura de textos digitais de forma fácil e rápida.  Fonte: Special Needs.com

Pessoas com deficiência visual podem utilizar os mais variados aplicativos para a leitura de textos digitais de forma fácil e rápida.
Fonte: Special Needs.com

Sem dúvida, a acessibilidade e a flexibilidade de horários (em especial, se tratando de pacientes ainda em tratamento) são benefícios bastante óbvios nessa relação entre estudante e formato de ensino. No entanto, é interessante perceber que a inclusão social é o que mais se destaca nas possibilidades que a EAD traz ao aluno especial. Parte essencial de qualquer aprendizado, o desenvolvimento de uma maior autonomia que a estrutura do EAD proporciona é algo extremamente benéfico não apenas para esse público, mas para todos os estudantes.

E você? Também acredita no potencial inclusivo do ensino digital? Divida conosco sua experiência sobre o tema. E não deixe de assinar a nossa newsletter.

Fórum de Lideranças: entrevista com Carolina da Costa

27/08/2014 -

Diretora Acadêmica de Graduação do Insper, Carolina da Costa é Ph.D em Educação pela Rutgers, The State University of New Jersey, além de bacharel e mestre em Administração de Empresas. Durante o Fórum de Lideranças: Desafios da Educação, realizado na sua instituição no início de agosto, Carolina falou um pouco das novas tecnologias pedagógicas e das oportunidades que surgem de modelos de ensino mais eficazes. Ao Blog Desafios da Educação, a gestora também falou de tecnologias, de soluções que vem experimentando e do futuro da educação no Brasil.

Como você vê o cenário de adoção da tecnologia no Brasil, especialmente no ensino superior?

Acho que ela afeta de forma diferente diversas instituições. Há instituições, por exemplo, que atendem o público em massa, e que vão aproveitar as novas funcionalidades em tecnologias de uma maneira que propicie ganho de custo, de escala, de acesso, o que é uma preocupação legítima que elas têm. Agora, tem faculdades que são mais focadas em um público menor e que, por isso, têm a possibilidade, por exemplo, de cobrar mensalidades maiores e, com isso, oferecer uma equação de faculdade diferente. Além disso, as tecnologias vão precisar ser bastante entendidas, no sentido de sabermos o que de fato elas estão oferecendo de novo, quais são as funcionalidades, quais são as oportunidades, o que será mais possível de fazer com elas do que sem elas. Aqui no Insper, por exemplo, estamos, neste momento, imersos em uma reflexão crítica, até porque o Insper tem um modelo de ensino em que o aprendizado está em primeiro lugar, a qualidade do ensino e a tecnologia têm que estar a serviço disto e saber qual tecnologia escolher exatamente vai nos ajudar nesta missão que não é trivial.

Que tecnologias o Insper vem utilizando?

Estamos fazendo vários experimentos, temos algumas soluções da Blackboard ainda a serem exploradas com os docentes. Tem muita funcionalidade de avaliação de interação que a gente ainda precisa aprender e engajar o docente para isto. Estamos experimentando na área de games e de simulações. Também temos explorado soluções com alguns fornecedores, o conceito de plataformas adaptativas, que são conjuntos de avaliações, e relatórios individualizados de lacunas de aprendizagem, mas, como eu disse, não é trivial. Não é só uma questão de montar um banco de questões, temos que fazer um referenciamento deste conteúdo com os objetivos de aprendizagem.

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Carolina da Costa foi uma das palestrantes do evento
FONTE: Divulgação

Como é que os professores têm absorvido estas novas tecnologias, eles são treinados?

A primeira grande frente do Insper, que vem acontecendo nesses últimos 10 anos, é a de engajar os professores numa discussão sobre aprendizado, independente do meio que você vai usar pra isto, as pessoas precisam estar conscientes de que o aprendizado é nossa missão principal, que a gente tem objetivos de aprendizagem definidos, mapeados, que é importante a gente conversar sobre o que o aluno tem aprendido ou não. Aí eles vão participar do fórum, porque eles são as pessoas na sala de aula, lidando com os desafios, com as barreiras. Essa conversa perpassa muitos temas: motivação do aluno, engajamento, natureza dos problemas, natureza das questões, e, uma vez que temos avançado, alguns professores naturalmente têm sido mais entusiastas sobre o uso da tecnologia voltado a esse fim. Com esses professores, a gente tem feito um trabalho mais intensivo de treinamento, de preparação, de montar pequenos grupos para compartilhar experiências. Com o grupo mais geral, temos, pouco a pouco, deixado que eles entrem em contato com, por exemplo, a Blackboard e suas funcionalidades, para que eles consigam de fato ver um valor agregado neste uso de metodologia versus o que naturalmente eles usam. Se esse valor não for percebido, dificilmente vai ser com treinamento que vamos convencer o docente a usar.

Que resultados e benefícios vocês têm observado com o uso das soluções da Blackboard?

Tem sido muito bom para criar, para começar a esboçar comunidades de aprendizagem até entre docentes, porque a gente tem dentro da Blackboard comunidades de docentes compartilhando material, discutindo via blog, então isto tem sido muito bom para a gente unir o corpo docente, criar temáticas em comum. Para os alunos, há, sem dúvida nenhuma, várias conveniências e facilidades como a de fazer download, de acessar o material sem impressão. Temos tido experiências com as avaliações da Blackboard que permitem atualizar questões, correções, mas isso precisa ser acompanhado. Temos uma preocupação muito grande, aqui no Insper, de rubricas e critérios de avaliações, não adianta simplesmente o aluno ver que acertou X e errou Y, ele precisa entender o que errou e porque errou, então esse trabalho tem que ser complementar, mas acho que, de maneira geral, é isto: as comunidades têm acesso a informações bem organizadas, permitindo ao aluno entender o conteúdo, saber por onde ele tem que navegar, porque, às vezes, quando ele está sozinho, ele se perde. Mas os modelos de avaliação e as ferramentas que a Blackboard traz tendem a ser muito úteis para avaliações formativas.

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Fórum de Lideranças realizado em São Paulo reuniu mais de 200 gestores
FONTE: Divulgação

Qual você acha que é o principal desafio da educação no Brasil?

Essa é uma pergunta bastante ampla, porque você tem diversos públicos. Para cada público, o desafio é um. Posso falar pelo Insper, sobre como é o desafio de uma faculdade que tem uma mensalidade prime, que tem como missão a ambição de formar pessoas que vão fazer a diferença onde quer que elas atuem, de formar a liderança de um país. Nosso principal desafio é avaliar continuamente se a gente tem atingido isso, se nós, como grupo docente e direção, temos nos valido das melhores ferramentas, dos melhores meios para atingir nosso objetivo e esta conversa não pode deixar de incluir o mercado de trabalho.

Quer saber mais dos cases compartilhados no Fórum de Lideranças? Acesse a apresentação de Carolina da Costa e assine nossa newsletter para ser avisado assim que o vídeo do evento for ao ar.

*entrevista a Luísa Ferreira.

O potencial educativo das redes sociais

25/08/2014 -

UnCollege e hackschooling  são termos modernos e ligados a movimentos um tanto revolucionários da educação. Enquanto o primeiro, fundado por Dale Stephens, promove uma maior autonomia e uma menor ligação à instituição de ensino para o estudante universitário, o segundo fala de um projeto coletivo de socialização para o aluno da educação básica que não frequenta a escola tradicional. Ambos têm em comum se basearem em preceitos do ensino domiciliar, que, de certa forma, também empresta muito de seus métodos para a educação a distancia.

Essas são provas de que a educação está sempre em transformação e até mesmo o clássico homeschooling (denominação em inglês para a educação em casa) vai sofrendo alterações para se adaptar à realidade atual. Agora, as redes sociais podem ser mais uma ferramenta importante para esse tipo de ensino, como um poderoso instrumento de aprendizado e interação com outros estudantes. E elas servem tanto para o tradicional estudante domiciliar, educado em casa por tutores ou pais, quanto para aqueles que muitas vezes também utilizam suas residências para o estudo, os alunos de EAD.

O ensino domiciliar, embora seja um método antigo, tem inspirado movimentos inovadores na educação e pode se beneficiar das mudanças advindas do uso da tecnologia na área. Fonte: Wikimedia

O ensino domiciliar, embora seja um método antigo, tem inspirado movimentos inovadores na educação e pode se beneficiar das mudanças advindas do uso da tecnologia na área.
Fonte: Wikimedia

Meio de socialização

Quem estuda em casa, seja o homeschooler, seja o aluno de EAD, pode sentir falta da convivência com seus colegas, da troca de experiências e impressões sobre sua educação. Nesse ponto, as redes sociais têm papel importante: por meio delas, o estudante pode entrar em contato com sua “turma”, um grupo de alunos que compartilham de seus interesses e que estão passando por situações semelhantes em seu processo de aprendizado. Do lado exclusivo do ensino domiciliar, a dica é para pais e tutores: por meio dessas plataformas, é possível se conectar com outros tutores e até mesmo especialistas, a fim de aprimorar suas lições.

Ferramenta de pesquisa

Assim como a educação a distância mostra alguma similaridade com o ensino domiciliar pelo fato de seus estudantes não frequentarem a instituição física, o homeschooling também se apropria de instrumentos advindos da EAD. Muitos pais e tutores aproveitam plataformas nos modelos das utilizadas no ensino digital para compartilhar lições, por exemplo. As redes sociais, nesse ponto, podem ser muito úteis para ambos os tipos de ensino: o Pinterest tem se mostrado uma ótima forma de compartilhar planos de aula, especialmente quando se lida com nativos digitais, além de ser uma ótima forma de compilar e partilhar objetos de interesse entre alunos e professores. O YouTube, por sua vez, com seus inúmeros tutoriais e documentários disponíveis, é uma excelente ferramenta de pesquisa de conteúdo. Além do mais, professores e alunos podem produzir seus próprios vídeos, criando uma cadeia de feedbacks muito enriquecedora para o aprendizado.

Cada um na sua, mas com algo em comum: as redes sociais. FONTE: MultiBriefs

Cada um na sua, mas com algo em comum: as redes sociais.
FONTE: MultiBriefs

Instrumento de aprendizagem

Embora muitas vezes vistas como vilãs do aprendizado, promovendo a distração e a procrastinação, as redes sociais também podem trazer benefícios para o estudante. Cabe ao professor e ao gestor saber explorar essas qualidades. Por exemplo, o professor Andrew Simmons, da Califórnia (EUA), afirma que o Facebook aprimorou a escrita de seus alunos, pois os jovens passaram a se sentir mais confortáveis para se abrir emocionalmente. Por outro lado, o Twitter, com sua limitação de caracteres, força o estudante a prestar atenção na linguagem que utiliza, trabalhando a clareza e a concisão de seu texto e melhorando suas técnicas de comunicação. Ou seja, utilizadas com moderação, as redes sociais podem, sim, trazer benefícios para a educação, inclusive despertando novas capacidades nos estudantes. É a versão moderna e com um final feliz do clássico “se não se pode vencê-los, junte-se a eles”. Com um complemento: junte-se a eles e se aproprie de suas qualidades.

E você? Já tentou utilizar redes sociais no aprendizado? Compartilhe conosco a sua experiência e não deixe de assinar a nossa newsletter para se manter informado sobre as últimas novidades na área da educação.

Fórum de Lideranças: 4 perguntas para Ryon Braga

22/08/2014 -

No início de agosto, em São Paulo, mais de 200 gestores de instituições de ensino superior puderam ouvir Ryon Braga durante o Fórum de Lideranças: Desafios da Educação. Na ocasião, o educador compartilhou um pouco do seu mais novo caso de sucesso, a UniAmérica. O Blog Desafios da Educação* aproveitou sua presença para conversar um pouco mais com esse gestor que é tido como um dos nomes mais respeitados do País.

Ryon Braga é graduado em Medicina pela UFPR, com pós-graduação em Neuropedagogia, e mestrando em Educação pela Universidade de Jaén, na Espanha. É diretor-presidente da UniAmérica, sócio da Anima Educação SA e presidente do Conselho de Administração da Hoper Educação, do Instituto Hoper e do Instituto Anima. Publicou vários livros no segmento da educação, entre eles: Marketing Educacional; Planejamento Estratégico para Instituições de Ensino e irá lançar este ano um livro sobre ensino e aprendizagem na educação superior.

Ryon Braga no Fórum de Lideranças: Desafios da Educação. Fonte: Divulgação

Ryon Braga no Fórum de Lideranças: Desafios da Educação.
Fonte: Divulgação

Como você avalia o cenário atual da educação superior e da educação a distancia no Brasil?

A educação a distancia é um elemento que veio para ficar, mas, evidentemente, daqui a alguns anos, não existirá mais uma educação a distancia com este nome, pois ela nada mais é do que uma forma de trazer o que a tecnologia proporciona para a educação, além de componentes educacionais imediatos pela tecnologia. Então, num futuro próximo, teremos educação com componentes de alta tecnologia e com componentes presenciais, na proporção do que cada programa educacional necessitar. Não existirá mais esta divisão presencial e a distância, será uma educação híbrida. O grande avanço que a educação a distância trouxe para o cenário da educação como um todo foi o de mostrar a importância do uso da tecnologia em novas metodologias, e descortinar este leque de oportunidades que a educação presencial não tinha visto. Logo, as duas coisas vão se integrar. Hoje já temos modelos educacionais híbridos muito superiores ao que existia até então na educação presencial e na EAD isoladamente.

Em que pé você vê a educação superior em uns 10 anos?

Esta é uma questão bastante difícil e complexa, mas eu vejo uma a educação superior na qual os muros, não os muros da universidade ou da escola, mas as primeiras paredes da escola, as da sala de aula, perdem um pouco a sua função de enclausuramento. Digamos assim: em determinado processo, os muros da escola deixam de ser relevantes e a relação professor-aluno é colocada em perspectiva e passamos todos a termos um papel de educadores, no sentido destes estudantes aproveitarem as experiências de aprendizagem. O livro que estou publicando agora tem no título a expressão “experiência de aprendizagem”, para mostrar que o aprendizado pode se dar em qualquer lugar, a qualquer tempo, em qualquer situação, mas se ele for orientado, acompanhado, sistematizado em uma espécie de processo de preceptor guia. Ele é muito mais rico e muito melhor aproveitado se tiver alguém para ajudar o estudante desde criança, desde a educação infantil até seu doutorado, ensinando ele a fazer este percurso da forma mais inteligente possível, aproveitando todas as oportunidades de aprendizagem que a vida e o mundo lhe oferecem. Esse é o novo papel da universidade.

Fórum de Lideranças reuniu cerca de 200 gestores de IES em São Paulo. Fonte: Divulgação

Fórum de Lideranças reuniu cerca de 200 gestores de IES em São Paulo.
Fonte: Divulgação

Você poderia compartilhar algum case de sucesso?

As instituições de ensino têm um misto de problemas, nunca é um problema simples e pontual. E uma das principais demandas é que as instituições precisam fazer frente a essas mudanças todas e manter suas sustentabilidades financeiras, econômicas. No Brasil, há muitas instituições que passam por dificuldades financeiras e precisam de um saneamento. O paradoxo, o grande desafio que os donos de instituições trazem para a Hoper, é o como eu posso investir significativamente na melhoria da qualidade e ter uma qualidade realmente acima do que tenho hoje e, ao mesmo tempo, manter equilibrada a sustentabilidade financeira nos custos e despesas, sendo que eu já estou desequilibrado, então eu tenho que rever meu desequilíbrio e melhorar ao mesmo tempo. Eles me perguntam: “isto é possível ou é um paradoxo? Quer dizer que tenho que investir mais para ser melhor, mas eu já estou no prejuízo, como é que eu invisto mais?” Um dos papéis da Hoper é mostrar isto, sim é possível você melhorar muito e ter uma estrutura de gestão tão eficiente e profissionalizada que você consegue ter uma estrutura de custos compatível com a qualidade superior que você pode oferecer.

Se você pudesse propor um desafio da educação, qual seria?

Eu não faria um desafio, mas um convite a todas as universidades e faculdades a pensarem assim: é possível uma relação de ensino e aprendizado altamente eficiente sem aula e sem disciplina. Pensem nisso porque isso pode ser realmente um caminho muito interessante pra começar a mudança.

Ficou curioso com o que mais Ryon Braga tem a dizer sobre o futuro da educação? Acesse sua apresentação no Fórum de Lideranças: Desafios da Educação e assine nossa newsletter para ser avisado assim que o vídeo do evento for ao ar.

*entrevista a Luísa Ferreira.

Liderança transformacional: práticas para inspirar enquanto se ensina

20/08/2014 -

Aos professores, além de transmitir conhecimento, muitas vezes cabe o papel de inspirar. São mestres capazes de ensinar o conteúdo da disciplina, mas que também precisam liderar suas turmas no cultivo da curiosidade. Se, na sala de aula mais tradicional, costuma imperar a liderança transacional, aquela que concede recompensas em troca da obediência, acreditamos que o futuro da educação está na liderança transformacional, que age a partir da inspiração, do estímulo e da personalização.

O líder transformacional aposta no carisma e adota comportamentos de respeito ao aluno que criam uma conexão emocional entre eles. Ele conquista a confiança e se identifica com os estudantes, apresentando ideais que são nortes de vida e não apenas metas temporárias. Claro que não é tarefa fácil, mas encontramos no site Edutopia dicas e práticas preciosas para que professores consigam manter a moral em alta.

lideresnasmaosExemplo de boa liderança: todos felizes e você nem sabe quem está no comando
[FONTE: SB Coaching]

Equilíbrio de estratégias
O professor transformacional sabe que existe muito mais no ensino do que as súmulas do currículo. Ele consegue equilibrar estratégias de ensino e de aprendizagem: as primeiras se referem à sua atuação e consistem em maneiras de conduzir a turma, como em discussões em grupo; as segundas são os momentos em que os alunos são os agentes da ação, como em debates e brainstorming.

Das tarefas ao conteúdo
A maneira mais ortodoxa de planejar as aulas seria pensar no conteúdo que deve ser passado aos alunos e depois encontrar maneiras de testar o resultado. Mas o professor que deseja engajar os estudantes pode pensar primeiro no percurso de tarefas a serem realizadas – testes, artigos, criações coletivas, vídeos, sites – e, logo, em como encaixar o conteúdo em diferentes plataformas. Assim, evita-se a exaustão das provas comuns.

Foco nos objetivos dos alunos
Ainda é comum que professores precisem da aprovação dos diretores para dar seguimento a seus planos de aula. Mas os gestores transformacionais que desejam dar mais autonomia aos profissionais saberão que o foco do educador está no aluno. Assim, ao elaborar os objetivos da disciplina, o professor deve fazê-lo de maneira atraente para os estudantes: ao invés de apresentar o plano de discutir a guerra no Iraque, fale sobre como avaliar diferentes fontes de informações sobre o conflito a fim de evitar que sejamos manipulados. Bem mais interessante.

lideresequivocadosDar ordens e recompensar é coisa do passado. Ao invés disso, motive!
[FONTE: PowerTalks]

Mostrar ao invés de contar
Mesmo o mais inovador dos professores vai precisar recorrer à boa e velha aula expositiva de vez em quando. Mas ela pode se tornar muito mais envolvente se incluir materiais visuais. Já falamos aqui de como vídeos podem mudar o mundo, e os educadores ainda podem recorrer a diversos recursos dos celulares, por exemplo, para dar mais graça à aula tradicional.

Inclusão dos introvertidos
Muitas práticas de aula podem intimidar os introvertidos: debates em turma, trabalhos em grupo, apresentação de seminários. São atividades difíceis para quem não gosta de ser o centro das atenções. Mas as novas tecnologias permitem uma série de atividades que incluirão os tímidos sem sacrifício. Conversas por Twitter ou redes sociais, criação de blogs e todo tipo de interação virtual serão maneiras menos invasivas de estimular a participação de todos.

matematicastruggleEssa imagem pode assustar o professor, mas vai render bons frutos
[FONTE: siti khadijah suparman]

Experiências construtivas
O construtivismo se mostrou um caminho pedagógico mais do que acertado. Para incentivar o pensamento crítico e a reflexão sobre seu meio, os professores podem adotar algumas práticas simples com os alunos: apresente problemas da vida real e não hipóteses fantasiosas; peça análise e síntese nas interpretações de texto; provoque debates e defenda outras perspectivas; crie desafios e auxilie na superação deles.

Dificuldades produtivas
O ditado é velho e sábio: melhor ensinar a pescar que dar o peixe. O professor transformacional sabe que ajudar um aluno às vezes significa se afastar e deixar que ele sofra um pouco na busca da resposta. Esse processo pode tomar mais tempo da aula, mas vai criar conhecimentos mais sólidos. Então, quando os alunos enfrentarem dificuldades, o professor não deve tornar as tarefas mais fáceis, mas desafiar os estudantes a seguirem em frente.

Se você conhece mais maneiras de ser um líder transformacional, compartilhe conosco! E assine nossa newsletter para receber novidades e tendências do mundo da educação.

O Desafios da Educação é uma iniciativa voltada a líderes e gestores de Instituições de Ensino, que tem como objetivo compartilhar experiências e discutir as melhores práticas em Educação.

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