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Educação e vídeos: uma parceria que pode mudar o mundo

01/08/2014 -

O uso dos vídeos na educação é uma tendência que vem ganhando força nos últimos anos. Uma ferramenta envolvente e versátil, o vídeo pode ser produzido por alunos ou por professores, como apresentação ou revisão do conteúdo, dependendo de sua finalidade. Mas os vídeos não precisam ser exclusividade do ensino já inserido no meio digital, eles podem ir mais longe, alcançando quem não tem acesso à tecnologia ou mesmo à educação formal. E Atsuyoshi Saisho, um japonês de 25 anos, sabia muito bem disso quando resolveu distribuir DVDs educacionais em áreas remotas, a fim de aumentar as chances de jovens afastados das zonas centrais de entrar na universidade.

Saisho soube usar a tecnologia para promover mudanças consistentes na vida de muitos jovens. Fonte: EdSurge

Saisho soube usar a tecnologia para promover mudanças consistentes na vida de muitos jovens.
Fonte: EdSurge

Há quatro anos, quando fazia intercâmbio em Bangladesh, Saisho percebeu que os estudantes da capital daquele país, na cidade de Dhaka, tinham acesso a cursos preparatórios para os testes de seleção para a universidade, ao passo que os moradores da zona rural, não. Essa desvantagem fazia com que muitos dos alunos do interior do país não conseguissem chegar ao ensino superior. Acostumado ele próprio a estudar por meio de vídeos na internet, Saisho resolveu gravar DVDs com aulas de cursos preparatórios e distribuí-los em vilas de zonas remotas de Bagladesh. E, assim, nasceu o e-Education Project. Desde então, cerca de 800 jovens bangladeshianos se prepararam para os testes por meio dos vídeos de Saisho. Hoje, 200 desses jovens estão cursando o ensino superior.

O programa se expandiu para outros países, porém, nessas regiões, a instrução é mais focada em objetivos específicos. São cerca de 30 estudantes aprendendo matemática na Jordânia e cerca de 300 aprendendo ciência em Ruanda, por exemplo. Em cada lugar em que atua, Saisho conta com um parceiro nativo do país, pois os vídeos precisam ser adequados para cada cultura, a fim de que sejam completamente compreendidos. Além disso, o projeto visa a incentivar os estudantes a retribuírem localmente após a sua formação e, para isso, diz ele, os professores nacionais têm muito mais impacto sobre as escolhas dos alunos. Não podemos reconhecer essas atitudes como um dos principais pilares da educação a distância: a personalização?

Eles já foram os reis do entretenimento, mas na educação estão só começando a jornada de sucesso.  Fonte: Revolução Digital

Eles já foram os reis do entretenimento, mas na educação estão só começando a jornada de sucesso.
Fonte: Revolução Digital

O que Saisho fez foi provar que o alcance e a filosofia da educação a distância independem até mesmo de computadores e internet. De acordo com o jovem empreendedor, para começar uma mudança na área da educação, é preciso começar pequeno: “Faça um pequeno buraco em uma grande parede e comece por aí”. E é isso que gestores e professores da EAD fazem todos os dias, criando novos meios de educar e de aprender.

Quem também sabe muito bem o quanto o vídeo vem revolucionando a educação é o Dr. Shay David, um dos fundadores da plataforma de vídeo internacional Kaltura. No dia 6 de agosto, no Fórum de Lideranças Desafios da Educação, David irá apresentar a palestra “Redefinindo a Experiência de Educação com Vídeo”, no qual falará sobre as últimas tendências na educação por vídeo, trazendo estudos de caso e discutindo como efetivamente implantar o uso do vídeo para melhor o ensino e o aprendizado. Esse painel imperdiível ocorrerá em São Paulo, capital, no auditório do Insper e as inscrições são gratuitas. E, para se manter informado sobre todas as novidades e desafios da educação, não deixe de assinar a nossa newsletter.

A tecnologia sozinha não transforma a educação: entrevista com José Francisco Vinci de Moraes

30/07/2014 -

José Francisco Vinci de Moraes não vai apenas apresentar um seminário no próximo Fórum de Lideranças, ele vai dar uma aula. Convidando todos os participantes a levarem seus smartphones ou tablets, o professor Chico vai demonstrar metodologias que utilizam aplicativos e equipamentos móveis no ensino presencial. O educador é Coordenador do Núcleo de Tecnologias Mistas de Aprendizado da ESPM e responsável pelo ambiente virtual de aprendizagem (AVA) da instituição, desenvolvido pela Blackboard. Nesta entrevista, ele fala sobre a realidade do ensino superior, os desafios enfrentados em sua carreira, a relação entre professor e aluno e, é claro, o uso de mobile no ensino.

ProfessorChico

Que avanços as novas tecnologias trouxeram e qual a importância da inovação para o futuro da educação?
As tecnologias de educação vêm permitindo que as instituições de ensino repensem seus modelos pedagógicos, tradicionalmente centrados no professor e na transmissão de seus conhecimentos. Novas tecnologias permitem a adoção de metodologias voltadas para a aprendizagem, voltadas para o estudante. A aprendizagem ativa ou por projetos são exemplos dessa transformação.

As novas tecnologias já estão inseridas na realidade do ensino superior?
Eu creio que sim. Grande parte das instituições de ensino superior conta com algum recurso tecnológico para apoio ao aprendizado. Todavia, o problema não é a disponibilidade de tecnologias, e sim de projetos pedagógicos que se apropriem dessas novas fontes de conhecimento e compartilhamento de conteúdos. A tecnologia por si só não transforma a educação.

O uso do mobile no ensino presencial geralmente é visto como um novo meio de interação com o conteúdo. Essa prática pode trazer mudanças para o modo de ensinar e aprender?
Eu creio que o “blended learning” é uma tendência natural na educação. Nesse sentido, o uso de mobile é mais um recurso que não pode ser desprezado. Ao invés de solicitarmos aos nossos estudantes que desliguem seus smartphones, deveríamos aproveitá-los para a interatividade em sala de aula. Este será o tema de meu workshop no Fórum de Lideranças.

Quais são as maiores dificuldades encontradas por professores e gestores ao começar a utilizar aplicativos e equipamentos móveis em sua prática?
São basicamente três. 1) a instituição precisa contar com infraestrutura adequada: wi-fi, conteúdos em nuvem ou mesmo salas conectadas; 2) a instituição deve ter um modelo pedagógico para esse uso, sendo que tal modelo deve preencher lacunas normais nesse tipo de processo, ou seja, quais temas ou disciplinas são mais apropriadas, qual o tipo de material, como produzir o material, etc; 3) professores precisam ser convencidos e capacitados para a utilização desses recursos.

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O celular não precisa ser instrumento proibido na sala de aula
[FONTE: Education Awesomeness]

Que dicas o senhor daria para quem quer começar a usar mobile na sala de aula?
No caso da instituição não ter um projeto ou programa para a utilização de mobile e o professor desejar começar por conta própria, minhas dicas seriam a utilização da web para pesquisa e resposta a questões formuladas em sala de aula. Outra dica é a consulta de mapas, preços, filmes, fatos históricos ou qualquer outro conteúdo, atribuindo a cada estudante a responsabilidade de uma pesquisa e sua posterior divulgação para o grupo todo.

Quais são as possibilidades da utilização do celular no ensino presencial?
Desde que o equipamento seja um smartphone não vejo diferença na utilização. Claro que a visualização pode se tornar um problema, mas os aplicativos procuram atenuar este tipo de desvantagem.

Como elas diferem das possibilidades de utilização do celular na EAD?
É uma opinião pessoal, que partilho com alguns autores da área, mas não vejo mais essa dicotomia entre educação a distância ou presencial. Cada vez mais a distância é reduzida na EAD e aumentada na aprendizagem presencial. A única questão que julgo ainda problemática no EAD não é o equipamento (desktop, celular ou tablet), e sim a forma como os conteúdos são desenvolvidos, pois devemos ser os mais claros e objetivos na interação, uma vez que a distância impede “coisas” do tipo “onde o professor colocou mesmo aquele texto?”, pergunta que não seria problema no presencial, pois um colega ou próprio professor estão mais próximos.

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Tablets e smartphones são valiosos auxiliares em pesquisas
[FONTE: ie university]

Como as tecnologias mobile podem contribuir para a relação entre alunos e professores?
Estudantes e professores podem interagir com muito mais qualidade, pois a escrita é a base dessa interação e não a palavra oral. Claro que, para isto, devemos pensar em um outro tipo de professor e de estudante.

Qual foi o principal desafio da educação que você superou ao longo da sua experiência?
Não tenho dúvida que o maior desafio que enfrentei e enfrento é a natural e compreensível resistência de professores ao uso da tecnologia e a ausência de projetos mais consistentes para sua utilização.

Para você, qual é o principal desafio a ser superado pelas instituições brasileiras nos próximos anos?
É repensar suas metodologias, independente da tecnologia, para tornar o aprendizado um processo mais ativo, centrado no estudante. Em outros termos, o modelo de aulas expositivas presenciais, centradas exclusivamente em conteúdos, está exaurido. Não que tais aulas devam ser eliminadas. Em várias ocasiões do processo de aprendizagem, elas são muito importantes.

Não perca a oportunidade de escutar José Francisco Vinci de Moraes ao vivo e debater as estratégias para o uso de aplicativos e aparelhos móveis no ensino. O Fórum de Lideranças acontece no dia 6 de agosto, e as inscrições estão abertas.

Laboratório de metodologias é exemplo de inovação do Unisal

28/07/2014 -

O Laboratório de Metodologias Inovadoras é um projeto do Núcleo de Assessoria Pedagógica, também conhecido por NAP, do Centro Universitário Salesiano de São Paulo, Unisal, Unidade Lorena, que encara o aluno como sujeito ativo do próprio processo de educação. E que, diante dessa premissa, trabalha na formação permanente do seu docente, para que ele entenda a nova natureza da sua profissão: um mediador do processo de ensino e aprendizagem. Professor e diretor do Centro Unisal, Unidade de Lorena, Fábio Reis será o responsável por compartilhar com os participantes do Fórum de Lideranças – Desafios da Educação mais esse case e também por instigar os líderes presentes a instituírem processos de mudanças acadêmicas sustentáveis.

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Peer Instruction: uma das primeiras metodologias testadas na Unisal com docentes e alunos
[FONTE: Lecturetools]

Criado em 2013, o Laboratório de Metodologias Inovadoras é a mais recente iniciativa do grupo de Reis para ampliar o estudo de novas metodologias educacionais. No entanto, sua origem remonta ao ano de 2011, quando a equipe do NAP iniciou o estudo de textos do professor Eric Mazur da escola de Engenharia de Harvard. Mazur é o mentor do chamado Peer Instruction, ou em português, instrução de colegas. Segundo conta Reis em um de seus artigos publicados no site que leva seu nome, foram seis meses de leitura e debate em grupo, até que o Núcleo elaborou uma proposta de aplicação da metodologia do Peer Instruction na Unidade de Lorena.

Em termos gerais, o Peer Instruction, ou PI, como também é conhecido, é uma técnica de ensino que promove a interação em sala de aula com o objetivo de envolver os alunos e de levá-los a abordar aspectos difíceis do material que estão estudando. Ao proporcionar aos estudantes oportunidades para que eles discutam os conceitos em sala de aula, o PI permite que eles aprendam uns com os outros. No entanto, para que esse método seja realmente eficaz, os estudantes precisam chegar à aula com alguns conceitos básicos do material já compreendido. Por esse motivo, o Peer Instruction é um método excelente para que o professor forneça aos seus alunos um valioso feedback sobre a aprendizagem dos estudantes e que funciona bem com outras metodologia, como a sala de aula invertida. Em 2012, seis professores começaram o ano aplicando essa ideia no Unisal. Em 2013, eram mais de 25 docentes participando da experiência.

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Líderes precisam criar processos de mudanças acadêmicas sustentáveis
[FONTE: Sebrae-PR]

Para Reis, repensar os projetos institucionais e o papel do professor, compreender como os alunos aprendem e reorganizar os modelos de sala de aula são desafios contemporâneos que os líderes das instituições de ensino superior, as IES, precisam encarar. Na Unisal, por exemplo, foi criado um grupo de monitoramento de aplicação da metodologia que produzia inclusive relatórios sobre as experiências. Em pouco tempo, a iniciativa se expandiu dentro da própria Unidade Lorena: no início de 2013, os professores Antonio Savio e Marcilene Rodrigues foram para Harvard, para trocarem ideias com Eric Mazur e com o seu grupo. Foram criados micronúcleos para ampliar os estudos, uma vez que a participação dos professores cresceu.

Hoje, o Unisal, Unidade Lorena, é referência no uso de Peer Instruction. Há um processo de formação dos professores, que, por sua vez, estão em contato com um grupo de pesquisa de Harvard, que trabalha com o tema da inovação acadêmica. Foi dessa bem sucedida experiência que nasceu o Laboratório de Metodologias Inovadoras (LMI). Ficou curioso? Então não perca o Fórum de Lideranças – Desafios da Educação. Inscreva-se já!

 

A gestão do professor na sala de aula invertida

25/07/2014 -

No dia seis de agosto, o cofundador da Kaltura, Shay David, vai subir ao palco do Fórum de Lideranças: Desafios da Educação para falar de tendências na educação. E, mais do que isso, o educador e empreendedor, especializado em sistemas de comunicação e informação colaborativos e abertos, vai abordar as formas de aprendizado que fazem uso do vídeo online, como, por exemplo, a sala de aula invertida. Com áudios e outros recursos interativos, como jogos, além da própria internet e dos vídeos, os alunos aprendem em casa e aproveitam o tempo com o professor de outra maneira. Por isso, os professores precisam gerir bem o período que passam com os estudantes ao vivo na sala de aula invertida.

Em um texto recente no site Edutopia, Jon Bergmann, pioneiro da sala de aula invertida, fala da importância da gestão neste modelo de ensino. Na opinião do educador, um dos primeiros ensinamentos dessa sala de aula que não tem o professor como um palestrante é que barulho é bom. Se no formato original alunos conversando era um problema, na lógica invertida, é a solução, pois mostra o quanto eles estão engajados em seu próprio aprendizado. Como Bergmann exemplifica, na sala de aula invertida, o antigo problema de manter os alunos quietos praticamente se dissipou no ar. Mas, obviamente, outras questões para refletir surgiram.

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A sala de aula invertida desafia a lógica de aprendizado e de ensino de professores e alunos
[FONTE: Fotolia]

#1 Quem recebe o tempo do professor?

Uma vez que o professor não está envolvido diretamente na instrução dos alunos, ele precisa aproveitar seu tempo interagindo e orientando os estudantes. Por isso, é importante o educador planejar com quem vai gastar seu tempo em sala de aula: ajudar os estudantes com dificuldades ou desafiar os mais avançados? Segundo Bergmann, é preciso equilíbrio, e trabalhar não apenas com os alunos que pedem, mas também com aqueles que seguem o rumo certo, para se certificar de que eles recebem o que precisam.

#2 Acompanhar o aluno em suas tarefas se torna mais importante

É verdade que a sala de aula invertida dá liberdade aos estudantes, mas alguns não sabem lidar com essa autonomia. Alguns acabam fazendo o que querem e nem sempre sabem ser produtivos. Por isso, mesmo nesse método, o professor precisa monitorar o comportamento do aluno, inclusive em casa, mas de um modo diferente do que faria em uma classe tradicional.

A chave é saber onde os estudantes estão no conteúdo. Se eles estão ficando para trás é porque não estão usando bem a autonomia. As estratégias para acompanhar os alunos mesmo fora da sala de aula são diversas: pode ser conversar com os pais, direcionar os estudantes a procurarem colegas mais produtivos e menos dispersos ou, ainda, tornar esses alunos os primeiros a receber atenção na aula ao vivo.

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A tecnologia mudou a educação e agora faz parte da sala de aula, invertida ou não
[FONTE: Instituto Claro]

# 3 Liberdade para uns, controle para outros

Bergmann também ressalta que, enquanto alguns alunos sabem lidar com a liberdade tão característica da sala de aula invertida, outros lutam para se adaptar a essa possibilidade de a escolha. Com aqueles que precisam de mais estrutura, de mais regra e de mais rotina, o professor deve agir, mas sem tirar a autonomia daqueles que já aproveitam bem o seu tempo.

E aí, ficou com vontade de experimentar a sala de aula invertida e vencer esses desafios em prol da liberdade dos alunos, de ter uma classe mais engajada e menos silenciosa? Já encontrou outros obstáculos? O Fórum de Lideranças, que acontece em São Paulo, promete ser um espaço de trocas sobre esse e muitos outros tópicos acerca do tema “Tendências para um ensino centrado no aluno”. Inscreva-se já!

 

 

Professores precisam de treinamento para usar mobile na educação?

23/07/2014 -

Para os chamados nativos digitais, é quase natural a interação com dispositivos móveis, aplicativos e todo o tipo de tecnologia. Com a inserção de tablets e outros mobiles na educação presencial, não são poucos os que se surpreendem com a facilidade com que os estudantes, em especial as crianças pequenas, se adaptam à novidade. No entanto, podemos esperar que professores dominem o uso desses dispositivos tão rápido quanto os que já nasceram na era digital? O site Edudemic trouxe algumas reflexões sobre a necessidade dos professores de terem algum tipo de treinamento para usar tecnologia móvel em sala de aula.

Para as crianças, a interação com esses dispositivos é quase intuitiva. O mesmo não se aplica aos adultos. Fonte: Kite Readers

Para as crianças, a interação com esses dispositivos é quase intuitiva. O mesmo não se aplica aos adultos.
Fonte: Kite Readers

Visão e experiência distintas

A forma como estudantes e professores irão encarar um tablet quando inserido no aprendizado não será a mesma. Primeiro, consideremos o tipo de interação: o educador precisa dominar esse instrumento para seus propósitos de ensino, ao passo que o papel do estudante é, em um primeiro momento, apenas absorver o conteúdo, porém a partir do que foi formulado pelo professor. Ou seja, no que tange à tecnologia, o educador cumpre papel de mestre e também de aprendiz, o que torna o desafio ainda maior. Mas o mais importante é que a maioria dos professores de hoje foi educada em uma época em que a tecnologia não existia nas escolas. Portanto, é possível que esse mesmo educador tenha alguma dificuldade não apenas no uso, mas em visualizar a importância de dispositivos interativos no aprendizado.

Treinamento com os colegas

A inserção de novos instrumentos e aplicativos em sala de aula, muitas vezes, vem acompanhada de treinamentos e palestras, geralmente oferecidas por pessoas que não pertencem à instituição de ensino em questão. No entanto, saber manipular um tablet não é o mesmo que saber se apropriar de suas diversas funcionalidades para ensinar. Os professores precisam ter, na instituição, pessoas que possam ajudá-lo a por em prática novas ideias e possibilidades para esses instrumentos. E essas pessoas podem ser seus próprios colegas. Estimular a troca de competências e habilidades com tecnologia entre professores é um grande conselho para os gestores. Afinal, uma vez que o uso do mobile não seja mais um desafio, o educador pode concentrar-se no que sabe de melhor: transmitir conhecimento.

Não focar apenas nos aplicativos

Muito do treinamento oferecido para professores diz respeito a saber usar um determinado aplicativo para passar uma lição específica. Porém, é muito mais produtivo que os educadores tenham acesso a todas as possibilidades que o instrumento em questão (tablet, iPad, celular) oferece e que direcionem sua adaptação de forma personalizada, de acordo com suas necessidades.

Cada professor tem um estilo de ensinar. E com o uso de tecnologias não é diferente. Fonte: It Pro Portal

Cada professor tem um estilo de ensinar. E com o uso de tecnologias não é diferente.
Fonte: It Pro Portal

Tempo para a prática

Embora um dos carros-chefes do uso de tecnologia na educação seja a otimização do tempo, é importante que as pessoas que irão utilizá-la tenham um período adequado de adaptação. Quanto maior for o tempo dedicado ao treinamento de educadores, maior a possibilidade de a tecnologia se inserir definitivamente na cultura escolar. O dispositivo móvel passa a ser não apenas uma ferramenta, mas um instrumento que pode transformar as formas de ensinar. Para um profissional, assimilar uma nova tecnologia é como aprender uma nova língua, e isso exige tempo e dedicação. Afinal, os educadores também merecem o ensino personalizado e empoderador que irão oferecer a seus alunos quando dominarem o uso da tecnologia na sala de aula.

O workshop de José Francisco Vinci de Moraes, o Professor Chico, no Fórum de Lideranças Desafios da Educação em São Paulo trará justamente essa temática. O professor irá apresentar e discutir metodologias para a utilização de aplicativos e equipamentos móveis no ensino presencial. O fórum ocorre no dia 6 de agosto no Insper, na capital paulista. Para inscrever-se gratuitamente e conhecer novas formas de aprender essa linguagem, clique neste link e, para manter-se sempre atualizado sobre o uso de tecnologias na educação, assine nossa newsletter.

 

 

O Desafios da Educação é uma iniciativa voltada a líderes e gestores de Instituições de Ensino, que tem como objetivo compartilhar experiências e discutir as melhores práticas em Educação.

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